Coimbra merece o melhor

Ao longo das últimas semanas tem havido algum ruído na comunicação social de Coimbra a propósito dos candidatos do Partido Socialista aos diversos órgãos autárquicos.

Isso é compreensível, tendo em conta o desejo de mudança que a sociedade conimbricense revela. A falta de sentido estratégico para a cidade e a ausência de uma equipa motivadora e com capacidade de criar obra nova, na Praça 8 de Maio, tornaram-se evidentes nos últimos anos.

Tornaram-se evidentes nos últimos anos, porque as obras, as grandes obras pensadas por Manuel Machado e catapultadas por José Sócrates e o seu programa Pólis, devagar, devagarinho, lá foram chegando ao fim.

Uma vez terminadas as obras pensadas e programadas pelos socialistas, apenas nos apercebemos que a coligação conservadora de direita apenas entrou em guerras internas e pequenos problemas de caserna.

Por isso, a comunicação social e o povo de Coimbra olha com tanta esperança e com tanto interesse para o PS.

O PS tem-se portado com grande responsabilidade, respeitando os calendários eleitorais e não desvirtuando a democracia.

Até 7 de Junho discutiu-se o Parlamento Europeu.

Logo no dia 8 de Junho, a Comissão Política Concelhia reuniu-se e deu um mandato claro ao secretariado para propor, para breve, as listas para os órgãos autárquicos.

Chega agora o momento de se apresentar trabalho e de se mostrar à cidade o que de melhor o PS, os socialistas e republicanos de Coimbra, têm para oferecer.

Henrique Fernandes, legitimamente, vai dizendo que deve exercer o cargo de Governador Civil até ao fim e na plenitude dos termos, designadamente num tempo em que corremos o risco de incêndios, ondas de calor e mesmo - oxalá esteja enganado - de uma infecção de gripe.

Se assim for, a esquerda democrática de Coimbra não terá outras pessoas para encabeçar um projecto revitalizador para o Concelho?

Um projecto político que passe por melhorar a qualidade de vida, reforçar o orgulho de viver em Coimbra, criar condições para que mais empresas se possam estabelecer em Coimbra, manter um diálogo forte com a Universidade e outras instituições de ensino superior e ter uma voz respeitada a nível nacional?

Pela minha parte, tenho entendido que João Vasco Ribeiro seria uma excelente oportunidade para Coimbra.

Quem tiver o privilégio de ouvir as suas conferências e as suas exposições sobre Coimbra e a Região Centro vai certamente concordar comigo.

O seu carisma, os seus princípios republicanos, o seu entusiamo pela riqueza natural de Coimbra, o seu carinho pela cultura, fariam dele um excelente Presidente da Câmara Municipal de Coimbra.

Infelizmente, muitas vezes, por razões pequenas, outras vezes, pequeninas, o nosso país e a nossa cidade desperdiça os seus melhores recursos.

Será esse o nosso fado em 2009?

Eu espero que não!

Comentários

e-pá! disse…
Caro André:

Para lhe ser franco, penso que o PS dificilmente arranjará nas suas hostes um candidato!
A Cãmara de Coimbra e a CC do PS transformaram-se na biblica imagem de uma Torre de Babel, onde ninguém parece falar a mesma linguagem...

Desde Henrique Fernandes (que já apareceu como em reflexão e dado como "quase certo"), a J Vasco Ribeiro (da ex-CCDRC), a Carlos Cidade (derrotado na Concelhia, mas experiente vereador, sindicalista), a Àlvaro Seco (vindo da MetroModego), a Luís Marinho (desde que abandonou o PE é candidato a tudo)...

Potenciais andidatos não faltam. Candidatos de facto, quando se avista ao longe uma hipótese, são situações inviáveis, são homens insubstituíveis noutros locais ou desinteressaram-se por estarem à muito tempo na fila...

Assim uma verdadeira "renovação geracional" não será o grande trunfo dos que, ora se posicionam..., ora desistem..., ora são indesejados...

A minha impressão será que acabarão por recuperar o Manuel Machado (que muita gente afirma: "volta estás perdoado!")

Entretanto, julgo que, quem anda pelas ruas de Coimbra, começa a convencer-se que Pina Prata, vai lançar-se como independente...
Será que o PS de Coimbra já considerou esta candidatura inédita? Não será o melhor, como deseja mas pelo menos, em relação ao PSD local e ao Dr. Carlos Encarnação, é do mais "rebarbativo" e agreste que, assim de repente, se pode arranjar.

O que pode suceder - e seria inédito numa cidade - é a candidatura de novos autarcas para Coimbra, ficar deserta.

É que os velhos não têm tempo, outros não terão paciência e ... os novos, não são "novos"!

Disse-me um amigo, em ambiente de cavaqueira com algum sarcasmo que, a situação na Câmara de Coimbra, no fim do duplo exercício de funções de Carlos Encarnação, é tão má que ... quem aceitar ir para lá ... queima-se!
Zeca Portuga disse…
O que é verdadeiramente grave, uma hecatombe para o país, é que o PS ainda consiga concorrer a eleições.

Custa-me a perceber como podem existir tantos dementes e perturbados que ainda alinhem pela seita que destruiu o sistema de saúde, a segurança, as pensões, as forças armadas, a democraia, o futuro do país, a cultura Lusa, etc. etc.

Pode haver gente réles, mas nem tanto!

Uma nova vitória do PS seria muito mais desastrosa para o nosso país do que 2 terramotos de 1755.

Venhamos terramsotos e o país recompõe-se. Se vier o PS, duvido que Portugal subsista como pais e que a cultura lusa resista. Tudo será irremediávelmente arrasado pleo facionazismo do actual "socialismo nacional"!
Rui Rodrigues disse…
Não sabia que havia saudosistas de Manuel Machado... Pensava eu que o Sr., que se manteve devido aos erros de casting sucessivos da oposição, Cunha Vaz, o ex de Mirandela foram exemplos paradigmáticos, tinha convencido a todos do seu, pouco, jeito para a coisa.
Uma vez vi o Sr. a comprar uma cadeira de bébé para o carro. A esposa comparava, via , apalpava, mexia. O dito Sr. às tantas proferiu a sua sentença:"Leva uma qualquer, têm todas cinto"(???). Se era esta a bitola usada para decidir na CMC então percebo os anos negros enquanto ele foi presidente do burgo. Encarnação não foi exuberante mas era fácil fazer melhor. No entanto eu acho que nõ importa quem é o presidente da CMC. Isto porque ele não manda em nada importante. Quem manda são os quadros técnicos que fazem o que querem, como querem e a quem querem. Só quem já entregou projectos na CMC, quem pediu licenciamento comercial, publicidade, autorização de obras, etc, se apercebe que quem manda são os técnicos, os politicos vão e vêm e estes continuam sempre lá consolidando a posição de maior força de bloqueio da cidade.
Por isso pode ser o A, o B ou o C a ganhar as eleições, ser do partido laranja, rosa, vermelho ou arco-iris que o desempenho vai ser aquele que o "aparelho" permitir. Para mim mais importante que saber quem será o próximo presidente da CMC, seria saber a marca da buldozer que deitaria aquilo abaixo.
polytikan disse…
se a burotecnocracia da CMC é assim, então imaginem como será em Lisboa, no Porto, já para não falar no Governo da República. Pareceres e contra-pareceres, para todos os gostos e paladares, sem esquecer os exercícios dos estagiários.

Seja como for, Coimbra precisa de sangue novo nos órgãos do poder político.
Encarnação teve o seu tempo e a sua oportunidade. Mas está esgotado.
Coimbra não pode parar. Os desafios que aí estão são demasiado importantes.
Esta é uma velha cidade que precisa de sangue novo.
É tempo de os novos sairem do "armário"!

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