O PS E O "COMPROMISSO DE SALVAÇÃO NACIONAL"

Contrariamente a muito boa gente, acho que o PS andou bem ao aceitar entrar nas negociações propostas pelo Presidente da República - que Cavaco, apesar de tudo, infelizmente ainda é. É que se o não fizesse toda a gente (isto é: todos os políticos desde o centro ou mesmo do centro-esquerda até à extrema direita, mas também grande parte dos portugueses não políticos que, infelizmente, ainda se deixam levar na conversa presidencial) diriam que a Nação não se salvou porque o PS não quis colaborar na sua salvação, pôs os interesses do partido acima dos do País, e blá-blá-blá.

Dito isto, entendo que o PS não pode fazer qualquer coligação, aliança, acordo ou seja lá o que for com o PSD e o CDS, que estão a levar o País à ruína com o seu projeto neoliberal e governam contra o Povo e contra a Pátria, a favor dos credores agiotas e da alta finança.

Não pretendo com isto dizer que o PS devesse aceder a entrar nas negociações só a fingir. Não: o PS, nas negociações, apresenta as suas propostas; teoricamente o acordo seria possível: era questão de o PSD e o CDS abdicarem do seu programa e se disporem a seguir uma política diametralmente oposta à que têm seguido. É evidente que na prática isso é impossível, e portanto não haverá acordo. Mas ninguém poderá dizer que o PS não tentou.

Frustradas as negociações, terá o PS de saber explicar ao povo por que é que elas se frustraram.

Comentários

Disse melhor do que eu o que também penso.

Subscrevo, Horta Pinto.
Caro C. E.

Parece que os desenvolvimentos desta noite - frustração do acordo devido à teimosia dos partidos da coligação governante - confirmam que pensámos bem.

Por outro lado, acho que Seguro, na sua declaração perante a TV, soube explicar bem as razões pelas quais as negociações se frustraram.
Ainda bem.

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