É preciso topete!

Bagão Félix é o mais consensual pior ministro das Finanças desde a ditadura de Pimenta de Castro, um caso de sucesso como coveiro das Finanças Públicas no exótico Governo de Santana Lopes.

Nunca um ministro das Finanças tinha feito tanto e tão mal, em tão pouco tempo, e insiste em censurar quem, por mais que se esforçasse, não seria capaz de fazer pior. É razão para dizer que quem sabe, faz, e quem não sabe, ensina.

Bagão Félix, o mais implacável perseguidor de quadros da função pública por motivos partidários, demitiu num só dia, por fax, todos os 18 directores e os 18 subdirectores distritais da Segurança Social enquanto corria o boato de que o ministro era competente.

A última experiência governativa, como ministro das Finanças de Santana Lopes, com um orçamento onde faltavam as verbas para os aumentos anunciados dos funcionários públicos, devia remetê-lo ao silêncio e à contemplação mística mas, pelos vistos, não desiste de fazer críticas e dar conselhos.

O ex-ministro, ética e politicamente medíocre, julga-se ungido para novos voos. De facto só o Opus Dei é capaz de convencer os seus sequazes de que todos são chamados à santidade.

Comentários

e-pá! disse…
O IMPRESCINDÍVEL DESERTO ...


Esta legislatura tem sido difícil e cheia de precalços.

O cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento que determinava objectivos macroeconómicos e a superação de deficites públicos superiores a 3% do PIB, bem como valores da dívida pública superiores a 60% do PIB (valores do PIB a preços de mercado), trouxe à governação dificuldades orçamentais acrescidas e a necessidade imperiosa de reformar o aparelho estatal, bem como a derrogação de benefícios sociais.

Não vamos, neste momento, ajuizar da justeza das decisões tomadas pelo Governo Sócrates, nem inventariar o muito que ficou por fazer.
Para isso vem aí as novas eleições legislativas.

Todavia, o que foi feito trouxe aos portugueses o saneamento parcial das estruturas políticas, económicas e sociais, mas foi, também, um tempo de sacrifícios e, acabou por criar, um clima de crispação anti-governamental.

A crise de 2008, originada pela especulação imobiliária nos EUA e agravada pela ganância de alguns gestores, começou por ser uma crise financeira que inundou o mercado de activos tóxicos e rapidamente estendeu-se à economia real originando um período de intensa e profunda recessão, que num mundo globalizado se estendeu a todo o lado.

Da crise económica passou-se à turbulência social, com o espectro do desemprego a marcar a vivência dos cidadãos e a enegrecer o futuro próximo.

Em 2009 será, em súmula, este o estado da Nação.

Todavia, a situação de incumprimento do PEC, bem com a posterior crise não nascem expontâneamente. Tem antecedentes.
O governo Santana Lopes, de que Bagão Felix foi ministro das Finanças não pode lavar as mãos e assobiar para o lado, dizendo: "arranjem-se"!

O "escrito" de Bagão Felix é, neste contexto, de uma profunda desonestidade política.
Se fazer oposição é isto, transmitir tamanhas indignidades, nunca sairemos da cepa torta.

Para além de desonesto o "escrito" de Bagão Felix carece de autoridade moral, para não entrar no campo da idoneidade técnica.

No final do Governo de Santana Lopes o País encontrava-se literalmente à deriva, ninguém conhecia com exactidão o valor do deficit público, encoberto com as mais pejorativas engenharias finaceiras. Não sabiamos onde estávamos, mas todos pressentíamos que nos arrastavam em direcção ao abismo.

Por vezes o silêncio e a humildade valem mais do que mil palavras e o exibicionismo gratuito.

Bagão Felix perdeu a oportunidade de continuar a cultivar flores na sua herdade alentejana e fazer uma recatada travessia do deserto.

Em Portugal como não há humildade, nem se assume responsabilidades políticas pelos erros, continuamos alegremente na ribalta.
Não há travessias do deserto. Ressuscita-se no dia seguinte!

A desertificação, no nosso País, avança, paulatinamente, mas ainda não abriu espaços amplos suficientes, onde possam passear os políticos inábeis e incompetentes.

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