Passos Coelho, o povo e a União Nacional

Minguando-lhe inteligência para criar o partido único, força para o manter e cultura para lhe traçar um programa, Passos Coelho pensou em restaurar a «União Nacional» com a cumplicidade do PS, desesperado por não poder dispensar a democracia e o PS.

Gostaria de ter o consentimento do eleitorado, enquanto não pode prescindir dele, sendo a bênção do PR a única condição segura. Não podendo mudar o povo, com Cavaco cada vez mais desacreditado, resta ao PM o empurrão caridoso que o lance no caixote do lixo da História. Nem os ministros o respeitam, divididos entre o apoio a Portas e a Cavaco.


O Governo cometeu erros, a que não são alheias a incompetência e a maldade. Quis um país ao seu serviço em vez de o servir; serviu-se da democracia em vez de a defender; e, tendo começado por abolir os feriados identitários do povo, preparava-se para mudar o povo quando este só já pensa em mudar de Governo. 

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