Vale mais tarde do que nunca

O Papa Bento XVI está na Áustria para uma visita de três dias. Ainda no avião que o levou até Viena, Bento XVI afirmou que chegou a altura de a Igreja se arrepender pelo que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial.

Comentários

Anónimo disse…
Vá lá!Do que fizeram ao Galileu só se arrependeram 500 anos depois!
Anónimo disse…
Está no seu ... ambiente natural.
e-pá! disse…
As relações entre a ICAR e o nazismo são muito controversas, para não dizer pouco esclarecidas.
Evidentemente que existiram cristãos, sacerdotes, bispos, etc. que se manifestaram contra o regime nazi e que foram suas vítimas. Não é isso que está em questão.

O que falta esclarecer é a posição da hieraraquia.
Nomeadamente, o "insurdecedor" silêncio de Pio XII, que "oficialmente" nada viu, nada sabia. Por exemplo, o Holocaustro seria, para Pio XII e para a Instituição, uma caixa de Pandora, que sabendo pejada de males, mais valia não mexer, muito menos, abri-la.

Os arquivos do Vaticano possuiem, com certeza, abundante documentação que permitiria esclarecer este período de dúvidas sobre instituição ICAR e, ainda, dos tétricos pormenores do que se urdiu, nos dias negros do nazismo, para a Humanidade.

Uma atitude de abertura à investigação histórica valia mais do que Bento XVI tenta fazer, qual eremita, a andar pelo Mundo a pedir perdão ou a arrepender-se, que é a mesma coisa.

O conhecimento da verdade é imperativo, para o julgamento da História, o prestigio das Instituições e para a libertação do Homem.

Como escrevia Georges Braque:
"A verdade existe. Apenas se inventa a mentira".

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