Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Os PS's, não se enxergam, depois de movimentações incríveis, para a nomeação dum seu apaníguado e restante comandita, à presidência do maior Banco privado, ainda teem a lata de mandar palpites.
Tanto ele como a maioria dos polícos não são de confiar: Basta que olhemos para o passado recente, para o confirmar.Aldrabões, trapaceiros, alguns corruptos e, felizmente, também alguns sérios, embora muito minoritários.
Os resultados assim o demonstram - teve 2% dos votos contra 98% do homem da CGD.
Não se pode ter tudo ou eles conhecem-no bem demais ?
Mas o que lhe calhava bem era o banco do Jardim...