Homenagem a Luiz Pacheco

Ponte Europa/Pitecos - Zédalmeida

Foi escritor, editor, crítico literário e implacável cronista. Luiz Pacheco morreu na noite de sábado, no Hospital do Montijo. Tinha 82 anos. E já não há homens como ele.

Comentários

Vítor Ramalho disse…
"Raiando o intratável mas sempre frontral, gostando-se ou não ficará na nossa literatura como um autor de vulto. Libertino, libertário, mendigo, e muitas outras características menos "sociáveis" se lhe aplicavam, conhecio-o e gostei dele. Aqui registo a sua morte. Ainda recentemente à pergunta sobre o que achava de Sócrates (o nosso claro...), repondeu: "Quem?". Uma centelha de lucidez ainda restava naquele lar do Montijo..."
Vítor Ramalho disse…
Com aquela previsibilidade pavloviana, espírito de rebanho e raquítica imaginação que os caracteriza, os telejornais, gazetas e a agência de desinformação estatal fizeram questão, ao darem a notícia da morte de Luiz Pacheco, de frisar que o escritor tinha sido "contra a censura e o Estado Novo". Claro que foi, mas claro que também nenhum desses "meios" se lembrou de citar uma frase do mesmo Pacheco numa das últimas entrevistas que deu: "O velho Salazar (...) não era tão mau como isso... não era tão mal como isso... era péssimo, mas enfim... era péssimo, mas também não era como estes merdas que há agora".
Anónimo disse…
Correspondi-me há uns anos atrás com o Pacheco, após ter lido o "Libertino Passeia por Braga...", descobri a sua obra e... fiquei marcado.
O Pacheco é único.
O Pacheco é livre.
O Pacheco é talentoso.
O Pacheco marcará indelevemente a Literatura Portuguesa do Sec XX.
O Pacheco, hoje elogiado por todos, foi muito esquecido em vida e lembrado só pelas "maluqueiras", "libertinagens" - era o Pacheco "o maldito". Acho é que era o "mal-lido", ou pouco lido... vai daí toma-se a caricatura pelo personagem e este pelo talento único de faro para descobrir outros talentos.
Como nem todos se esqueceram dele, relembro que Mário Soares , quando era PR lá fez para lhe arranjarem uma Bolsa ou Apoio (ou um acoisa assim) por mérito cultural.

Vai Pacheco, vai chatear outros... Mas deiáste-nos uma obra digna de figurar na História da Literatura.
És o nosso José Luis Borges, como disse o Zink...
Para mim és o Luiz Pacheco, homem da boa literatura.
Hoje vou-te ler.
Anónimo disse…
Não conheço a sua obra, mas só pelo facto de dizer mal do Sócrates (no nosso claro, o suposto engenheiro), já gosto dele!!!
Anónimo disse…
Estou convencido se Pacheco lesse o que se escreveu sobre ele nos últimos dias, mandava-nos todos à merda!
Todos, sem excepção!

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