Carta aberta ao escritor e jornalista Baptista-Bastos

Acabo de tomar conhecimento, pelo Expresso, do processo que lhe é movido pelo sofrível cidadão, medíocre governante e execrável trauliteiro, Dr. Alberto João Jardim (AJJ), na sequência de um seu excelente artigo de opinião.

Quero manifestar-lhe publicamente a minha solidariedade e subscrever por inteiro o referido artigo.

AJJ usa uma linguagem de almocreve, ofende os órgãos de soberania e recita o credo separatista sem que os sucessivos Governos da República e respectivos presidentes lhe tenham posto cobro à incontinência verbal e aos despautérios.

Com coragem cívica, o cidadão Baptista-Bastos defendeu a dignidade do Presidente da República, do Governo, dos Tribunais e do Parlamento, única intenção que reflecte o texto «Um fascista grotesco», perante os ataques reles e a chantagem com que o referido AJJ se comporta para com a Constituição da República e os titulares dos mais altos cargos do Estado.

Defender a Constituição, proteger a dignidade dos órgãos de soberania e admoestar um inimputável que subverte as instituições democráticas não é só um direito de opinião, é um dever que poucos têm a coragem de cumprir e que o notável escritor e jornalista Baptista-Bastos exerceu, de forma exemplar, numa prosa fulgurante, de fino recorte, e com grandeza cívica.

Ao patriota e combatente da liberdade, Baptista-Bastos, reitero a minha solidariedade e cumprimento-o afectuosamente.

Comentários

Anónimo disse…
"Quero manifestar-lhe publicamente a minha solidariedade e subscrever por inteiro o referido artigo"

ehehehehe Mas quem é que o senhor pensa que é! O Batista Bastos lá sabe quem você é seu triste!!!

Cure-se
Anónimo disse…
Esperança, penso que o Baptista Bastos não ficará indiferente à solidariedade por si manifestada. Por diversas vezes, noutras excelentes crónicas, ele pediu-lhe o seu apoio, mas você preferiu ignorá-lo. Chegou, portanto, a altura de você mostrar a mesma coragem que lhe reconhece, e assumir o dever de criticar o sócretino. Deixo-lhe alguns excertos de crónicas do BB que certamente lhe tornarão mais fácil o seu protesto.


«O que resta do Estado Social está a ser rudemente aniquilado pelo Executivo Sócrates. Tudo o que de melhor possuía a sociedade portuguesa, em atenção e apoio aos mais desfavorecidos, é todos os dias ameaçado ou implacavelmente destruído. Este extraordinário agrupamento de predadores reclama-se de "Esquerda moderna" e de "socialismo actualizado"»



«A relativização do “socialismo” atingiu, com José Sócrates, uma violência social sem precedentes depois de Abril. Beliscou a liberdade de Imprensa; amolgou o Serviço Nacional de Saúde; reduziu a zero o subsistema de saúde dos jornalistas mas manteve os da Polícia e do Exército; cometeu o inacreditável quando aplicou impostos a reformados com pouco mais de 600 euros (120 contos) mensais; provocou uma trapalhada inextricável na Educação; aumentou o desemprego; impôs a delação como forma e método; promoveu inconcebíveis pressões sobre sindicatos e sindicalistas, e converteu em banalidade a insegurança em que vivemos. Se estão interessados, posso aumentar o rol até expressões quase intermináveis.»



«A ofensiva antisocial, conduzida pelo Executivo Sócrates, em nome do "socialismo moderno", não é uma combinação única de elementos estandardizados. Condiz com as linhas gerais de uma ordenança marcada pela dramática afirmação de Manuel Alegre. Os socialistas não o querem ser. Sobretudo, os socialistas portugueses. Foi penoso assistir, pelas televisões, à mascarada dos aplausos a António Costa, numa organização do "aparelho" a lembrar as manifestações "espontâneas" da União Nacional. Como pungente se tornou ver, na sala do Altis, aqueles pobres socialistas, felicíssimos e dominados pelo império dos signos, sem compreender que festejavam um daqueles que os havia tramado.»


«A prática deste Governo põe em causa a própria ideia de socialismo, tal como deve ser entendida e interpretada. Os apóstolos do neocapitalismo globalizado e a Direita pura e dura manifestam grande regozijo em terem como adversário esta "Esquerda" que se limita a copiá-los e aos seus desideratos, adoptando modelos sociais tão repelentes quanto absurdos. A incomodidade já demonstrada entre militantes socialistas leva-nos a considerar que as coisas não vão bem no PS. A clique dirigente (porque de clique ser trata), assenhoreada do poder, tem-se conduzido através de uma camuflagem ideológica enganosa, mas já não consegue disfarçar as verdadeiras intenções e os ínvios caminhos por que persegue objectivos inquietantes.»


«Não faz sentido, hoje, pela constante prática, pelos desvios e pelas derivas, que o Partido Socialista continue a usar o nome fundador. Já nada tem a ver com socialismo, com solidariedade, com generosidade, com fraternidade. Até a própria liberdade começa a estar em perigo.»
Vítor Ramalho disse…
E agora lá vai o CE ser testemunha do AJJ.
Então O BB disse mal do governo que o CE tanto admira?
Anónimo disse…
Que alegria dizer mal do PS e deste Governo.
Mas as sondagens ainda dão força a esta política corajosa, reformista e de esquerda.
A vós, que quiçá nunca deram muito à sociedade, resta-vos chorar por aí...
Anónimo disse…
Claro que este PS é um partido de «esquerda». E o que é ser um PS de esquerda no século XIX? É ser semelhante ao CDS de 1975 (e por isso o Freitas fez parte deste governo); é ser semelhante ao PSD de 1985 (e por isso o Júdice apoia o Sócretino e abandonou o PSD, e o Cavaco está quase em sintonia com o mesmo cretino); é ser semelhante ao partido do Blair de 1995 (e por isso este governo está cheio de «independentes», de terceiras-vias, de liberais e tecnocratas como o anterior e o actual Ministro das finanças); e é ser igual a si próprio em 2008 (e por isso o seu líder é um sócretino que se autoclassifica como centrista, provinciano e da «esquerda moderna», isto é, da esquerda que já não tem nada de esquerda para além do nome).
Claro que este PS é um partido de esquerda e reformista: duma esquerda onde há sua direita só restam os conservadores e fascistas, e duma esquerda que de tanto reformar os seus princípios é uma «esquerda» deformada.
Anónimo disse…
«no século XXI»
Anónimo disse…
Este PS de esquerda? Mas isso é uma cretinice que não lembra a ninguém. Eles (do PS) quase todos são de esquerda mas...vivem à direita. Quanto ao Esperança ainda não apareceu a comentar os excertos de Baptista Bastos aqui colocados. Será que anda ocupado a descobrir mais algum texto a dizer mal da Igreja?
Anónimo disse…
Sr. Carlos Esperança:

Não o conheço nem sou simpatizante do PS mas habituei-me a vir aqui por gostar de ler as suas crónicas ao contrário das suas posições políticas, que respeito, pois também gosto que respeitem as minhas.
Hoje é a última vez que aqui venho. Se o senhor gosta de ser insultado e provocado é consigo.

Quando um canalha como o «pré-socrático» monopoliza o blog e, tal como o cuco, põe os ovos em ninho alheio, sinto que o local não é bem frequentado.

Não voltarei para ler a resposta do pulha que lida mal com verbo haver e com as ideias diferentes.

Tenham todos muita saúde.
Anónimo disse…
pró-socrático disse...
Que alegria dizer mal do PS e deste Governo.
Mas as sondagens ainda dão força a esta política corajosa, reformista e de esquerda

Pró-socrático

Todos nós sabemos, que as sondagens que veem a público e são favoráveis ao governo, são encomendadas, dar-lhes crédito, é fazer favor ao Só-cretino.
Anónimo disse…
Caro anónimo das 5:49,não sei como o deva tratar tantos são os anónimos que por aqui passam.
Mas, talvez, «anónimo bem educado que chama os outros de pulhas e de canalhas» talvez seja um bom pseudónimo para si.
Depois não me parece que você vá fazer muito falta por aqui: vê-se que não tem ideias nem argumentos e limita-se (para além de «não» insultar os outros) a apontar erros ortográficos, que qualquer pessoa pouco inteligente perceberia que foi um lapso na escrita e não ignorância (eu reparei no erro, mas não o corrigi pela simples razão de que tinha acabado de fazer uma outra correcção). Mas eu já previa que aparecesse um palerma como você a apontar o erro.
De qualquer forma obrigado pela atenção, caro «pulha e canalha que aceita as ideias dos outros (a começar pelas minhas)». E volte sempre, porque qualquer blogue precisa de tesourinhos deprimentes, como você.
Anónimo disse…
Acabei de reparar que escrevi «talvez» duas vezes na mesma frase. Acho que o «anónimo bem educado que chama os outros de pulhas e canalhas» ainda vai fazer um último comentário. Se é que ele é capaz de fazer comentários...
Anónimo disse…
Já agora, também estou com alguma vontade de jogar ao joguinho de descobrir erros ortográficos nos comentários dos outros. Ora, vamos lá ver...
Lendo o «comentário» do «anónimo bem educado que chama os outros de pulhas e canalhas», fica-se com a ideia de que ele gosta dos posts do Esperança, porque os gosta de ler ao contrário. O que é que ele quer dizer com isto? Que o lê de pernas para o ar? Que o lê com um sentido oposto ao dos posts? Ou será que o palerma não sabe pôr vírgulas nas frases? Se calhar é um pouco de tudo...
Anónimo disse…
Eh, pá! Outro erro, neste último comentário... Espero que o «pulha e canalha do corrector ortográfico» volte a este blogue, para me dizer o que é que eu escrevi mal.
Anónimo disse…
Reconheço pelo menos uma virtude no processo movido por Alberto Jardim a Batista Bastos que foi o de ter dado maior relevo ao artigo de BB.
e-pá! disse…
Não percebo o que BB têm a ver com o PS e como a discussão se desviou para aí, deixando de fora AJJ.

Baptista Bastos, sendo, para mim, um reputado e consagrado jornalista, com inúmeras provas dadas na sua, já longa, trajectória de vida (democrática), tem toda a autoridade para questionar AJJ, nos termos que o faz.
Eu, que nasci na Madeira, mas levo longos anos vividos em Coimbra, de vez em quando, sou englobado naquilo que ele chama de "colonizadores". Não gosto, por 2 razões!
- Porque a História não deve ser um bordão da demagogia;
- E a chantagem separatista um método de "caçar" financiamentos ou rectificações orçamentais.

A ida de BB a tribunal será mais prejudicial à imagem de AJJ do que ele julga ou, os seus assessores, podem ter feito crer.
Os tribunais para cidadãos da estirpe de BB são tribunas de liberdade.
Pode AJJ ouvir o que não gosta.

Ou fugirá do confronto fazendo-se representar?
Invocará a sua condição de Conselheiro de Estado?
Dá para tudo!
Inclusivé para aquela saloia heroicidade de "morder e fugir".
Vítor Ramalho disse…
"Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo"

Ora vamos lá a ver o BB pode chamar o que quiser às pessoas as pessoas não têm o direito de se defender.
O que está escrito acima é de comer e calar só porque é escrito pelo BB.
Se fosse comigo fazia como o Comandante e depois lá estava o CE a escrever que um fascista agrediu o BB.
Sim porque para algumas pessoas que escrevem e comentam neste blogue alguns são mais iguais que os outros.
Vamos lá a ser honestos.
Anónimo disse…
Olha honestos?!!! Então você não sabe que esta gentinha, proveniente duma certa esquerda e herdeiros dos "sessentas e setentas", bajuladores de Che Guevaras e Castros e Maos e Lenines são tudo menos honestos. Se o fossem já se tinham matado há muito e deixavam de nos moer a paciência. Mas lá diz o povo: erva ruim...
Anónimo disse…
A verdade é que já nem aqueles provenientes duma certa esquerda com tendências liberais e que sempre pertenderam à ala mais à direita do PS acreditam no sócretino. Estou a falar do António Barreto, que na sua crónica do Público deste domingo acusa a criatura de ser um perigo para a Liberdade. Disse eu que à direita do PS já só estavam os conservadores e fascistas. Pois bem, o Barreto não tem a certeza de que o sócretino não seja um fascista... Segue-se a parte final da sua crónica.



«NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.
TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo...»
Anónimo disse…
Pergunto-me: será que o sócretino vai seguir o exemplo do Alberto João e vai processar o Barreto?
Talvez uma próxima carta aberta do Esperança dirigida ao Barreto nos esclareça melhor àcerca do assunto.
Anónimo disse…
«Sócrates faz parte duma geração de políticos que não tem nem cultura nem experiência de vida: não foi exilado, não foi à guerra, não foi pobre, não perdeu tudo nem ganhou muito, não contestou nem arriscou. Faz parte duma geração que já não temeu pela vida, nem jurou dá-la. O saber não foi para ele um risco, uma paixão ou uma escolha. Sócrates já é do tempo em que o ensino deixou de ser um privilégio para se tornar obrigatório e por isso desvaloriza os diplomas. Dir-se-á que era tempo desta geração chegar ao poder. Claro que sim. Mas o que nos sobrou não foi um líder com convicções políticas ou um homem temperado pelos factos. Foi sim um produto da máquina partidária. E por isso Sócrates governa como corre: começou por correr 20 minutos, agora faz meia maratona. A própria concepção que tem do poder é a dum personal trainer. E o seu objectivo é transformar o país numa espécie de spa. Sócrates trocou o socialismo pela saúde. As polícias políticas pela ASAE e pelas balanças. Transformou os fumadores numa espécie de inimigo público. Os gordos virão a seguir. A cereja no topo do bolo foi o abaixamento do IVA para os ginásios, enquanto o custo de vida sobe e a carga fiscal atinge níveis sufocantes.»

Helena Matos


Se alguém ainda tem dúvidas àcerca da orientação política e ideológica (ou da falta dela) do sócretino, os insuspeitos liberais da nossa praça (como a Helena Matos) fazem o favor de mostrar aos pró-socráticos e aos esperançados que o sócretino é só isso mesmo: cretino.
Seria de esperar que os liberais mais radicais o acusassem de ser um socialista que não deixa o mercado funcionar espontaneamente (como eles gostam de dizer). Mas o que eles nos dizem é que o sócretino «trocou o socialismo», que é alguém «sem convicções políticas», ou então que tem tiques de fascista.
Como eu já estou farto de dizer, o homenzinho é um produto de marketing e de plástico fabricado pela televisão. Não é de esquerda, nem é socialista, mas sim um liberal (e isto porque se limita a estar ao serviço de quem tem o poder económico). As suas medidas e não-medidas no âmbito sócio-económico são uma demonstração disso, e os liberais sabem-no. O que incomoda os liberais é «apenas» o autoritarismo do sócretino e o aumento dos impostos que asfixia o dito «mercado livre». Mas eles sabem que o homenzinho, mais tarde ou mais cedo, vai ficar sem poder. O que ele tinha de fazer já fez: controlar o défice orçamental, dar início à destruição do Estado Social e preparar a privatização do ensino e da saúde, entre outros serviços do Estado. O homenzinho já é descartável e por isso os liberais passaram ao ataque...
O primeiro comentário pede que se dê um esclarecimento a quem o lê:

Sucede que Baptista-Bastos e CBE escrevem no mesmo blogue, o SORUMBÁTICO
(http://sorumbatico.blogspot.com), pelo que a frase «O Batista Bastos lá sabe quem você é seu triste!!!», além do erro de ortografia, não faz muito sentido...

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