Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
O Vaticano é uma organização política, constantemente metendo o nariz onde não é chamado. Merecíamos um mundo sem papas!
De resto o uso da religião para fins políticos é a prática milenar da ICAR...!
Questionou, textualmente:
"No entanto, não é frequente o caso em que a manipulação ideológica da religião com fins políticos é o catalisador real de tensões e divisões e, às vezes, da violência na sociedade ?
A quem se referia?
- a Países?
Israel, países Árabes vizinhos, Líbano, EUA, Rússia, EU… ?
ou,
- a religiões?
judaísmo, islamismo, cristianismo ?
Isto é, uma "mão" que bate mas pretende manter-se oculta. Uma proclamação dúbia, ambígua, para não comprometer.
Enfim, um comportamento similar, ao de Pio 12, retratado no Museu do Holocausto...
Este aplica à letra o casuísmo que lhe ensinaram desde menino!
Quando o vento está de norte ele viaja para o sul, e quando está de leste viaja para oeste.
Foi o que Loyola lhe ensinou!
Tudo por amor ao parasitismo religioso.
Lamente-se haver tantos hipócritas...
Em Madaba, próximo do Monte Nebo, onde rezam "os livros", o profeta Moisés terá tido a visão mítica da Terra Prometida e orientado o seu povo em direcção a Jerusalém, o patriarca latino Fouad Twal (de Jerusalém), mandou construir uma Universidade, para estudo da religiosidade e da cultura judaico-cristã.
Aí, Bento 16, atacou novamente a instrumentalização religiosa .
Nunca o fez no Vaticano.
O importante salvaguardar e distanciar a ICAR, passar ao lado, das terríficas e cruentas cruzadas.
Desta vez, aproveitou a sua estada em territórios de transição muçulmano-judaicos, para interpretar a interminável e desumana violência que reina no Médio Oriente.
E, neste contexto, disse:
"A religião, como a ciência e a tecnologia, como a filosofia e qualquer manifestação da nossa busca da verdade podem corromper-se. A religião desfigura-se quando é obrigada a pôr-se ao serviço da ignorância e do preconceito, do desprezo, da violência e do abuso."
Há milénios que constatamos "isso"!
Nem precisamos de conhecer as "escrituras sagradas"...
Basta olhar para a História!