Novo aeroporto de Lisboa
Não sei qual é a localização mais vantajosa para o País, o seu ordenamento territorial e o desenvolvimento turístico. Sei que vários governos sucessivamente apoiaram a OTA e lembro-me de Durão Barroso, mais eficaz em defesa dos interesses próprios do que nos do País, dizer que Portugal não precisava de um novo aeroporto.Lembro-me de Luís Filipe Meneses confrontar Marques Mendes com o facto de estar presente no Conselho de Ministros que confirmou a OTA.
Sei que os interesses imobiliários existem nas duas localizações e na próxima que há-de servir para o novo campo de tiro.
Para já, sei quem ganhou: Belmiro de Azevedo e Américo Amorim em relação a Tróia, além do afortunado consórcio Lusoponte. Não sei se o País ganhou e se, na luta partidária, não interessou mais fazer recuar o Governo do que defender os interesses nacionais. O centro do país, com autarcas medíocres e sem peso político, perde com certeza.
A interferência do Presidente da República em assuntos do Governo, com quem partilha a responsabilidade da nova localização, não é de bom augúrio. Um intrometeu-se onde não podia e o outro cedeu onde não devia.
Adenda: Às 22H25 acrescentei uma ligação em «Lusoponte».
Comentários
Falta fazer a história política deste imbróglio que, não vale a pena esconder, vem apoucar a capacidade de decisão política do Governo (ou melhor, de sucessivos governos).
Os portugueses, hoje, tiveram um iniludível exemplo de como o poder económico, comanda a política, moldando-a aos seus interesses (neste caso mais do que visíveis).
E aprenderam outra lição. Como é ingénuo as populações alimentarem expectativas. É dar uma voltinha pelo pelo Litoral-Oeste...
Para já, uma sugestão para o Governo não passar por outra situação humilhante:
Se está a pensar aprsentar um mapa para ua futura regionalização o melhor é perguntar antecipadamente, a CIP, quais são os seus planos...
Quanto a Mário Lino ficou a impressão que, a partir de certa altura, foi "carne para canhão".
Mandaram-no avançar, depois chegou a CIP, retiraram-lhe o tapete.
Uma sua eventual demissão só engorda o ego da confederação da indústria enquanto orgão capaz de colocar e apear governantes.
Subscrevo a sua leitura.
Reconheço-lhe razão. Apenas fez uma leitura política. Não insultou nem fez acusações gratuitas.
Peço-lhe desculpa.
As questões técnicas, a factura do empreendimento, as questões ambientais, não interessam nada. É tudo política e interesses económicos?!!!
Não me parece. Embora os governantes não sejam isentos, também não queiram fazer deles burros ou trogloditas acéfalos...
Assistimos a um caso notável em como alguns milhões de euros, distribuídos judiciosamente por alguns meios de comunicação, terão um retorno milhares de vezes superior. E já não se fala nem no TGV nem quantas travessias do Tejo vão ser necessárias. Está tudo incluído no que 'ganhámos'. Mais uma vez, parabéns aos felizes contemplados.
Só espero é que, já agora, para o lucro ser completo, que só se comece a fazer o aeroporto quando estes tansos saírem do Governo.
A questão da redução da "segurança de vôo" (aterragens e descolagens), na opção Ota - serra de Montejunto a oeste.
Falava um 'ignorante' e experiente aviador da Associação de Pilotos de Linha Aérea.
Esta discussão e os defensores de A ou B,lembra-me outra - Regionalização.
Perguntaram-me na altura a minha opinião- resposta, enquanto tomava a bica:
a)Se me limitar a considerar que vivo em Lisboa, voto não.
b)Se vivesse no Fundão/Covilhã (na minha Beira Interior), votava sim.
Estão de acordo com este tipo de argumentos?
Parece-me que é o que andou muito à volta dos defensores da Ota/Região Oeste.
Conviria ter ainda presente, outra geografia: a do perímetro da Área Metropolitana de Lisboa.
Não temos andado a discutir o novo aeroporto de Lisboa?
E não entremos no campo da engenharia / construção.
"Sábio é o que se contenta com o espectáculo do Mundo".
Com o embandeirar em arco de todo o mundo empresarial, com mais relevância, o turístico, bem como as jactâncias que as conexões políticas a esse Mundo já evidenciam, há uma atitude que o Governo, se quiser salvar a face, face a escancarados projectos de negócio de tipo´"ganhámos, chegou a hora!" que logo após o anuncio se começaram a divisar nos media - e o comentário anterior esboça com alguma acutilância - é a altura para condicionar a construção e outros empreendimentos, em toda a península de Setubal, a um rigido e bem estruturado projecto de reordenamento paisagistico e urbanistico.
Porque, meus amigos, esta solução passa por cima de um facto que foi superficialmente referido na comunicação social, mas considero muito importante.
O campo de tiro de Alcochete, se não fosse uma área militar (portanto não sujeita a outro tipo de classificação) não seria uma reserva ecológica?
Se sim, então, foi encontrado o sítio certo para construir o novo aeroporto de Lisboa. Não foi?
Este nosso país é tão pequeno...
Ao ouvir, agora mesmo, na televisão, o presidente do LNEC, pareceu-me garantida a idoneidade do estudo comparativo entre as duas alternativas consideradas. No entanto, gostaria de obter mais informação sobre o factor da competitividade.
Fiquei relativamente sossegado com a afirmação de que a integridade do grande aquífero estava salvaguardada, pois existem respostas tecnológicas para impedir os impactos negativos.
Não sei se esta guerra entre os adeptos da Ota e os da margem Sul (o tal deserto) vai acabar. O que posso dizer, é que uma outra irá estalar brevemente, quando começar a discutir-se o destino dos terrenos da Portela. E aqui, tenho medo, não da Opus Dei, como disse num outro comentário deste blogue, mas da gula insaciável dos patos bravos, dos grandes empreiteiros, dos bancos, dos promotores imobiliários e dos políticos venais. É uma questão de tempo.
RE: O actual aeroporto de Lisboa chama-se «da Portela de sacavém» se não estou enganado. O próximo aeroporto chmar-se-á Aeroporto de Alcochete se o patriarcado não impuser o nome de Santo antónio, por exemplo.
"AEROPORTO DA BOA ESPERANÇA"
hummm é melhor não, a ver pelo nome estavam sempre a cair aviões !!!!
ehehehehehe
-Aeroporto Camelosota-
Eu até nem ando de avião!
Mas sobre as travessias por força do aeroporto de Alcochete, continuo a insistir na travessia ferroviária (TGV e outros) entre Montijo e Chelas - que seria só ferroviária - e na rodoviária entre a Trafaria e Algés (fechando a CRIL que "morre" subitamente em Algés).
O trânsito do novo aeroporto far-se-ia assim, sobretudo pela ponte já existente do Montijo. Parte do seu actual trânsito passaria a utilizar a ponte 25 de Abril ou o novo comboio (Montijo-Chelas).
Com a deslocação de parte do trânsito da ponte 25 de Abril para a Trafaria, a ponte 25 de Abril ficaria disponível para receber o trânsito que seria deslocado do Montijo. Falta quantificar, mas não deve ser muito caro...
A travessia (ponte ou túnel) terá um dia que ser feita porque a CRIL termina de forma abrupta em Algés.