Momento de poesia


CAIS DE PARTIDA ... CAIS DE CHEGADA

Barco parado
no tempo que passa ...
Imóvel no cais de partida ...
Fantasma
de glórias passadas ...
Marcas no casco vividas ...
Feridas
de ferrugem e sal
lambidas
pela indolente vaga ...
Barco parado
sem gente
vazio no cais de chegada ...

Alexandre de Castro - Lisboa, Novembro de 1993
Registado: IGAC/MC- 5467/2004

Comentários

Aurea disse…
Mais um excelente poema do autor.
Será que nesse mundo de sonhos em que se refugia não existe nem um pouco de alegria e esperança no futuro? Porquê sempre essa magia triste que o faz regressar ao passado?
Anónimo disse…
Ah! Mas que preocupada!!!!!

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