Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
A minha dúvida reside se chegará ao ponto de, a exemplo de um presidente de Câmara do Norte do País, distribuir à toa apertos de mão e electrodomésticos...
Lamentável...
vejam só:
http://jornalpraceta.no.sapo.pt/jp021EqCarmona.html
http://jornalpraceta.no.sapo.pt/
Talvez tenha chegado a altura da grande vassourada, mas por favor não me venham falar outra vez no duelo adiado entre o "mau" e o "pior", porque, se assim for, eu migro para Cacilhas.
Faz-me lembrar o porteiro do palácio de S. Bento, que está sempre com o Governo seja ele qual for.
"Carro eléctrico"