Desta vez têm razão


CDS-PP e PSD querem explicações para pedido a favor de foragido

O CDS-PP e o PSD exigiram que o ministro da Justiça explique como foi possível atribuir um indulto de Natal a um empresário que estava fugido à Justiça. Entretanto, o ministério da Justiça já ordenou uma averiguação a este caso.



Comentário: As informações que chegam a Belém devem ser irrepreensíveis. Quer as que se referem a um foragido, que foi indultado, quer as que dizem respeito ao desempenho do ex-PGR, que vai ser condecorado.

Comentários

Anónimo disse…
O sucedido deixa o País perplexo.

Antes de tudo, perante o clamoroso erro na avaliação dos processos, parece-me incontornável a responsabilização do Ministro da Justiça, com quem o PR despacha os processos candidatos a indultos e de quem recebe as informações detalhadas sobre os mesmos.

Este País não pode aceitar que seja um qualquer funcionário judicial (com o devido respeito que merecem) a ser o "bode expiatório". Claro que a responsabilidade técnica cabe a uma qualquer secretaria judicial.
Mas a responsabilização política onde caí? Obviamente, no Ministro da Justiça. E ao assumi-la (como penso que é seu dever) carregará com peso de ter descredibilizado o instituto do indulto. Que é, em termos latos, uma importante faceta humanitária da administração da Justiça, no nosso enquadramento constitucional.
Grave, portanto!
Anónimo disse…
A culpa vai direitinha para a oposição ou para os jornalistas que não tinham o direito de o divulgar. É assim este pobre país...O Sócrates e a sua equipa lá vão cantando e rindo...Quem se preocupa com o facto do "dito empresário" ter "bons" amigos na política. No fundo quase todos o invejam...
Anónimo disse…
Maló:

Acha que o seu comentário é razoável? Um profissional da política (ou beneficiário) não pode fazer essa leitura.

Mas cada partido tem os dirigentes que merece.
Anónimo disse…
Tem razão C. Esperança, no que diz respeito aos partidos terem os dirigentes que merecem.
Mas será que os Portugueses merecem ter dirigentes políticos tão maus? Penso que não, embora , ao que parece, os Portugueses adorem, quer Salazar quer cunhal. Será por isso que gostam de Sócrates?
Anónimo disse…
Não Maló:

Os portugueses gostam de Sócrates porque tiveram antes Durão Barroso e Santana Lopes.

É razão suficiente.
Anónimo disse…
Não se esqueceu de Guterres? Dizem por ai, os socialistas, que fugiu? safa...
Anónimo disse…
Guterres foi o melhor primeiro-ministro dos últimos cem anos.

Foi o único que cumpriu um mandato sem maioria absoluta e que levou Portugal a entrar no Euro.
Anónimo disse…
Indulto, parece-me que é um perdão parcial ou total de uma pena mas, traz-se hoje á evidência que existem processos que quase são assinados de cruz. Ora, penso eu que sendo este assunto demasiado sério, não devemos só exigir irrepreensibilidade a quem apresenta ao mais alto dignatário da Nação, o respectivo processo.
Anónimo disse…
Caro Mauel Norbeto Baptista Forte:

O indulto serve para amenizar penas de quem, ao longo do seu cumprimento, mostrou vontade, práticas concretas e capacidades no sentido ser re-integrado na sociedade.
A quem compete estudar os processos passíveis de indulto é ao Ministério da Justiça. O PR tem sobre os casos apresentados o poder de decidir, já que o indulto é uma decisão selectiva tradicionalmente condicionada a um restrito número de casos.
É o Min. da Justiça que vai a despacho com PR sobre estes casos. Se leva na "pasta" processos mal estudados ou que não se enquadram no instituto do indulto (como foi o caso) é o responsável político pela má decisão do orgão competente (PR). Por outro lado, é também o responsável último pelo bom (ou mau) funcionamento dos serviços do Ministério que organizam os processos.
Desejava ficar por aqui.

Não gostaria de entrar em insinuações que grassam já pela imprensa levantando a hipótese de Américo Mendes (o agraciado com o indulto) ser uma pessoa influente...

Por outro lado, a culpabilização do Tribunal de Execução de Penas, não chega para cobrir (ou encobrir) a cascata de erros à volta deste caso.
Os Serviços Prisionais dependem do Min. da Justiça e deveriam (pelo menos) saber que, o referido indultado, não cumpriu um dia de prisão.

Enfim, mais uma degradante imagem da Justiça em Portugal.
Tem de chegar o dia em que, os responsáveis políticos, saberão não poder contar com a complacência dos cidadãos, nem aceitarão justificações espúrias.
Sobre a abertura de um inquérito ao sucedido - estamos todos de acordo. Aliás, quem mandou instaurar o inquérito foi o Min. da Justiça o que, implicitamente, mostra de que lado estão as responsabilidades...
Mas isso deve decorrer independentemente da assumpção de responsabilidades políticas por quem de direito.
Estamos à espera...
Anónimo disse…
Não há dúvida que houve erro, e espero que se apure de quem. Mas atenção: o indivíduo em causa só foi - erradamente, é certo - indultado da pena de seis meses , e
não da outra pena de 4,5 anos que, por erro, não constava do processo.Esta, se for apanhado, terá de a cumprir. O erro não foi pois tão grave como à 1ª vista pode parecer.
Anónimo disse…
Sempre gostei de António Guterres, homem honesto, bom, com inteligência superior, triturado pela máquina partidária...não teve capacidade para se impôr aos tubarões do partido que só pensam em se orientar.

No PS, são sempre os mesmos no poder...já cheiram mal.

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