Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Viva a liberdade, abaixo a ditadura
(Sócrates, Santos Silva & Cª)
Espera lá... Não me enganei nada! Isto é um copy/paste de uma notícia, onde o Esperança fez questão de sublinhar que para o Mário Nogueira "não há condições para mais diálogo". O cinismo do socretinismo é impressionante!
Para haver diálogo tem que haver disponibilidade para tal, e isso foi algo que este Ministério da Educação nunca mostrou (apesar das inúmeras reuniões meramente formais que houve). Aliás, os sócretinos da (des)educação já disseram que não cedem em nada, e que as suas «reformas» são para continuar. Ao diálogo da treta devem os professores dizer, de facto, que já não há condições para se dar. Portanto, o que resta aos professores é continuarem o protesto através de outras formas de luta. Porque se atingiu um ponto de não retorno.
E depois, Esperança, a sua intenção em querer associar os protestos de 100000 professores à fenprof - ou aos comunistas que não sabem distinguir Salazar de «democratas» prepotentes (como disse o Ministro da Propaganda) - revela o cinismo de que eu falei. Revela a forma manipulatória e desonesta como encaram a politica.
Porque não é qualquer posição da Fenprof que está em causa: esta só expressou o que a grande maioria dos professores pensa, e que é que esta ministra já não tem condições para o continuar a ser. Percebeu, ou precisa que lhe façam um desenho?
Ahhh... E não se enerve com os assobios e com os gritos de «fascista» que vai ouvir no próximo Sábado, quando for à contra-manifestação organizada pelo PS no Porto. È que à mulher de César não basta ser séria, tem também que parecer.
Mas por favor não venham com números. Todos nós temos cabeça e percebemos que esta "marcha" foi das coisas mais traumatizantes que muitos professores atravessaram na sua vida profissional. Foi a maior manifestação de professores jamais vista no País.
Para um ministro (ou uma ministra), está é para além de um incontornável problema político, uma questão ética.
Tanto mais ética quando todos os dias ouvimos professores afirmarem que não estam contra a sua avaliação. Estão, sim, contra "este tipo de avaliação".
E a seguir a este imbróglio vem aí outro.
A avaliação dos funcionaários da Administração Pública, onde a partidarização assumuiu contornos alarmantes.
Não temos tradição de administração como a ENA (francesa) de modo que os nossos funcionários públicos - nomeadamente os quadros superiores e intermédios - são recrutados em diversos sectores (Direito, Economia , Gestão, Engenharia(s),etc.) sobre o ferrete de agrements ou vetos partidários.
Raramente, o mérito e a competência técnica, a idoneidade profissional valeram tão pouco.
Todavia, haverá um dia, neste caminho de alternâncias, em que o PS será vitima do "efeito" boomerang...
Na Reforma das Carreiras da Administração Pública estanmos a caminhar para um abismo...alegremente.
Ainda não sentimos os efeitos (nem sequer a disponibilidade especial)na pele.
Não falta muito para vermos o ministro Teixeira dos Santos mete os pés pelas mãos.
Precisamos de reformas com a mesma intensidade e equidade que carecemos de justiça e progresso (social e pessoal).
E não me venham com essas tretas de defender os professores porque incompetentes há muitos neste país para além de que, tal como os trabalhadores do privado também os do público (professores, magistrados entre outros)devem ser avaliados. Por alguma razão a maioria das Associações de Pais estão do lado das medidas deste Governo no que toca a educação! Serão mesmo más medidas politicas ou ignorância, egoísmo e comodismo dos professores?
Para obterem a unanimidade observada, têm que ser mesmo más. A menos que todos os professores defendam a ignorância, o egoísmo e o comodismo.
O problema é que Sócrates recusa dar o exemplo: devia começar por avaliar os ministros que tem.
Sócrates é tão casmurro que não consegue ajudar-se a ele próprio a ganhar as próximas eleições. Até Mário Soares e outros socialistas lhe disseram que ia mal mas ele não é capaz de reflectir e mudar.
Como se costuma dizer, o cúmulo da insanidade é repetir os métodos e esperar resultados diferentes. A política que Sócrates se empenha em repetir está a custar a vida a muitos portugueses (mortes por causa do INEM e da falta de segurança) e está a degradar o ambiente do país.
Apenas uma esperança: se não houver mudanças, o PS não repete a maioria absoluta e aí tudo será diferente.
Mas isso, só por si, não quer dizer que os professores tenham razão, nem que o Governo a não tenha.
Não estou suficientemente documentado sobre o ensino, e nunca gostei de falar do que não sei, mas, como simples cidadão, parecem-me indubitáveis os seguintes pontos:
1.A deficiente instrução dos portugueses é uma das principais causas do atraso (mesmo económico, dizem-nos os economistas de todos os sectores políticos) de Portugal;
2. O ensino foi um dos sectores em que o 25 de Abril (ou o pós-25 de Abril) mais falhou. Custa-me reconhecê-lo, mas a verdade é que o ensino, sob certos aspectos, está pior do que antes do 25 de Abril; antigamente, havia inúmeras pessoas só com a 4ª classe que escreviam melhor do que hoje escrevem indivíduos licenciados, alguns dos quais pura e simplesmente não sabem escrever.
3. É certo que isso se deve, em parte, a duas coisas positivas que o regime democrático não poderia deixar de fazer: o aumento do n.º de anos da escolaridade obrigatória e a sua generalização a TODAS as crianças e jovens portugueses, mesmo daqueles de famílias mais desfavorecidas económica e culturalmente, que por isso têm mais dificuldades de aprendizagem e pior comportamento;
4. Mas esse fracasso deve-se em grande parte aos professores, que não souberam pôr-se no seu lugar, comportar-se como professores (nem sequer mesmo vestir-se como professores: para as crianças e pessoas pouco instruídas a aparência conta muito) e não souberam gerir as escolas e impor a disciplina;
5. Os professores estiveram sempre contra TODOS os ministros da Educação, fossem eles de que partido fossem;
6. Os professores têm de ser avaliados; não sei se a forma proposta pela ministra é a melhor, mas parece-me que os profs. se opõem a qualquer forma de avaliação;
7. por tudo isso o ensino carece URGENTEMENETE de reformas; não sei exactamente quais sejam, mas o certo é que algumas terão de ferir o laxismo e a espécie de auto-gestão a que os professores se habituaram, e portanto terão de ser feitas mesmo contra a vontade dos professores, a bem do povo português.
Não havia pessoas do BE?
Não havia independentes?
Para C.E. eram todos de direita ou comunistas, os papões....
Nas empresas quando se fazem avaliações e os trabalhadores não concordam, pois às vezes são bem subjectivas e injustas, o que fazem as vítimas dessa avaliações?? pedem a demissão do Administrador?.... Aguentam.....
Ó Ana não estou nada admirado com esta sua dúvida.. com a falta de inteligência que aqui tem demonstrado, e a isso os seus comentários nos levam, com a submissão e vassalagem ao suposto "engenheiro" que tem demonstrado, é naturalissimo que não compreenda!
Estou consigo, mas quando estiver a tomar café na esplanada de um centro comercial de Celas com o Carlos Gambrinus, ops Esperança, ele explica-lhe, que esse sim, já percebeu, apesar de fingir que não percebe!
Não lhe admito, como socialista e militante que sou, que coloque os emblemas destes 3 partidos (PCP, PSD e CDS) associados à manifestação!
Sabe, é que eu estive lá ! Ao contrário do senhor, eu tenho cabeça e sei pensar por mim, muito antes do meu partido! Não sou nem nunca fui um "yes men" de nenhum partido nem de nenhum governante!
Estou muit desiludido consigo! Sinceramente. Ao contrário de si, posso dizê-lo bem alto; "É ESCUSADO. NÃO POSSO TER OUTRO PARTIDO SENÃO O DA LIBERDADE"
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga
Valha-nos a dupla de betão: Sócrates e Cavaco.
Zé do Centro
Até parece que o professores não pagam impostos!!!! há cada inteligente!
se calhar és daqueles que conseguem fugir aos impostos, ao contrário dos professores!!!!
Pois pagam e não é pouco, ganham bem. Só que a fatia deles sai do bolo que é de todos por isso está mais do que na hora de trabalharem mais e melhor. Claro que melhor não é fácil, já que muitos seriam mais úteis a assar frangos. Coitados dos bons professores, dos que foram para o Ensino por amor, dos competentes, que têm de conviver diariamente com quem só está interessado em dinheiro e privilégios.
2) A desgraça do ensino em Portugal é muito mais culpa dos sucessivos ministros do que dos professores. A Milú apenas fez uma campanha para apontar os professores como bodes espiatórios o que ajuda por dois lados: em primeiro lugar não tem que ter ideias sobre como reformar a educação; em segundo lugar o seu colega das finanças agradece todas as reduções de despesas sem querer saber como são conseguidas. Tudo junto julgam que depois disto e daqui a alguns anos o ensino estará melhor? Procurem saber qual a consideração social pelos professores na Finlândia, que é um dos exemplos de sucesso na educação. É isso mesmo: vamos a alta velocidade em sentido contrário ao dos exemplos de sucesso!
3) Sócrates confunde capacidade de decisão com teimosia. Há algum tempo atrás Mário Soares ainda o avisou. Agora Sócrates já nem teria tempo para corrigir os próprios erros, mesmo que tivesse a capacidade de os reconhecer:
Educação: é o que se viu.
Saúde: insiste-se em continuar a mesma política; continuam a morrer pessoas por falhas do INEM.
Segurança Social: as juntas médicas continuam a dar toda a gente apta para trabalhar, para não reformarem ninguém.
Administração Interna: a pouca polícia que resta anda ocupada a perguntar às escolas quem é que vai às manifestações e a controlar as camionetas de professores; ao mesmo tempo os homicídios são cada vez mais frequentes.
Esquecem-se que qualquer dia a coisa muda, a verdade deles vai por água abaixo...
A ditadura há-de acabar, viva a liberdade.
"Ó Ana não estou nada admirado com esta sua dúvida.. com a falta de inteligência que aqui tem demonstrado"
não merece o salário que recebe. E' esta a tragédia corporativa dos professors!
È verdade... Nem tinha reparado! Este Esperança realmente não tem vergonha na cara. Como ex-professor só mostra não ter qualquer dignidade, nem respeito pelo protesto da classe a que pertenceu. Mas isto só confirma o meu comentário de que este Esperança é, como qualquer sócretino, um manipulador e impostor.
«Ao contrário do senhor, eu tenho cabeça e sei pensar por mim, muito antes do meu partido! Não sou nem nunca fui um "yes men" de nenhum partido nem de nenhum governante!»
È o que eu estou farto de dizer. O Esperança é um tachista transvestido de «socialista». É um vendido ao poder e um papagaio do Vitalzeco.
«Ao contrário de si, posso dizê-lo bem alto; "É ESCUSADO. NÃO POSSO TER OUTRO PARTIDO SENÃO O DA LIBERDADE"»
Também já disse isso num comentário que aqui deixei. Na altura disse que o Esperança era um comediante. E é por isso que a mim ele não nunca me vai desiludir. Cada vez estou mais convicto do seu talento humoristico. Um gajo só se pode rir ao ler os post dele...
Curioso é o Esperança não ter respondido a quem o interpelou e escreveu este comentário. Será que também vai lhe recomendar o «psiquiatra», como me fez a mim? Não acredito. O facto de não ter respondido está em sintonia com a resposta que me deu: Cobardia!
Sabe que os professores trabalham 35 horas por semana na escola, mas que avaliações e preparações de aulas levam muito tempo. Muitas vezes trabalham ao fim de semana e depois de jantar, trabalhando cerca de 9 a dez horas por dia. Mas claro trabalho em casa não conta, não é?
Sou professor (não do secundário), e digo-lhe entro todos os dias às 9h00 e saio as 20h00. Almoço em 30min e faço mais um break de manhã e dois à tarde (cada um de 15 min.)
No total trabalho 11h - 30 -45 min, vá lá até arredondo as contas: nove horas.
Na maior parte das semanas trabalho 4 a 5 horas ao sábado e domingo e ainda em média 1 hora depois de jantar.
Isto dá 9*5+1*5+8=58 horas semana de trabalho efectivo.
Gosto sempre dos trabalhadores da privada que dizem que trabalham muito e reclamam: "hoje sai às 19h00", quem me dera significaa que das 19h em diante nada fazem.
Seja professora e depois conte-me como foi.
Lembre-se ainda que dar uma aula não é estar a pensar no trabalho, ali à frente de todos NÃO SE PODE FALHAR todos os dias, é como qd faz uma apresentaçao, mas você se fizer uma por mês já é demais, não é?
PS - ah, já me esquecia...no privado, quase sem excepções, não pode limitar-se a estar presente, tem de fazer o seu trabalho e na hora. Não como uma professora de História que tive, que não dava matéria e nos punha a estudar o livro porque "a função do professor é orientar, não é ensinar". Esses eram tempos em que a maioria dos professores contrariava esta filosofia.