Tratado de Lisboa da UE. Opinião de um leitor (1)
A "história da carochinha" contada por Sócrates é inacreditável...
O PS - foi enquanto candidato do PS às Legislativas que se pronunciou - comprometeu-se referendar o Tratado Constitucional Europeu, que dava continuidade aos acordos de Maastricht e de Nice, julgados insatisfatórios para consolidar a UE.
O interesse nacional foi, por sucessivos governos agrupado em 4 princípios:
- da igualdade dos Estados;
- da coesão;
- da solidariedade;
- do equilíbrio institucional.
Como, naqueles jogos de infância da "batalha naval", este Tratado, foi, pela França e Holanda, mandado ao "fundo".Portugal - e de resto os restantes Países Europeus - que estava na senda do referendo "travou" às 4 rodas.
Os conservadores, a Direita, capitaneada por Merck e Sarkozy, arranjaram um estratagema. Um mini-tratado, onde se pegava no texto inicial e, com expedientes de bastidores, tornava-se o mesmo ilegível (para os cidadãos europeus), mas extremamente funcional para os tecnocratas e burocratas que infestam às organizações políticas da UE.
Sócrates, fez de encomenda este trabalho, durante a presidência portuguesa da UE. Com eficiência, temos de reconhecer.
Agora, vir com a alegoria de que o "Tratado de Lisboa", não tem nada a ver com o Tratado Constitucional, é espantoso. De facto, como todas as rábulas tem um fundo de verdade. O actual tratado mais parece uma charada indecifrável.
Portanto, em questões semânticas, poderá não ter havido quebra de compromisso. Um problema para os filólogos e linguistas.
E, no campo político?
Pergunta-se:
Seria possível tratar os cidadãos como seres com raciocínio, capazes de pensar e, não, como tolos, ou tontos?
Se, por mero acaso, que não me parece previsível, a Irlanda que, constitucionalmente, é obrigada a referendá-lo, o rejeitar - qual será a próxima história?
A da "Branca de Neve e os 7 ladrões"?
Ou excluímos da UE a Irlanda por excesso de zelo democrático...
a) e-pá
O PS - foi enquanto candidato do PS às Legislativas que se pronunciou - comprometeu-se referendar o Tratado Constitucional Europeu, que dava continuidade aos acordos de Maastricht e de Nice, julgados insatisfatórios para consolidar a UE.
O interesse nacional foi, por sucessivos governos agrupado em 4 princípios:
- da igualdade dos Estados;
- da coesão;
- da solidariedade;
- do equilíbrio institucional.
Como, naqueles jogos de infância da "batalha naval", este Tratado, foi, pela França e Holanda, mandado ao "fundo".Portugal - e de resto os restantes Países Europeus - que estava na senda do referendo "travou" às 4 rodas.
Os conservadores, a Direita, capitaneada por Merck e Sarkozy, arranjaram um estratagema. Um mini-tratado, onde se pegava no texto inicial e, com expedientes de bastidores, tornava-se o mesmo ilegível (para os cidadãos europeus), mas extremamente funcional para os tecnocratas e burocratas que infestam às organizações políticas da UE.
Sócrates, fez de encomenda este trabalho, durante a presidência portuguesa da UE. Com eficiência, temos de reconhecer.
Agora, vir com a alegoria de que o "Tratado de Lisboa", não tem nada a ver com o Tratado Constitucional, é espantoso. De facto, como todas as rábulas tem um fundo de verdade. O actual tratado mais parece uma charada indecifrável.
Portanto, em questões semânticas, poderá não ter havido quebra de compromisso. Um problema para os filólogos e linguistas.
E, no campo político?
Pergunta-se:
Seria possível tratar os cidadãos como seres com raciocínio, capazes de pensar e, não, como tolos, ou tontos?
Se, por mero acaso, que não me parece previsível, a Irlanda que, constitucionalmente, é obrigada a referendá-lo, o rejeitar - qual será a próxima história?
A da "Branca de Neve e os 7 ladrões"?
Ou excluímos da UE a Irlanda por excesso de zelo democrático...
a) e-pá
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