Vaticano considera o Dakar ´sangrento e irresponsável´

ROMA - O diário do Vaticano L´Osservatore Romano, nesta quarta-feira, criticou duramente o Rally Dakar, ao qual chamou de "irresponsabilidade sangrenta". O comentário ocorreu devido a morte, ocorrida na última terça-feira do piloto de moto sul-africano Elmer Symons, de 29 anos. A 50.ª vítima do rali que foi criado em 1979.

Pergunta: Qual é a posição quanto aos touros de morte?

Comentários

Mano 69 disse…
Há touros de morte no Dakar?

Lá está você no seu desporto preferido, a inferência.
Anónimo disse…
E já agora qual a posição do dito relativamente aos "touros sem morte...na arena"?
jrd
Anónimo disse…
E lá estão os padrecas num dos seus desportos favoritos: a incoerência.
Anónimo disse…
A opinião expressa no editorial do L'Osservatore Romano devia ser, na minha opinião, mais cuidada. Para já, o que se está a desenrolar não é o Paris-Dakar, mas o LISBOA-DAKAR. O que parecendo insignificante não o é para os portugueses.
Depois, apelidar o referido rally de "corrida sagrenta da irresponsabilidade" é uma interpretação qualificativa excessiva. Primeiro, a alta competividade está presente em todo o desporto, incluindo o desporto automóvel. Sobre as questões genéricas da alta competividade no desporto, e as suas inevitáveis consequências, o Vaticano não se pronuncia. Que se saiba, o Vaticano não se pronunciou contra a Fórmula 1, p. exº., no seguimento do acidente mortal de Ayrton Senna.
Certo que o sonho de Thierry Sabine, ou melhor a sua paixão pelo deserto, que deu início ao Rally em 1979, está hoje completamente deturpada pela disputa entre marcas e, disvirtuou, em certa medida, uma prova off-road entre a Europa e Africa, onde o gosto pela aventura era relevante. Hoje é, na prática, uma disputa entre a Mitsubishi e a VW. Todavia, uma coisa é a crítica ao desvirtuamento do rally, outra será, tratar os participantes e os organizadores , liminarmente, como "irresponsáveis".
Finalmente, a crítica sobre este rally como "O rio de sangue que a se alarga a cada ano evidencia a incontestável violência que acontece quando se impõe os modelos da cultura ocidental a um contexto humano e ecológico que nada tem a ver com o ocidente", não encaixa bem no Vaticano. Foi exactamente isso que a ICAR fez durante séculos na America Latina e em África, com a sua actividade missionária.
Anónimo disse…
se o rally é um desporto sangrento e irresponsável, o que dizer de todos os desportos de combate!!
Anónimo disse…
Há muitas mais coisas que a Igreja deveria considerar de sangrento e irresponsável...

Diogo.

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