O papa Francisco defende a “laicidade do Estado"


O papa Francisco surpreendeu claramente ao defender o Estado secular: "a coexistência pacífica entre as diferentes religiões fica beneficiada pelo estado secular, que, sem assumir como própria, nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade ".

Como se conciliam tais palavras, que admito sinceras, com o que se passa em Portugal:

- Isenções de impostos de que beneficia a Igreja católica Apostólica Romana (ICAR);
- Pagamento pelo Estado dos capelães militares, hospitalares e prisionais;
- Existência de uma disciplina de EMRC;
- Contratação de professores da EMRC, livremente nomeados e exonerados por bispos;
- Presença de cavalos, músicos e militares nas procissões e em outros espetáculos pios;
- Profusão da iconografia católica nas paredes dos edifícios públicos;
- Presença de sotainas em cerimónias do Estado;
- Designação pia de hospitais quando não há uma só Igreja com nome de políticos;
- Com restrições orçamentais, uma embaixada exclusiva para o bairro do Vaticano;
- Etc., etc., etc..

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