Espanha - Os bispos e a política

Lluís Martínez Sistach não é só o arcebispo nomeado para a diocese de Barcelona, é o comissário político do Vaticano na luta contra o PSOE.

Barcelona foi recentemente dividida em três dioceses e cabe ao cardeal Martinez ser o rosto visível da luta contra o PSOE e contra a política que Zapatero seguiu em relação aos temas a que a Igreja católica é mais sensível.

Depois do comício de Madrid, a dois meses das eleições legislativas, a Igreja espanhola abandonou a aconselhável prudência e sai à rua em manifestações de acentuado cunho político, com ataques explícitos ao Governo e ao partido que o sustenta, num arriscado braço de ferro que tanto pode significar desespero como revelar a natureza franquista dos seus bispos.

A plataforma organizadora da manifestação de repúdio ao Governo – é lícito chamar-lhe assim – reúne numerosa paróquias, colégios, minúsculas ordens religiosas e associações católicas de alunos. Depois do gigantesco protesto de 30 de Dezembro em Madrid, está marcado para Barcelona, abrilhantado com a presença do cardeal Martinez, «um grande acto pela vida, a família e as liberdades» que terá lugar em 27 de Janeiro.

O grande paradoxo reside no facto de o clero não gerar vida, não constituir família nem apreciar a liberdade, pelo menos o clero espanhol.

Comentários

Anónimo disse…
Já ouviu falar em liberdade de expressão e manifestação?

Se fôr uma manifestação contra a Vida e pela cultura de morte, já pode ser, não?

Liberdade, liberdade, mas só se fôr para a libertinagem, não é?
Anónimo disse…
pai de família:

A igreja católica tem toda a liberdade de manifestar-se como se verifica em Espanha. E muito bem.

Só não percebo por que motivo a juventude espanhola a tem abandonado.

Talvez com vergonha do apoio aos crimes de Franco! Quem sabe?!
Anónimo disse…
Carlos Esperança:

Presumo, então, que não esteja total e devidamente informado.

Devia ter visto a mocidade que se manifestou junto com os mais velhos, em uníssono, pela Família Tradicional.

Foi lindo.
Anónimo disse…
Pai de família:

Eis uma prova da liberdade de manifestação que não havia no tempo de Franco a quem a Igreja católica nunca faltou com o apoio e os sacramentos.
Anónimo disse…
O clero não gera vida, os "casamentos" homossexuais também não...

"A prova de liberdade que não havia, no tempo de Franco"...então, a monarquia não é a herança do mesmo ?

O Zapatero, libertino, à revelia do povo espanhol, levou à prática ataques infames, contra a família e a igreja.
Agora, a reação é natural, com a igreja, na liderança.
RJ disse…
Esta treta da Família tem os dias contados. A Família dos dias de hoje já não é a mesma da primeira metade do séc XX.

Esta demagogia "Contra a família" é muito usada pela ICAR e pelos conservadores em geral. Adaptem-se aos dias de hoje, de acordo com a taxa de divórcios e de filhos fora do casamento. As estatísticas não mentem... se ainda influenciassem muito a sociedade certamente que a situação era diferente.

Medidas contra a família, sim, nos moldes em que a ICAR quer que uma família seja: Homem a trabalhar, mulher preferencialmente em casa, muitos filhos e sem planeamento (independentemente da condição financeira), contracepção recomendada apenas a nível de abstinência e coito interrompido, crianças batizadas e na catequese ao domingo, virgindade e monogamia (de preferência para as mulheres).

Podem chamar-lhes "Medidas contra a família nos moldes em que nós a queremos."
Vítor Ramalho disse…
Padres destes fazem falta em Portugal.
Anónimo disse…
"A vida, a família, as liberdades"... Grandecíssima (sic) cambada de malandros! É preciso não terem vergonha nenhuma na cara!
Abençoaram o assassínio de milhares de pessoas, a destruição de milhares de famílias, o esmagamento de todas as liberdades durante o franquismo. E agora têm o descarmento de falar na vida, na família, nas liberdades!Perdõem-me os leitores (e as leitoras) do blog, mas só me ocorre uma qualificação para essa canalha: Filhos da Puta!
ana disse…
Graças a Deus - é caso para dizer - a igreja tem perdido poder e se não se adaptar aos tempos que correm, continuará a perder. Já lá vai o tempo em que, numa aldeia do Alentejo, quem não ia à catequese não passava de classe.E a família de hoje nada tem a ver com a família de há 50 anos.Por essa altura a mulher dependia do marido e se calhasse levar na cara, o padre não achava mal. Hoje sim, podemos acreditar que há verdadeiras famílias - as que estão juntas porque querem e que escolhem o número de filhos que podem e desejam ter.
E no que respeita aos bispo espanhois, só me ocorre o mesmo que ao ahp: mas que grandes filhos da puta!
Anónimo disse…
Faço minhas as palavras dos dois comentadores anteriores: os sócretinos são todos uma cambada de filhos da puta.
Anónimo disse…
Defendem a dissolução dos costumes e das mais sagradas tradições.
Em vez de combater a depravação e a morte, regozijam-se e resignam-se.
Que Deus vos perdoe.
E que Deus me perdoe, pelo ódio e desprezo que por vós profundamente sinto.
Anónimo disse…
Anónimo Qui Jan 10, 02:46:00 PM:

Não lamente o ódio que sente, é próprio dos crentes.

Veja como os talibãs se comportam!
Anónimo disse…
Não pretendo entrar na esfera privada do Carlos Esperança mas, gostava de lhe fazer uma pergunta, posso ?

O CE andou no seminário ?
Anónimo disse…
Caro leitor:

Se isso o satisfaz posso dizer-lhe que foi no Liceu Nacional da Guarda que fiz todo o secundário, desde as primeiras palavras de Francês até à Filosofia, OPA, Literatura, etc..

Ah! Estive no seminário cerca de uma hora para tirar uma foto com o bispo. Era obrigatório no fim do curso da Escola do Magistério.

E era obrigatório ser católico para se leccionar. Logo no primeiro ano que dei aulas, neguei-me a dar catequese. Fui substituído por um padre e ameaçado pelo director Manuel da Silva Mendes.
Anónimo disse…
Esperança, olhe que agora, com as «reformas» educativas do seu PS, as coisas não vão ser muito diferentes desse tempo.
Não será obrigatório tirar qualquer fotografia com o bispo, mas vai ser obrigatório prestar vassalagem aos futuros directores de escolas politizadas. Convém por isso que os professores adiram a um dos partidos do centrão, se é que querem progredir na carreira e ficar efectivos numa escola.
Quantos aos novos professores, se estes quiserem leccionar não terão de ser obrigatoriamente católicos, mas depois de concluírem um curso e de fazerem um estágio profissional, têm agora de fazer obrigatoriamnte duas provas com uma classificação de 14 valores (em ambas as provas). Se tiverem um 13 e um 19 estão impedidos de serem professores para sempre. Se tiverem dois catorzes podem candidatar-se a uma vida precária feita de horários incompletos e de contratos a prazo. Sempre seria mais fácil dar algumas aulas de catequese...
Ora diga lá se a vida de professor não era bem mais agradável no seu tempo.
Graza disse…
Ó Anónimo deixe lá essa do Ódio e o Desprezo uma ostiazinha limpa isso!

Nós estamos é que estamos piores, não nos podemos dar ao luxo dos Ódios dos Desprezos dos Fascismos etc.
ana disse…
"E que Deus me perdoe, pelo ódio e desprezo que por vós profundamente sinto.

Qui Jan 10, 02:46:00 PM"

Esta é uma das razões por que fujo das Igrejas, anónimo às vezes.É que não consigo sentir ódio, sentimento tão próprio dos crentes.
Anónimo disse…
Ora ora Ana, ¨Filhos da Puta¨ nada tem de odio, apenas feitio...

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