Eleições em Espanha - Manipulação informativa

Esta chamada de atenção de 1.ª página do DN insere-se na pouco escrupulosa informação a que a comunicação social nos vai habituando.

Para o leitor menos atento até parece que Zapatero dispunha, na anterior legislatura, de uma maioria absoluta, o que não é verdade.

Eis os números:

O PSOE reforçou a representação parlamentar (169 deputados, mais 5 do que na legislatura anterior);

O PP também aumentou o número de deputados (154, mais 6 do que anteriormente) num processo de bipolarização que se vem agravando e que deixou o Partido Comunista (IU+ICV) reduzido a 3 deputados e sem grupo parlamentar.

E nenhuma sondagem tinha admitido a maioria absoluta.

Comentários

Anónimo disse…
Eu próprio pensei que Zapatero tinha, até aqui, maioria absoluta. Tal foi a manipulação dos média em geral.
Mas o que tem mais "piada" é a manipulação do título, querendo fazer de Zapatero um derrotado e de Rajoy um vencedor.
Ao invés da vitória de Zapatero, destaca-se o não atingir da maioria absoluta. Em vez da derrota de Rajoy, destaca-se o seu crescimento eleitoral.
Assim se vai praticando o tal jornalismo de sarjeta (sem aspas), que demonstra o mau perder e a má-fé de alguns editores noticiosos.

De qualquer forma, Espanha caminha, agora mais do que nunca, no caminho da modernidade, deixando para trás, aos poucos, os resquícios bafientos, medievais, fascistas e ultramontanos.

Assim Sócrates conseguisse...
Anónimo disse…
E nenhuma sondagem tinha admitido a maioria absoluta.

Mentira...

.. as projecções iniciais davam ao PSOE entre 171 e 176 deputados, ora 176 eram a maioria absoluta.
Anónimo disse…
E nenhuma sondagem tinha admitido a maioria absoluta.

Mentira...

RE: Caro anónimo,

Nenhuma sondagem anterior às eleições, das muitas dezenas que foram publicadas, alguma vez indiciou maioria absoluta para o PSOE.

As últimas sondagens (véspera às 11H30) estão publicadas aqui no Ponte Europa e acertaram em cheio nos dois grandes partidos.

A média deu sempre menos deputados do que os conseguidos quer ao PSOE quer ao PP, porque as sondagens falharam a intensidade da bipolarização e a redução dos pequenos partidos.

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