Vasco Graça Moura
Vasco Graça Moura (VGM), apesar de defensor da pena de morte, não é um troglodita e a linguagem, digna do mais rancoroso rural, não faz dele inimputável.
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…

Comentários
Os movimentos cívicos e as forças políticas que se empenharam pela vitória do “SIM”, no último referendo, foram parcos e comedidos na comemoração dos resultados. De facto, mais do que o sentimento uma retumbante vitória havia a consciência que estávamos somente a “acertar o passo” com a Europa civilizada. Foi possível, para os mais atentos, tomar nota de uma enorme consciência cívica. Encostamos ao grosso do pelotão depois de um atraso de cerca de 20 a 30 anos. E o júbilo, de certo modo, resumia-se a isso.
Os movimentos pelo “NÃO”, expressaram, amiudadas vezes, um tom de derrocada. De facto, ao logo de toda a campanha colocaram o acento tónico à volta de concepções dogmáticas e, terreno, apostaram no “descentrar” do âmbito do referendo. Na realidade valores como a vida não estavam, nunca estiveram, em causa neste referendo. E ao centrar o objectivo real do referendo, não na despenalização da mulher, mas numa “liberalização do aborto” dramatizaram o problema.
E, quando se constrói dramas sobre questões irreais, a futura confrontação com a realidade é mais dolorosa.
Daí, o cortejo de ressentimentos exibido após o apuramento de resultados. As “exigências” no âmbito social e educativo saíam em catadupa. Nenhuma delas pertença do “seu” património histórico, político ou social. Pegaram em bandeiras da Esquerda e exibiram-nas. Pior, despudoradamente, tentaram atirá-las à cara da Esquerda. Um mau perder. O País conhece bem (identifica) quem se tem, sistematicamente, oposto à educação sexual nas escolas, quem coloca entraves ao planeamento familiar, quem exorciza a pílula, os preservativos, etc.
Mas no “day after “ as tarefas são outras. E isso é, neste momento, o importante. Centram-se na necessidade de conseguir consensos para, a partir dos resultados de domingo, conseguir uma boa legislação e uma adequada regulamentação. Ao encontro do respeito pela mulher que, em condições sempre penosas, decide, em consciência e apoiada, interromper uma gravidez. Isto é o fundamental.
A Direita (cabe-lhe o protagonismo agora) vai intrometer-se, dificultar os consensos e explorar eventuais desentendimentos.
Ninguém deve tentar apropriar-se desta vitória. Nem partidos, nem movimentos, nem personalidades. Ela pertence ao povo português.
A AR deve trabalhar neste enquadramento. Eventuais "tricas" políticas ou buscas apressadas de protagonismo, só conduzem ao empobrecimento do conteúdo cívico que está inerente aos resultados de 11 de Fevereiro.
O objectivo será, também, não perder, deixar desvalorizar, ou permitir a perversão, na AR, do que se ganhou no terreno.
Consolidar, adequar e dar forma ao resultado do referendo é a exigente tarefa política que se segue. Para isso, basta inteligência, vontade e coesão.
Os homens da Justiça em PORTUGAL, representados pelas suas mais ilustres figuras (Juizes, um Conselheiro Jubilado, um Desembargador, um ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, um Professor Catedrático, um Investigador do Direito e outros mais) deram ontem na RTP1, um festival de discordância em matérias da sua especialidade.
A imagem deixada não foi boa... por isso, não gostei. Mas o programa ajudou a perceber, porque é que o actual PGR convidou para Vice Procurador, Mário Gomes Dias, que ilibou o "guarda Abel" da PSP( que me pareceu um transgressor da LEI) no episódio das agressões no túnel do Estádio das Antas.
È isso aí, a Justiiça em Portugal, parece que iliba quem transgride, o que é lamentável.
Como é possível isto?!
Zézé
Continuo a ficar "pensativo", sobre o dia a dia e as reestruturações (!?), que muito este (des) Governo tem falado, e que só têm posto as pessoas perplexas, pois as bases das mesmas continuam a não ter a participação dos trabalhadores, como o ainda 1º M, tanto apregoou na sua estafada campanha eleitoral para as Legislativas.