Berlusconi, mentiu ?



A vida privada de Sílvio Berlusconi - ou de qualquer outro cidadão - não deve ser motivo de chicana pública. É do domínio reservado. E a situação afectiva ainda será mais restricta, se possível, blindada.
O problema começa quando o 1º. Ministro italiano é acusado de ser um mentiroso. Um homem público quando mente, embora não ajuramentado, está perante o “tribunal” da opinião pública, pelo que comete uma espécie de perjúrio.
Segundo Gino Flaminio (namorado de Noemi), Berlusconi não conhecia a família de Letizia, como afirmou publicamente.
Esta, a fundamentação para o classificar como "mentiroso".

Teve acesso aos dados pessoais da jovem, através de jornalista seu amigo íntimo. E foi a partir dessa facilidade que entrou em contacto com a jovem.

Gino Flaminio, acusa Berlusconi de ser um mentiroso. Ora, este tipo de acusação já tem a ver com o exercício de funções públicas.

Um anterior namorado de Letizia, confirma em parte as afirmações de Gino e acrescenta-lhe vastos pormenores que, em minha opinião, não têm relevância no caso vertente, dado pertencerem ao foro privado.
Todavia, as declarações de Flaminio foram publicadas no jornal La Repubblica .
Benedetto Letizia, pai de Noemi, anunciou que irá intentar uma acção judicial contra o jornal e contra quem as reproduza.

Entretanto, o "caso" entra na esfera política. A Oposição acusou Berlusconi de “mentir” e exige explicações no Parlamento. A partir desse momento - toda a Itália - quer saber os pormenores e as circunstâncias deste "caso". Eis, como uma situação transita do foro privado para o público...

Enquanto se esclarece o pedido da oposição de audição del Cavaliere, a sua ex-mulher Verónica, acusa-o de “relacionamento com menores”.

Este pode ser o início de um infindável filme sobre a personalidade e o comportamento cívico de Sílvio Berlusconi.
Se, entretanto, ele não mudar as leis…

Comentários

Um dia avisei o Botticelli que esta miúda ia fugir-lhe do quadro.
E não é que a miúda fugiu mesmo!
Do quadro do Botticelli!

Mensagens populares deste blogue

Cavaco Silva – O bilioso de Boliqueime