O MEDO
Em homenagem a Kurt Westergaard, dinamarquês autor das caricaturas de Maomé (o que prova que nem tudo "está podre no reino da Dinamarca")e ao nosso Administrador Carlos Esperança ( pelo seu post "Os trogloditas de Maomé"), gostaria de citar aqui dois textos (separados no tempo por mais de 50 anos, mas ainda - infelizmente - ambos actuais):
1- Do artigo de Miguel Sousa Tavares no último "Expresso" : "Em breve, viajar será um pesadelo e a bordo de um avião estaremos todos como prisioneiros. Prisioneiros de Osama bin Laden, o homem da década - aquele que, infelizmente para o mal, mais mudou a nossa vida. Do fundo da sua gruta (...) derrotou o Ocidente com a mais eficaz das armas: a do medo."
2- De "O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO" publicado por Alexandre O´Neill em 1951:
"(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim
a ratos"
E concluo eu: é preciso que todos não tenhamos medo. Vale mais morrer em pé do que viver ajoelhados ou acocorados, "como ratos, sim, ratos".
1- Do artigo de Miguel Sousa Tavares no último "Expresso" : "Em breve, viajar será um pesadelo e a bordo de um avião estaremos todos como prisioneiros. Prisioneiros de Osama bin Laden, o homem da década - aquele que, infelizmente para o mal, mais mudou a nossa vida. Do fundo da sua gruta (...) derrotou o Ocidente com a mais eficaz das armas: a do medo."
2- De "O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO" publicado por Alexandre O´Neill em 1951:
"(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim
a ratos"
E concluo eu: é preciso que todos não tenhamos medo. Vale mais morrer em pé do que viver ajoelhados ou acocorados, "como ratos, sim, ratos".
Comentários
Obrigado pelo post.
Como adenda permito-me citar uma reflexão de Bertrand Russell, in 'A Última Oportunidade do Homem'
A Tirania do Medo
...O nosso mundo vive demasiado sob a tirania do medo e insistir em mostrar-lhe os perigos que o ameaçam só pode conduzi-lo à apatia da desesperança. O contrário é que é preciso: criar motivos racionais de esperança, razões positivas de viver. Precisamos mais de sentimentos afirmativos do que de negativos. Se os afirmativos tomarem toda a amplitude que justifique um exame estritamente objectivo da nossa situação, os negativos desagregar-se-ão, perdendo a sua razão de ser. Mas se insistirmos em demasia nos negativos, nunca sairemos do desespero...