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A FRASE
Por
Carlos Esperança
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A descolonização trágica e a colonização virtuosa
Por
Carlos Esperança
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Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Este é o modo civilizado de enfrentar o terrorismo. Nada tem a ver com Guantámano ou Abu Ghraib.
Este “mega-julgamento”, decorre sob intenso interesse popular e os acusados têm desfrutado de todas as oportunidades de defesa. Hoje, no 1º. dia, o mais mediático dos acusados – Mohammed “o egípcio” - não quis falar. O colectivo de juízes reconheceu-lhe esse direito. Nada a ver, p. exº., com o julgamento de Saddam Hussein.
Os promotores de justiça pediram penas pesadas – milhares de anos! Alguns dos arguidos são acusados, cumulativamente, de vários crimes. Todavia, segundo a lei espanhola, qualquer um dos acusados que seja incriminado, não ultrapassará os 40 anos de prisão. “Noutros Mundos”, a Oriente e ao Ocidente, enfrentariam a pena de morte.
Perante este hediondo crime reconforta-me o sentido humanitário e justo desta civilização, onde todos nos devíamos reconhecer.
“Quando a justiça fala, a humanidade deve ter a sua oportunidade”.
- Pierre Vergniaud.