Marinheiros ingleses presos no Irão
A credibilidade de Blair não ajuda os marinheiros detidos. O biltre do clérigo que dirige o Irão causa brotoeja aos democratas e não passa de um fundamentalista islâmico.De facto, como alertou um leitor do Ponte Europa, se os marinheiros ingleses não invadiram as águas territoriais do Irão – como alega Blair –, as forças armadas iranianas invadiram as águas territoriais do Iraque que cabe aos invasores defender agora que, depois da ocupação, passaram a ter mandato da ONU.
Mas, o que indigna é a desfaçatez do Irão a chantagear com os prisioneiros, a exibi-los na televisão e a obrigá-los a dizer o que pretendem ouvir. É um tratamento boçal e atentatório dos direitos humanos a que o precedente ignóbil de Guantánamo não pode servir de álibi.
É neste contexto que a posição da União Europeia (não do desacreditado presidente da respectiva comissão) assume importância excepcional. Na última sexta-feira a Europa exigiu a libertação imediata de marinheiros britânicos, afirmou que os militares presos se encontravam em águas iraquianas e que o Irão violou o direito internacional.
Da U.E. espera-se ponderação nas decisões, honradez nas declarações e intransigência na decisão. Não deve impor aquilo que não está em condições de fazer cumprir. À U. E. exige-se que junte à razão a força suficiente para se fazer respeitar, neste caso a força capaz de libertar os militares ilegalmente presos.
Se este espaço civilizacional que é o meu, U.E., não está à altura de se fazer respeitar, os seus cidadãos descrêem das instituições que os governam e dos princípios por que se regem. Os 27 países que, unanimemente, exigiram o respeito pelo direito internacional têm obrigação de o fazer cumprir.
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Os 4 poderosos e decididos da conferência do Açores. Com estes 4 "rambos" o Mundo é seguro para toda a gente de bem.