Na melhor mitra cai a nódoa

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Fonte: Diário de Notícias, hoje.

Comentários

Anónimo disse…
Novamente PAI DE FAMÍLI, help me...


Manuel de Brito/Porto
Anónimo disse…
Poema, de autor polaco, que dedico ao
arcebispo polaco


Para que sol
na penumbra do medo?

Para que poético poente
no vasto peso da solidão?

Se vivemos coagidos
em espaços demarcados
como extasiar-nos na amplidão?

Como alentar-nos nos vôos dos pássaros
se um tiro dispersará seu flutuar sereno
e um pombo alvo, alvejado, cairá sangrando?

Alcançaremos horizontes
quando a liberdade é tolerância barganhada?

Como pensar destemidos,
se delatores deturpam pensamentos?

De que valem os direitos
na temerária existência?

Para que preces,
se dizimam com religiosidade?

Como sentir-se livre,
se olhares esperançosos
se impregnam nas masmorras?

Como renascer no frescor da verdade,
se a verdade é receio murmurado?

Como acalentar-se no afeto,
se na calada da noite
famílias são dissipadas
em sangue, morte e desonra?

Como pode alguém massacrar
e não fugir de si mesmo?

Como pode alguém
apagar sua consciência
e conviver com o vazio?

Como guardar luto ou memória
daqueles de destinos apagados,
e sem sepultura?

Como evadir-se dos ressentimentos,
se a vida sobrevive estagnada?

Será íntegra a Pátria
com filhos excluídos por amor à terra?

Como podem, tão poucos, nos milênios,
tornarem-se manadas ferozes
presos à gula de seus alugados instintos?

Gdala Frydman (Varsóvia, Polônia, 1924).
Anónimo disse…
O antecessor Josef Glemp foi informador da CIA. É para compensar.
Anónimo disse…
Qual é a admiração?!!
Em Portugal não houve e ainda há padres que foram bufos da PIDE?
Anónimo disse…
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