Para memória futura - DN

2 A mais angustiante revelação de 2009 foi, no entanto, a de que o Presidente da República deixou de ser um referencial de estabilidade para muitos portugueses, que nele acreditavam em termos de grandeza pessoal e último refúgio do Estado.

O chamado "caso das escutas" revelou Cavaco Silva como um actor parcial, comprometido com a intriga política, incapaz de desfazer as dúvidas quanto ao seu papel no complot da "asfixia democrática". A forma como colocou a mão por baixo do assessor que tentou inventar uma intriga contra o primeiro-ministro daria um escândalo de proporções bíblicas numa democracia adulta. Por cá, o PR acha apenas que o pessoal político do Palácio de Belém tem direito às suas opiniões, aos seus estados de espírito, e a vi-da segue como se nada se tivesse passado.

Também isso é estranho. Um primeiro-ministro é ultrajado directamente a partir da Presidência da República e não se indigna em público!?

por JOÃO MARCELINO Hoje

Comentários

andrepereira disse…
A verdade é que a urdidura é de tal monta que o "rapaz" nem parece ser o Primeiro-Ministro, o chefe do executivo; sempre acossado por tudo e por todos, em fuga, tentando desviar-se das balas e das setas envenenadas...

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