Manifestação dos professores


O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, garantiu hoje que "não há condições para mais diálogo" com a ministra da Educação, depois da marcha que juntou quase dois terços da classe profissional. Nas ruas da baixa de Lisboa estão entre 80 e 100 mil dos 143 mil docentes do país, exigindo o fim do sistema de avaliação e uma outra postura do Governo nas reformas educativas.

Comentários

Anónimo disse…
Carlos Esperança, diga lá, são os comunistas os mentores e destabilizadores deste país, encabeçados por Mário Nogueira os professores enfrentam as feras...

Viva a liberdade, abaixo a ditadura
(Sócrates, Santos Silva & Cª)
Anónimo disse…
«Enganei-me»... O Esperança sempre decidiu dizer alguma coisa àcerca da manifestação dos profs.
Espera lá... Não me enganei nada! Isto é um copy/paste de uma notícia, onde o Esperança fez questão de sublinhar que para o Mário Nogueira "não há condições para mais diálogo". O cinismo do socretinismo é impressionante!
Para haver diálogo tem que haver disponibilidade para tal, e isso foi algo que este Ministério da Educação nunca mostrou (apesar das inúmeras reuniões meramente formais que houve). Aliás, os sócretinos da (des)educação já disseram que não cedem em nada, e que as suas «reformas» são para continuar. Ao diálogo da treta devem os professores dizer, de facto, que já não há condições para se dar. Portanto, o que resta aos professores é continuarem o protesto através de outras formas de luta. Porque se atingiu um ponto de não retorno.
E depois, Esperança, a sua intenção em querer associar os protestos de 100000 professores à fenprof - ou aos comunistas que não sabem distinguir Salazar de «democratas» prepotentes (como disse o Ministro da Propaganda) - revela o cinismo de que eu falei. Revela a forma manipulatória e desonesta como encaram a politica.
Porque não é qualquer posição da Fenprof que está em causa: esta só expressou o que a grande maioria dos professores pensa, e que é que esta ministra já não tem condições para o continuar a ser. Percebeu, ou precisa que lhe façam um desenho?
Ahhh... E não se enerve com os assobios e com os gritos de «fascista» que vai ouvir no próximo Sábado, quando for à contra-manifestação organizada pelo PS no Porto. È que à mulher de César não basta ser séria, tem também que parecer.
e-pá! disse…
O Governo não pode deixar de fazer uma leitura política da "marcha da Indignação" levada a efeito pelos professores deste País, contra a política orientada pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Mas por favor não venham com números. Todos nós temos cabeça e percebemos que esta "marcha" foi das coisas mais traumatizantes que muitos professores atravessaram na sua vida profissional. Foi a maior manifestação de professores jamais vista no País.
Para um ministro (ou uma ministra), está é para além de um incontornável problema político, uma questão ética.
Tanto mais ética quando todos os dias ouvimos professores afirmarem que não estam contra a sua avaliação. Estão, sim, contra "este tipo de avaliação".

E a seguir a este imbróglio vem aí outro.
A avaliação dos funcionaários da Administração Pública, onde a partidarização assumuiu contornos alarmantes.
Não temos tradição de administração como a ENA (francesa) de modo que os nossos funcionários públicos - nomeadamente os quadros superiores e intermédios - são recrutados em diversos sectores (Direito, Economia , Gestão, Engenharia(s),etc.) sobre o ferrete de agrements ou vetos partidários.
Raramente, o mérito e a competência técnica, a idoneidade profissional valeram tão pouco.
Todavia, haverá um dia, neste caminho de alternâncias, em que o PS será vitima do "efeito" boomerang...
Na Reforma das Carreiras da Administração Pública estanmos a caminhar para um abismo...alegremente.
Ainda não sentimos os efeitos (nem sequer a disponibilidade especial)na pele.
Não falta muito para vermos o ministro Teixeira dos Santos mete os pés pelas mãos.
Precisamos de reformas com a mesma intensidade e equidade que carecemos de justiça e progresso (social e pessoal).
Anónimo disse…
Sinceramente... quando há um executivo que não consegue fazer reformas é incompetente quando há um que as pode e consegue fazer é estúpido e arrogante.

E não me venham com essas tretas de defender os professores porque incompetentes há muitos neste país para além de que, tal como os trabalhadores do privado também os do público (professores, magistrados entre outros)devem ser avaliados. Por alguma razão a maioria das Associações de Pais estão do lado das medidas deste Governo no que toca a educação! Serão mesmo más medidas politicas ou ignorância, egoísmo e comodismo dos professores?
CA disse…
"Serão mesmo más medidas politicas ou ignorância, egoísmo e comodismo dos professores?"

Para obterem a unanimidade observada, têm que ser mesmo más. A menos que todos os professores defendam a ignorância, o egoísmo e o comodismo.

O problema é que Sócrates recusa dar o exemplo: devia começar por avaliar os ministros que tem.

Sócrates é tão casmurro que não consegue ajudar-se a ele próprio a ganhar as próximas eleições. Até Mário Soares e outros socialistas lhe disseram que ia mal mas ele não é capaz de reflectir e mudar.

Como se costuma dizer, o cúmulo da insanidade é repetir os métodos e esperar resultados diferentes. A política que Sócrates se empenha em repetir está a custar a vida a muitos portugueses (mortes por causa do INEM e da falta de segurança) e está a degradar o ambiente do país.

Apenas uma esperança: se não houver mudanças, o PS não repete a maioria absoluta e aí tudo será diferente.
Anónimo disse…
A manifestação foi de facto impressionante, e demonstra inequivocamente que a enorme maioria dos professores está contra a política do Governo.
Mas isso, só por si, não quer dizer que os professores tenham razão, nem que o Governo a não tenha.
Não estou suficientemente documentado sobre o ensino, e nunca gostei de falar do que não sei, mas, como simples cidadão, parecem-me indubitáveis os seguintes pontos:
1.A deficiente instrução dos portugueses é uma das principais causas do atraso (mesmo económico, dizem-nos os economistas de todos os sectores políticos) de Portugal;
2. O ensino foi um dos sectores em que o 25 de Abril (ou o pós-25 de Abril) mais falhou. Custa-me reconhecê-lo, mas a verdade é que o ensino, sob certos aspectos, está pior do que antes do 25 de Abril; antigamente, havia inúmeras pessoas só com a 4ª classe que escreviam melhor do que hoje escrevem indivíduos licenciados, alguns dos quais pura e simplesmente não sabem escrever.
3. É certo que isso se deve, em parte, a duas coisas positivas que o regime democrático não poderia deixar de fazer: o aumento do n.º de anos da escolaridade obrigatória e a sua generalização a TODAS as crianças e jovens portugueses, mesmo daqueles de famílias mais desfavorecidas económica e culturalmente, que por isso têm mais dificuldades de aprendizagem e pior comportamento;
4. Mas esse fracasso deve-se em grande parte aos professores, que não souberam pôr-se no seu lugar, comportar-se como professores (nem sequer mesmo vestir-se como professores: para as crianças e pessoas pouco instruídas a aparência conta muito) e não souberam gerir as escolas e impor a disciplina;
5. Os professores estiveram sempre contra TODOS os ministros da Educação, fossem eles de que partido fossem;
6. Os professores têm de ser avaliados; não sei se a forma proposta pela ministra é a melhor, mas parece-me que os profs. se opõem a qualquer forma de avaliação;
7. por tudo isso o ensino carece URGENTEMENETE de reformas; não sei exactamente quais sejam, mas o certo é que algumas terão de ferir o laxismo e a espécie de auto-gestão a que os professores se habituaram, e portanto terão de ser feitas mesmo contra a vontade dos professores, a bem do povo português.
Anónimo disse…
E não havia pessoas do PS na manif?
Não havia pessoas do BE?
Não havia independentes?

Para C.E. eram todos de direita ou comunistas, os papões....
Anónimo disse…
Os professores certamente terão alguma razão para se manifestarem, mas quanto a um dos pontos de protesto a avaliação eu pergunto?
Nas empresas quando se fazem avaliações e os trabalhadores não concordam, pois às vezes são bem subjectivas e injustas, o que fazem as vítimas dessa avaliações?? pedem a demissão do Administrador?.... Aguentam.....
ana disse…
De tudo o que tenho lido até aqui, ainda não consegui saber exactamente o que contestam os professores.A avaliação? Alguns pontos da avaliação? Quais? Das intervenções dos manifestantes (um dizia:não sou prof, só "truxe" a minha mulher)fiquei a saber que contestam também o "timing". Agora não presta, daqui por um ano já seria aceitável.É evidente que tudo o que é novo precisa de ser testado e se houver arestas a limar, que se limem. Mas não devem os prof. pensar que podem continuar a viver num mundo só seu e feito à sua medida. Se trabalhassem no privado, 8 horas por dia ou mais, a compensar todas as faltas e a ganhar metade, com avaliações anuais desde sempre, logo viam a sorte que têm.E muitos, mas mesmo muitos, hoje bem instalados e que entraram para o Ensino porque não arranjaram melhor, deviam perguntar-se como estariam hoje se não tivessem tido essa oportunidade.
Anónimo disse…
"De tudo o que tenho lido até aqui, ainda não consegui saber exactamente o que contestam os professores."

Ó Ana não estou nada admirado com esta sua dúvida.. com a falta de inteligência que aqui tem demonstrado, e a isso os seus comentários nos levam, com a submissão e vassalagem ao suposto "engenheiro" que tem demonstrado, é naturalissimo que não compreenda!

Estou consigo, mas quando estiver a tomar café na esplanada de um centro comercial de Celas com o Carlos Gambrinus, ops Esperança, ele explica-lhe, que esse sim, já percebeu, apesar de fingir que não percebe!
Anónimo disse…
Sr. Carlos Esperança:

Não lhe admito, como socialista e militante que sou, que coloque os emblemas destes 3 partidos (PCP, PSD e CDS) associados à manifestação!

Sabe, é que eu estive lá ! Ao contrário do senhor, eu tenho cabeça e sei pensar por mim, muito antes do meu partido! Não sou nem nunca fui um "yes men" de nenhum partido nem de nenhum governante!

Estou muit desiludido consigo! Sinceramente. Ao contrário de si, posso dizê-lo bem alto; "É ESCUSADO. NÃO POSSO TER OUTRO PARTIDO SENÃO O DA LIBERDADE"
Anónimo disse…
Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.

Miguel Torga
Anónimo disse…
A M.L.Rodrigues é a melhor Ministra que passou pela Educação.Só os profs.dizem o contrário,e as sondagens no Ps sobem.Porque será?
Anónimo disse…
Os professores transformados em vanguarda da classe operária...Mérito ao Mário Nogueira que conseguiu tal feito. O PC sem implatnação nas classes mais desfavorecidas aproveita os sectores que vivem à custa dos nossos impostos. Mais direitos saem sempre do bolso dos contribuintes.
Valha-nos a dupla de betão: Sócrates e Cavaco.
Zé do Centro
Anónimo disse…
Uma questão que merece resposta: porque será que quem prostesta é pago com os nossos impostos?
Anónimo disse…
Ó ESPERTO:

Até parece que o professores não pagam impostos!!!! há cada inteligente!

se calhar és daqueles que conseguem fugir aos impostos, ao contrário dos professores!!!!
ana disse…
"Até parece que o professores não pagam impostos!!!! há cada inteligente!"

Pois pagam e não é pouco, ganham bem. Só que a fatia deles sai do bolo que é de todos por isso está mais do que na hora de trabalharem mais e melhor. Claro que melhor não é fácil, já que muitos seriam mais úteis a assar frangos. Coitados dos bons professores, dos que foram para o Ensino por amor, dos competentes, que têm de conviver diariamente com quem só está interessado em dinheiro e privilégios.
CA disse…
1) Para quem julga que os professores recebem dos impostos sem fazer nada devia haver uma greve geral de professores sem quaisquer serviços mínimos durante uns dias. Estes senhores descobririam muito depressa o que andam os professores a fazer.

2) A desgraça do ensino em Portugal é muito mais culpa dos sucessivos ministros do que dos professores. A Milú apenas fez uma campanha para apontar os professores como bodes espiatórios o que ajuda por dois lados: em primeiro lugar não tem que ter ideias sobre como reformar a educação; em segundo lugar o seu colega das finanças agradece todas as reduções de despesas sem querer saber como são conseguidas. Tudo junto julgam que depois disto e daqui a alguns anos o ensino estará melhor? Procurem saber qual a consideração social pelos professores na Finlândia, que é um dos exemplos de sucesso na educação. É isso mesmo: vamos a alta velocidade em sentido contrário ao dos exemplos de sucesso!

3) Sócrates confunde capacidade de decisão com teimosia. Há algum tempo atrás Mário Soares ainda o avisou. Agora Sócrates já nem teria tempo para corrigir os próprios erros, mesmo que tivesse a capacidade de os reconhecer:

Educação: é o que se viu.

Saúde: insiste-se em continuar a mesma política; continuam a morrer pessoas por falhas do INEM.

Segurança Social: as juntas médicas continuam a dar toda a gente apta para trabalhar, para não reformarem ninguém.

Administração Interna: a pouca polícia que resta anda ocupada a perguntar às escolas quem é que vai às manifestações e a controlar as camionetas de professores; ao mesmo tempo os homicídios são cada vez mais frequentes.
Anónimo disse…
Que tristeza... há socialistas que têm a mania, a verdade está com eles e ponto final.

Esquecem-se que qualquer dia a coisa muda, a verdade deles vai por água abaixo...
A ditadura há-de acabar, viva a liberdade.
Anónimo disse…
O anónimo "Dom Mar 09, 03:16:00 PM" é professor? Quem escreve

"Ó Ana não estou nada admirado com esta sua dúvida.. com a falta de inteligência que aqui tem demonstrado"

não merece o salário que recebe. E' esta a tragédia corporativa dos professors!
Anónimo disse…
«Não lhe admito, como socialista e militante que sou, que coloque os emblemas destes 3 partidos (PCP, PSD e CDS) associados à manifestação!»


È verdade... Nem tinha reparado! Este Esperança realmente não tem vergonha na cara. Como ex-professor só mostra não ter qualquer dignidade, nem respeito pelo protesto da classe a que pertenceu. Mas isto só confirma o meu comentário de que este Esperança é, como qualquer sócretino, um manipulador e impostor.




«Ao contrário do senhor, eu tenho cabeça e sei pensar por mim, muito antes do meu partido! Não sou nem nunca fui um "yes men" de nenhum partido nem de nenhum governante!»


È o que eu estou farto de dizer. O Esperança é um tachista transvestido de «socialista». É um vendido ao poder e um papagaio do Vitalzeco.




«Ao contrário de si, posso dizê-lo bem alto; "É ESCUSADO. NÃO POSSO TER OUTRO PARTIDO SENÃO O DA LIBERDADE"»


Também já disse isso num comentário que aqui deixei. Na altura disse que o Esperança era um comediante. E é por isso que a mim ele não nunca me vai desiludir. Cada vez estou mais convicto do seu talento humoristico. Um gajo só se pode rir ao ler os post dele...


Curioso é o Esperança não ter respondido a quem o interpelou e escreveu este comentário. Será que também vai lhe recomendar o «psiquiatra», como me fez a mim? Não acredito. O facto de não ter respondido está em sintonia com a resposta que me deu: Cobardia!
Anónimo disse…
Ana ainda bem que trabalha oito hora por dia, mas será que trabalha ou está oito horas por dia no local de emprego.

Sabe que os professores trabalham 35 horas por semana na escola, mas que avaliações e preparações de aulas levam muito tempo. Muitas vezes trabalham ao fim de semana e depois de jantar, trabalhando cerca de 9 a dez horas por dia. Mas claro trabalho em casa não conta, não é?

Sou professor (não do secundário), e digo-lhe entro todos os dias às 9h00 e saio as 20h00. Almoço em 30min e faço mais um break de manhã e dois à tarde (cada um de 15 min.)
No total trabalho 11h - 30 -45 min, vá lá até arredondo as contas: nove horas.
Na maior parte das semanas trabalho 4 a 5 horas ao sábado e domingo e ainda em média 1 hora depois de jantar.
Isto dá 9*5+1*5+8=58 horas semana de trabalho efectivo.
Gosto sempre dos trabalhadores da privada que dizem que trabalham muito e reclamam: "hoje sai às 19h00", quem me dera significaa que das 19h em diante nada fazem.

Seja professora e depois conte-me como foi.
Lembre-se ainda que dar uma aula não é estar a pensar no trabalho, ali à frente de todos NÃO SE PODE FALHAR todos os dias, é como qd faz uma apresentaçao, mas você se fizer uma por mês já é demais, não é?
ana disse…
Anónimo, conheço alguns professores e nenhum trabalha tanto, nem pouco mais ou menos. Com tanta dedicação, os seus alunos devem ser quase todos excelentes. Também não se compreende, a ser assim tão doloroso, por que razão escolheu essa profissão. E outra coisita: espero e desejo que não seja professor de Português.

PS - ah, já me esquecia...no privado, quase sem excepções, não pode limitar-se a estar presente, tem de fazer o seu trabalho e na hora. Não como uma professora de História que tive, que não dava matéria e nos punha a estudar o livro porque "a função do professor é orientar, não é ensinar". Esses eram tempos em que a maioria dos professores contrariava esta filosofia.

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