ingénuos, inocentes & incrédulos

O administrador da REN negou ontem, ao Diário de Coimbra, que estivesse constituído arguido no âmbito da investigação “Face Oculta”.
Confrontado, pelo Diário de Coimbra de hoje 01.01.09, com essa eventualidade comentou:
"Não é possível", declarou José Penedos, quando instado a confirmar a informação. O antigo secretário de Estado esteve até ontem em Madrid a acompanhar a comitiva do Presidente da República.
Acrescentou; "Estou de consciência completamente tranquila e isso ajuda muito», sublinhou ao DC o responsável da REN, que disse estar disponível para colaborar na investigação, acrescentando, porém, que «as pessoas deviam saber que a qualidade de arguido implica também o direito a uma defesa». À RTP, José Penedos garantiu ainda que não vai demitir-se da administração da REN, uma empresa maioritariamente pública, assegurando que as suas decisões não são influenciáveis.
Segundo o Correio da Manhã de ontem, a ausência permitiu a Penedos ter «escapado às buscas», mas deveria ser constituído arguido pela Polícia Judiciária quando regressasse. «Cheguei há pouco, e soube disso através dos jornalistas que me contactaram», respondeu.
Poucas horas após estas declarações tomamos conhecimento, oficialmente, que é o 13º arguido do caso em investigação pelo MP e PJ - "Face Oculta".
Na verdade um País estranho: povoado de ingénuos e de inocentes...,no sentimento popular e, claro está, segundo a ética jurídica. Neste momento, dispõe de melhores meios para se defender. Mais nada!
Incrédulos, vamos continuar por largo tempo mas isso é um sentimento pessoal...
Comentários
Os partidos devem estar imunes - iria dizer blindados - à roubalheira.
Mas o problema não reside nos partidos, em si mesmos.
A grande questão são os princípios que informam os militantes partidários e o exercício do Poder
Estar nos partidos para servir os seus interesses pessoais ou para servir o País.
A corrupção tem factores de risco conhecidos. É necessário detectá-los para preveni-los.
Finalmente, a Justiça - uma vez consumado o crime - deve actuar célere no quadro de uma legislação mais ágil, como o Engº. Cravinho sugeriu e não foi aceite pelo PS.
Cada novo caso de suspeita de corrupção que surge é um novo chamar de atenção para a imperiosodade de enfrentar o este "cancro democrático".
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Quanto àquela questão dos arguidos que passam habitualmente a inocentes, é verdade, há razão nisso, como atesta o único culpado conhecido em todo o país: Vale e Azevedo. Portanto, vamos lá todos a viola no saco que não há razão para tanto stress...