Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
A Lei da Memória Histórica não chega lá?
"Tudo o que começa com raiva, acaba em vergonha."
Benjamim Franklin
"Tudo Está Bem Quando Acaba Bem..."
William Shakespeare
Se os homens são assim tão maus apesar da ajuda da religião, como seriam eles sem ela?
Benjamim Franklin
Ninguém mata por não ter fé mas todos os dias se morre à mão de quem tem fé a mais.
Escrivà era um fascista, admirador de Franco, cúmplice, que fundou o Opus Dei.
Morreu com o desgosto de não chegar a bispo mas preparou o caminho da santidade.
Cerejeira era um cardeal português, também fascista, que defendia a guerra colonial e o Salazar.