Prós e Contras

Não é preciso estar de acordo para perceber o inestimável contributo que uma plêiade de pensadores deu ontem para o pensamento político.


Creio que não é miopia minha deduzir do debate algumas ideias fortes e consensuais:


- A existência de sindicatos de magistrados é perigosa, injusta e perversa;

- A situação portuguesa, europeia e mundial é extremamente grave;

- Não é possível a sobrevivência de Portugal sem a Europa;

- Não é provável que outro partido político faça melhor do que este Governo tem feito;

- Ninguém terá a coragem de anunciar a verdade, denunciar os perigos e dizer o que nos espera.


É bom que todos pensemos que estamos perante um terrível desafio.

Comentários

e-pá! disse…
Raramente é traçado um quadro tão negro sobre a situação actual.

Mas há uma coisa que, vindo no derradeiro item, é essencial.

Se não conseguimos, se não tivermos a coragem de "anunciar a verdade, denunciar os perigos e dizer o que nos espera", dificilmente venceremos a crise que se abateu sobre o Mundo e destroçou o nosso País.

Para já, sem ser necessário qualquer tipo de comunicação, todos sentimos na pele (e na carteira) que, incontestavelmente, estamos mais pobres.
Que aumentamos o fosso entre o nosso País e os Países mais ricos.
A rota de divergência é tremenda.
Mas, tudo isto que, acima, referimos poderia ser dito pelo PSD. Por Ferreira Leite ou pelo Dr. Rangel.

O que temos o dever de esperar é que o PS desmonte esta charada económico-social e tenha a ousadia - tenha os custos políticos que tiver - de informar os cidadãos da real situação económica e social do País, com rigor, honestidade e transparência, sem recurso a baboseiras do tipo da "tanga"...
O ministro Teixeira dos Santos vai, sempre, a reboque dos acontecimentos. Comenta suavemente, ou rispidamente, os dados da OCDE, do ECOFIN, do FMI, do Banco Mundial e até do INE. Não é capaz de prever e, pior, não consegue sossegar. Eu sei que é difícil. É exactamente por isso de não somos todos Ministros das Finanças...

Os debates sobre o "Estado da Nação" geralmente transformam-se em chicanas políticas, não obedecendo aos critérios de uma informação qualificada e fidedigna que merecemos. Informar não é nenhum favor!
Há dias citava elogiosamente o comportamento da Ministra da saúde em realção à gripe A H1N1. A mesma atitude deveriam ter os Ministros das Finanças, da Economia, da sosegurança Social e, inclusive, o 1º. Ministro...

Na política, a verdade deve esperar o momento em que todos precisem dela ..., disse o norueguês Bjornstjerne Bjornson, prémio Nobel.

E nós estamos todos a precisar dela...para controlarmos o clima de crispação que se vai instalando! A ignorância, o medo do desconhecido, a desconfiança, o boato, só o agravam!
polytikan disse…
nem tudo são más notícias

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9693710.html

a crispação é normal em período de eleições. mas a oposição já parece um disco riscado de música pimba!
nas europeias o único lema parece ser: "vamos ao tacho!"
e-pá! disse…
Caro polytikan:

Mais uma vez a notícia referida vai ao encontro do comentário acima, que escrevi ontem...

O facto de Portugal ser considerado o País mais competitivo do Sul da Europa e estar colocado em 16º. lugar no ranking europeu, só tem servido, no passado, para as associações patronais, argumentarem em sentido contrário (alegam permanentemente uma baixa competitividade portuguesa), com a finalidade de imporem uma eterna estratégia de moderação salarial.
Aliás, os portugueses sentiam que, quando emigravam, eram elogiados como trabalhadores altamente produtivos, só cá dentro para os nossos empresários não saíam da cepa torta.
Esta informação coloca trabalhadores face aos empresários. Se a uma boa competitividade não corresponde um crescimento da produtividade, onde estará o erro?

Na realidade, as posições das confederações patronais, baseadas em "palpites" e estratégias de lucro baseadas nos baixos salários, só contribuem para afastar Portugal de ser considerado um País atractivo para o investimento estrangeiro.

Por outro lado, a negação sistemática da nossa competitividade coloca-nos na senda dos Países donde (e não para onde) se "deslocalizam" empresas.

Nos tempos actuais, os dados vindos do Institute for Managment Development (IMD), sediado na Suiça e publicados World Competitiveness Yearbook 2009, deveriam ser amplamente divulgados, cá dentro e no exterior. Temos de dar ênfase a estas notícias.

Diariamente há informação nova para anunciar aos portugueses. Se o Governo não cria um "gabinete de crise" para o fazer, cujas caras mereçam credibilidade, só chegaram ao cidadão as más notícias.

Este é o "esquema" português...que nos alimenta o desânimo!

Este é o nosso "fado"!

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