Portugal e o futuro
Delacroix, Eugène – A morte de Sardanapalo (1798/1840)Há fortes indícios da falência do modelo económico dos países capitalistas e a certeza de que o modelo antagónico ruiu. Há, todavia, evidências de que a energia barata findou e de que os inimagináveis níveis de bem-estar tendem a ser reduzidos.
No meu ponto de vista, é urgente atenuar o fosso entre países pobres e ricos e, dentro destes, entre os cidadãos. Um Governo qualquer há-de acabar por introduzir mais justiça social, não por bondade do Governo mas pela pressão social.
A Europa, após sessenta anos de paz, com ligeiras excepções localizadas, criou uma geração que não sabe o que é a guerra e que atingiu níveis de consumo directamente proporcionais ao egoísmo de que dá provas.
Em Portugal, país periférico, sem tradições democráticas, onde a ciência foi escorraçada pela Inquisição ou queimada por fanatismo religioso, há os piores vícios de países ricos e os maiores defeitos dos pobres. E a solidariedade só à força vai ser imposta.
Acusa-se o Governo de gatuno porque pretende impor as reformas aos 65 anos quando a Alemanha, com a produtividade que se lhe conhece, já atingiu o patamar dos 67. Não há quem abdique, sem ressentimento, de benefícios que outra conjuntura económica, social e demográfica consentiu.
O próximo Governo, que este não é eterno, felizmente, vai trazer rios de mel doce, uma maternidade por concelho, escolas para todas as localidades, diminuição de impostos, subsídios, pleno emprego e o último escalão para todos os funcionários. É só aguardar as próximas eleições e pôr no Governo Paulo Portas e o líder de turno do PSD.
Infelizmente a água, o ar, a energia e o ambiente serão cada vez pior e mais escassos. E aumentam todos os dias os que querem ganhar cada vez mais e fazer cada vez menos.
No meu ponto de vista, é urgente atenuar o fosso entre países pobres e ricos e, dentro destes, entre os cidadãos. Um Governo qualquer há-de acabar por introduzir mais justiça social, não por bondade do Governo mas pela pressão social.
A Europa, após sessenta anos de paz, com ligeiras excepções localizadas, criou uma geração que não sabe o que é a guerra e que atingiu níveis de consumo directamente proporcionais ao egoísmo de que dá provas.
Em Portugal, país periférico, sem tradições democráticas, onde a ciência foi escorraçada pela Inquisição ou queimada por fanatismo religioso, há os piores vícios de países ricos e os maiores defeitos dos pobres. E a solidariedade só à força vai ser imposta.
Acusa-se o Governo de gatuno porque pretende impor as reformas aos 65 anos quando a Alemanha, com a produtividade que se lhe conhece, já atingiu o patamar dos 67. Não há quem abdique, sem ressentimento, de benefícios que outra conjuntura económica, social e demográfica consentiu.
O próximo Governo, que este não é eterno, felizmente, vai trazer rios de mel doce, uma maternidade por concelho, escolas para todas as localidades, diminuição de impostos, subsídios, pleno emprego e o último escalão para todos os funcionários. É só aguardar as próximas eleições e pôr no Governo Paulo Portas e o líder de turno do PSD.
Infelizmente a água, o ar, a energia e o ambiente serão cada vez pior e mais escassos. E aumentam todos os dias os que querem ganhar cada vez mais e fazer cada vez menos.
Comentários
Porquê esta comparação só nas reformas?
POTUGAL é um País sem futuro porque não cultiva a honradez.
Vejam que o nosso maior português de sempre, eleito recentemente, foi eleito por ter sido aquele que mais mal nos fez. Tirou-nos a liberdade de pensar.
É esse o nosso fado, querermos mal a nós próprios e o futuro mora ao lado.
Como diz Baptista-Bastos,“...Portugal é um lugar de sofrimento e desespero, e a sua história uma grande eclipse da razão: um País sem rigor moral”
E um País onde cada vez há mais gente sem escrúpulos, só pode ser um País adiado.
ZÉZÉ
Subscrevo-o.
Nunca foi aficionado do Guterres, mas numa coisa dei-lhe toda a razão, quando afirmou mais coisa menos coisa:
Se não tratarmos hoje dos pobres, eles mais tarde ou mais cedo tratam de nós.
Nós, entenda-se, a sociedade da abundância, daqueles que TUDO têm, que a tudo têm acesso... e os outros sempre à espera que uma migalha lhes caia no regaço, qual mendicância subserviente e expectante.
Estes hão-de ser mais e mais (a coluna não para de engrossar) e um dia os outros (os pançudos) vão sentir o cheiro da agitação e do tumulto.
Duvidam? Esperem então para ver.
Uns com tudo - bons empregos lordemente remunerados, mais todos os direitos adquiridos, condições de vida , etc., e os outros nem um reles emprego, ou de recibo verde em recibo verde, "geração 500 euros", sem futuro ...
Vamos ver como é ...
A dignidade tem que ser para todos, senão...
Nos países pobres:
1 - Raramente se vive até aos 67 anos;
2 - Não costuma haver reformas, nem assistência médica, nem medicamentos, nem comida, nem água;
3 - O trabalho (penoso)começa na infância e termina com a morte.
É com esses países que quer comparar Portugal? Ou é desses países que se quer esquecer?
2ªpergunta - Asseguro-lhe, com 100% de certeza, que não esqueço...
Permita-me que lhe lembre que da Albânia até ao Azerbaijão, por exemplo, ainda é Europa.
Sabe,eu nasci e cresci na "Velha Europa", agora vivo na "Nova Europa". De qualquer modo, muito obrigada por me recordar que não estamos na cauda. Mas... daqui a meia duzia de anos, se ainda andarmos em "posts e comentários", falamos...
- fosso entre países ricos e países pobres;
- disparidades internas (nacionais) na distribuição da riqueza;
- subdesenvlvimento português;
- as gerações felizardas da era dos hidrocarbonetos, na história da humanidade;
- o esgotamento de recursos do planeta, fruto duma civilização predadora;
- mudanças na sociedade através da ética (idealismo), ou através da revolução (materialismo);
- a demagogia baratucha da oposição que temos;
É muita areia só para uma camioneta!
Estou completamente de acordo com os dois últimos comentários.
Procuro manter aberto este espaço de diálogo, às vezes com falta de tempo, num modesto contributo para a participação cívica e debate de ideias.
O «Espaço dos leitores» é uma boa oportunidade para cada um dar a sua colaboração.
Há-de lembrar-se de que já houve um breve momento em que os portugueses foram ricos.
Então não houve aí uma década em que tudo era pugresso, e dinheirama a rodos, e betão às toneladas, e pugramas para tudo e mais alguma coisa, e empreendedores de xuxesso, e barões à fartazana, e oásis de fazer inveja, e escolas privadas para toda a gente, e oportunistas a dar com um pau, e milionários às dúzias, e crédito ao domicílio, e incompetência absoluta, e governos do barroso que nos apanharam de tanga, e do pândego do Lopes, animador dos intervalos...
Nesse breve tempo fomos modernos, europeus, desenvolvidos, cultos, civilizados. Parecia um milagre, mas certos cavacos da política juravam que era assim, eles tinham a certeza dos números. E nós acreditámos. Por isso era verdade. Por um momento foi.
Ainda a procissão vai no adro e o nosso país já está completamente dependente da comunidade, os sectores produtivos foram à vida, não há expectativas de futuro para os jovens...resta emigrar.
Este país, com estes governos é madrasto para o povo...
«...resta emigrar».
RE: Com esse ressentimento pela Europa presumo que "emigrar" seja para fora da Europa.
Dentro da Europa circula-se e, apesar de tudo, é o melhor espaço que conheço.
E conheço 4 continentes. (Só o Canadá e, eventualmente, os EUA, apesar de Bush, são comparáveis.
na notícia de hoje
Filhos de licenciados têm dez vezes mais oportunidades
onde podemos ler resumidamente que
"Uma das conclusões mais controversas do estudo prende-se com a qualidade das opções dos estudantes. Os dados parecem demonstrar que os antecedentes culturais e económicos não se limitam a afectar «a probabilidade de ingresso no ensino superior» mas também as próprias «escolhas de curso e instituição». Por outras palavras, o estudante acaba por «fazer uso dos critérios de escolha apreendidos e integrados pelo seu background social»."
é apenas mais uma prova da elitização em curso do ensino superior/formação profissional;
já sabemos que a lógica empresarial aplicada nas instituições públicas que supostamente deveriam garantir a universalidade de acesso aos bens básicos (educação/saúde/condições de vida dignas) transforma esses mesmos bens em artigos de luxo acessíveis apenas a uma pequena parte da população; a parte que no futuro governará o país para proveito dos seus descendentes e assim sucessivamente.
ao contrário do que é comum ouvir, o liberalismo económico que nos impõem não decorre de melhor democracia; na verdade, esse modelo económico destrói-a embore precise da sua fragilidade para se impor. actua como um parasita, portanto.
Nos cambalachos, os políticos também orientam os filhos, é ver como Valentim dá o empurrão, para alterar os terrenos de aptidão agrícola, em terrenos de construção, gerando mais valias astronómicas, em 3 meses.
Para se ser primeiro-ministro talvez não seja necessário uma licenciatura, mas apresentando-se como licenciado, o Eng. Tecnico Socrates devia vir a publico esclarecer ou não? Está com medo de quê? Não tem necessidade de?
"À mulher de Cesar não basta ser séria, tem de o mostrar tambem".
De certo que no seu sequito de adjuntos, auxiliares, secretários e secretários dos auxiliares dos secretários, algum deles podia coligir prova para calar estes jornais caluniadores.
«Que tambem era sócio de uma empresa "esquecida" com Armando Vara (aquele da fundação rodoviária».
RE: Excelente memória. Ainda se recorda da «Fundação Vara». Não sei como esqueceu tão depressa a decisão do Tribunal.
"A PROCURADORIA-GERAL da República (PGR) mandou arquivar o processo relativo à polémica Fundação para a Prevenção e Segurança (FPS), criada por Armando Vara quando era secretário de Estado da Administração Interna, em 2000, e que esteve na origem da sua demissão do Governo"
ESTE NÂO SE CONSEGUIU PROVAR(Ou não havia mais nada a provar),MAS:
A FPS fora criada para executar acções ligadas à segurança rodoviária. Além de Vara, que apoiou a sua fundação, em 1999, também Luís Patrão, seu sucessor no MAI e actual chefe de gabinete do primeiro-ministro, lhe deu prosseguimento. Quando se levantaram suspeitas sobre a Fundação (logo à partida porque os sócios fundadores eram todos das relações próximas de Vara, mas também a propósito da atribuição de subsídios e transferências de verbas de organismos do Estado), Severiano Teixeira suspendeu a sua actividade (por vergonha? ou...).
semanal.expresso.clix.pt/1caderno/pais.asp?edition=1694&articleid=ES173177 - 81k
E QUANTO A ISTO?
"A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis.
A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio de Sousa.
Sócrates finge, agora, não se lembrar dessa sociedade que fez. E porque se tenta ele esquecer?
Porque:
1-Armando Vara - condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa);
2-Fátima Felgueiras - foragida da Justiça, andou a monte no Brasil e presentemente a ser julgada pelo seu lindo "saco azul";
3-Virgílio de Sousa - condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua..."
se bem se lembram são 4 sócios?
Qual é que falta? AAAhh sim..
o
4- O filosofo de nome e engenheiro da mula ruça. licenciatura "Indepedente" dos canônes dos mortais.
http://regueifadoirao.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_04.html
ou
acanto.weblog.com.pt/arquivo/182014.html
provérbio popular a aplicar: "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és"
falo destes porque sou socialista e é a minha casa que me interessa arrumar! Não pense que é perseguição!!
um anónimo que conhece bem ;)