Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
"Apirol"
De resto, queria lembrar ao min. Luís Amado, uma frase do escritor, jornalista e dramarturgo irlandês - George Bernard Shaw:
"TODAS AS GRANDES VERDADES COMEÇARAM POR SER BLASFÉMIAS"
Portanto, caro ministro, nunca se ofereça para por as "mãos no fogo"... ainda acaba num circo.
"... se houver provas contra mim, obviamente, demito-me."
Ora, se nada fez de errado, não poderão existir provas, ou a existir seriam pura mentira.
Ao admitir que se houver provas demite-se, então é pq algo de errado terá feito e só espera que não se descubra.