Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
talvez freud fosse capaz de descrever a sua obcessão.
chicomartins
Será vocação censória ou intimidatória?
Recomendo-lhe o «Ensaio de Psicanálise».
E pode ter a certeza que é uma obsessão que o caracteriza Carlos Esperança.
E com a idade só pode piorar... Mas não se preocupe que cá estaremos para, tentar, chamá-lo à razão.
Não perdeu muito, tem é efectivamente pouco.
Veja lá se não quer apanhar o tétano...
E agradeceu a Deus a proeza!
registo a sua manifestação de "caridade cristã" relativamente à minha pessoa.Mas V. não foi capaz de perceber a minha perplexidade: se Deus é omnipotente e infinitamente misericordioso, porque não evitou o desastre? Ou será que o Diabo é mais poderoso do que ele? Porque o diabo existe, isso garantiu-o solenemente o Papa João Paulo II!