É tarde, Inês é morta...



Sobre a avaliação dos professores, questão que colocou em litigio o Ministério da Educação e os Sindicatos, o Mistério - para aclarar ideias - solicitou um relatório à empresa Deloitte.

Em questão estavam, essencialmente, as quotas. Medida - genericamente contestada pelos professores - que condicionava a progressão na carreira à sustentabilidade orçamental do Ministério.

Afinal, o relatório conclui que:
“apenas em Portugal é contemplado um sistema de quotização / harmonização das avaliações”.

Segundo os cálculos do ME só um terço dos docentes poderia aspirar à categoria de professor titular, independentemente, do mérito.

A 3 meses das eleições, a Ministra, tenta corrigir o tiro.

Afinal, Portugal é o único País europeu em que o mérito não chega… , pelo que o inflexível sistema de avaliação proposto pelo Ministério, será revisto.
Segundo, a Ministra o sistema foi estudado e preparado durante 2 anos. Estava blindado a qualquer arremetida.
Quem foram os autores, os conselheiros, os assessores, etc. desse modelo de avaliação?
Quanto receberam pelo "trabalhinho"?

Pergunta final: tanto “sangue” para quê?

Comentários

André Pereira disse…
Para destruir a base eleitoral do Partido que levou estes incompetentes ao poder. Independentes sim, mas só de alta qualidade e com saber e experiência político. Não faz sentido ir buscar uma Professora (mesmo que de alta craveira) que nunca lidou com grandes massas e grandes organizações, que manifestamente não soube fazer o trabalho de mobilização, de condução do processo. Sócrates já está a pagar bem caro isto tudo. E o PS vai pagar pelos erros destes independentes, sem experiência.
Mano 69 disse…
MORAL DA HISTÓRIA:

Para a próxima (se houver) só independentes com cartão do partido.
É que os ministros, sejam eles de que partido forem, tem que responder perante o país (o mais fácil) e também perante o partido (o mais difícil).

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