Vasco Graça Moura
Vasco Graça Moura (VGM), apesar de defensor da pena de morte, não é um troglodita e a linguagem, digna do mais rancoroso rural, não faz dele inimputável.
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…

Comentários
Este é o modo civilizado de enfrentar o terrorismo. Nada tem a ver com Guantámano ou Abu Ghraib.
Este “mega-julgamento”, decorre sob intenso interesse popular e os acusados têm desfrutado de todas as oportunidades de defesa. Hoje, no 1º. dia, o mais mediático dos acusados – Mohammed “o egípcio” - não quis falar. O colectivo de juízes reconheceu-lhe esse direito. Nada a ver, p. exº., com o julgamento de Saddam Hussein.
Os promotores de justiça pediram penas pesadas – milhares de anos! Alguns dos arguidos são acusados, cumulativamente, de vários crimes. Todavia, segundo a lei espanhola, qualquer um dos acusados que seja incriminado, não ultrapassará os 40 anos de prisão. “Noutros Mundos”, a Oriente e ao Ocidente, enfrentariam a pena de morte.
Perante este hediondo crime reconforta-me o sentido humanitário e justo desta civilização, onde todos nos devíamos reconhecer.
“Quando a justiça fala, a humanidade deve ter a sua oportunidade”.
- Pierre Vergniaud.