Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Lá está você no seu desporto preferido, a inferência.
jrd
Depois, apelidar o referido rally de "corrida sagrenta da irresponsabilidade" é uma interpretação qualificativa excessiva. Primeiro, a alta competividade está presente em todo o desporto, incluindo o desporto automóvel. Sobre as questões genéricas da alta competividade no desporto, e as suas inevitáveis consequências, o Vaticano não se pronuncia. Que se saiba, o Vaticano não se pronunciou contra a Fórmula 1, p. exº., no seguimento do acidente mortal de Ayrton Senna.
Certo que o sonho de Thierry Sabine, ou melhor a sua paixão pelo deserto, que deu início ao Rally em 1979, está hoje completamente deturpada pela disputa entre marcas e, disvirtuou, em certa medida, uma prova off-road entre a Europa e Africa, onde o gosto pela aventura era relevante. Hoje é, na prática, uma disputa entre a Mitsubishi e a VW. Todavia, uma coisa é a crítica ao desvirtuamento do rally, outra será, tratar os participantes e os organizadores , liminarmente, como "irresponsáveis".
Finalmente, a crítica sobre este rally como "O rio de sangue que a se alarga a cada ano evidencia a incontestável violência que acontece quando se impõe os modelos da cultura ocidental a um contexto humano e ecológico que nada tem a ver com o ocidente", não encaixa bem no Vaticano. Foi exactamente isso que a ICAR fez durante séculos na America Latina e em África, com a sua actividade missionária.
Diogo.