O anti-semitismo cristão

O cardeal de Colónia, Joachim Meisner faz ressuscitar o fantasma do nazismo.

Só quem nunca leu a Bíblia ignora o carácter racista, xenófobo e violento do livro cuja leitura é necessária para entender os actos mais cruéis dos cristãos, durante séculos.

Os quatro Evangelhos (Marcos, Lucas, Mateus e João) e os Actos dos Apóstolos têm, na contabilidade de Daniel Jonah Goldhagen (in A Igreja católica e o Holocausto) cerca de 450 versículos explicitamente anti-semitas, «mais de dois por cada página da edição oficial católica da Bíblia».

Não admira, pois, que o cardeal de Colónia ressuscite fantasmas nazis ou que, na febre de fazer santos, a ICAR prefira implicar Pio XII numa conspiração para matar Hitler do que suportar a sua cumplicidade histórica. (V/imagem).


Para canonizar o Papa de Hitler o Vaticano não hesita em atribuir-lhe uma conspiração. É um crime bem menor do que o seu incitamento às autoridades italianas, em Agosto de 1943, para que mantivesse as leis raciais.

Os maiores aliados do sionismo são cristãos fundamentalistas, mas por acreditarem que só o domínio final dos judeus sobre a Terra Santa levará à reconstrução do Templo de Salomão, condição sine qua non do Segundo Advento de Cristo e da destruição final dos judeus -, uma magnífica manifestação de cinismo, superstição e anti-semitismo.

A teologia cristã é a mãe do Holocausto. Conscientes ou não, os nazis foram os agentes da religião que, com o seu anti-semitismo, construíram pedra a pedra os crematórios que devoraram milhões de pérfidos judeus, adjectivo que ficou nas orações dos católicos até ao concílio Vaticano II, agora rápida e inexoravelmente abandonado por Bento XVI.

Só surpreende a franqueza do cardeal Joachim (na foto). Alemão.

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