Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
talvez freud fosse capaz de descrever a sua obcessão.
chicomartins
Será vocação censória ou intimidatória?
Recomendo-lhe o «Ensaio de Psicanálise».
E pode ter a certeza que é uma obsessão que o caracteriza Carlos Esperança.
E com a idade só pode piorar... Mas não se preocupe que cá estaremos para, tentar, chamá-lo à razão.
Não perdeu muito, tem é efectivamente pouco.
Veja lá se não quer apanhar o tétano...
E agradeceu a Deus a proeza!
registo a sua manifestação de "caridade cristã" relativamente à minha pessoa.Mas V. não foi capaz de perceber a minha perplexidade: se Deus é omnipotente e infinitamente misericordioso, porque não evitou o desastre? Ou será que o Diabo é mais poderoso do que ele? Porque o diabo existe, isso garantiu-o solenemente o Papa João Paulo II!