Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
DN 20.09.2006
Durão Barroso declarou, esta semana, que não tinha autorizado nem tinha conhecimento de qualquer das actividades atribuídas à CIA, em território português, durante o período em que chefiou o governo. Carlos Coelho respondeu: "Já sabia disso. Para mim não era nenhuma novidade".
Querem melhor adivinho ?
- porque terá sido "exilado" para o PE?
Subscrevo inteiramente e-pá! : - "porque terá sido exilado para o PE?".
Zézé.
20 a 25000 euros/mês com possibilidade de contratar secretário/a por si escolhido com um vencimento só ligeiramente inferior.
A forma como não requisitou sala na AR quando veio a Portugal e acabou a reunir na Sala do PSD no parlamento, mostra que gosta de grandes causas, sem incomodar todos.
Depois, há alguns que passam por uma Secretaria de Estado onde fazem exactamente o que contestavam e, ala que se faz tarde, aí vão eles para Strasburgo, com a factura bem cobrada.
Grande parte dos ditos já estão a caminho dos cinquenta, tem uma boa situação financeira e vivem de prebendas e sinecuras, quer tenham sido adivinhos ou não.
No caso vertente, o CC foi, efectivamente, um politico da confiança do Durão Barroso (e da Manuela F. Leite), porque é que haveria de deixar de o ser?