Terrorismo religioso

Perante a indiferença que a reincidência produz assistimos diariamente a crimes que o fanatismo religioso perpetra ou que as polícias previnem.

Parece que entrámos em estado cataléptico, perante o perigo que as democracias correm e a fragilidade da civilização que edificámos, face às sotainas que espalham o medo, a superstição e o crime.

A Europa vive sob a chantagem do Vaticano e a ameaça de Maomé. O primeiro alia-se a partidos conservadores e destabiliza democracias, como faz em Espanha, ou condiciona a liberdade dos povos. Chegou ao exagero, com o Papa João Paulo II, de pretender que os advogados católicos deixassem de patrocinar divórcios por objecção de consciência.

Os muçulmanos explodem bombas, semeiam ódio e lançam o pânico nos países civilizados. Os políticos atribuem os crimes à má interpretação dos livros sagrados e perseguem os autores como se a religião fosse boa e os crentes maus. Ora, é o contrário que sucede. Más são as litanias do profeta, as pregações dos clérigos, a natureza da fé.

Quem lê o Corão admira-se que os crimes não sejam mais frequentes e demolidores.

Hoje, a título de exemplo, cito literatura dos hadits que, tal como o Corão, são a fonte da demência islâmica:

- A jihad é o teu dever sob qualquer governante, seja ele ímpio ou devoto.

- Um dia e uma noite de luta na fronteira é melhor do que um mês de jejum e oração.

- Aquele que morrer sem nunca ter tomado parte numa campanha morrerá numa espécie de descrença.

- O paraíso fica na sombra das espadas.

Comentários

e-pá! disse…
CE:

Quando olhamos para o Mundo observamos uma instrumentalização das religiões (da maioria, para não dizer todas) no sentido tornarem-se organizações interferentes no controlo social das populações e, o que é mais dramático, na conquista do poder (material, entenda-se). Por isso, as religiões são hoje indissociáveis das guerras (das múltiplas que atingiram e atingem a Humanidade).
Este é um esquema primário, pois todos conhecemos que existiram guerras fora do contexto religioso - embora a sua inocência (das religiões) não seja tão linear.

Este quadro, nos dias de hoje, nesta "aldeia global", estes "conflitos" regionais (afastemos os globais), complicaram-se e multiplicaram-se.
É redutor reduzir muitas das guerras que hoje assistimos ao "terrorismo religioso". As guerras tem outros fundamentos, não desprezíveis: as injustiças, o desespero, o ódio e, fundametalmente, a pobreza.
E, são promovidas por "outros" interesses mais venais: ambições desmedidas, estratégias económicas e o conceito de "posse".
É, psicologicamente mais reconfortante, deontologicamente mais tolerável, humanamente mais "limpo", matar em nome de Deus do que do próprio.

Mas, o grande equivoco, é que nada disto é assim: as religiões são uma construção humana. E, indirectamente, exprimem uma parte volúvel da natureza humana. Aquela que valoriza a ausência de respostas, o desconhecido e diversos temores como, p. exº., a morte.
As questões relativas ao mediático caso do percurso e hesitações místicas da Madre Teresa de Calcuta mostram - num contexto de "guerra" contra a pobreza e a fome, exactamente, isso..

Hoje, a situação é mais complexa. Há uma miscelânea, ou uma concertação, de outras justificações que podemos resumir em "interesses político- económicos":
petróleo?; dinheiro?; condições de sociais?; tirania, etc.

À primeira vista as condições intrinsecas dos Estados ou das organizações "terroristas", podiam ultrapassar isto, pelo que a guerra apresenta-se sempre como uma aberração e a corporização da violência. A desumanização é o denominador da guerra já que são os homens que as fazem.

O dificil é, por exemplo, lidar com pessoas que de um lado só vêm Allah e, do outro, a mesma coisa, com o nome de God. Uns vestem opas, outros burkas.
E, reconhecer que as organizações (ou as Nações) laicas são, ainda, tão frágeis.

Enfim, Francois Chautebriand caracterizou bem estas situações e questionou o cerne da questão:
"Um Estado político, onde alguns indivíduos têm milhões de rendimento enquanto outros morrem de fome, poderá subsistir quando a religião deixa de lá estar com as suas esperanças noutro mundo, para explicar o sacrifício?".

Esta asserção faz-nos compreender muito - não tudo! - do que, hoje, se passa no Médio Oriente... e, enquadra, as acções intimidatórias do terror por todo o Mundo, seja na Dinamarca, na Alemanha, na Espanha, etc.
O "terrorismo psicológico" que conduz à insegurança, crispa o ambiente social, conduz ao cerceamento dos liberdades fundamentais, faz o resto.
Anónimo disse…
quando é que teoriza sobre o terrorismo empresarial?
Anónimo disse…
Tudo o que demais, aborrece, chateia; mas quando se utiliza o fundamentalismo religioso (inclusivé o católico) para toda e auqlqer acção que não respeite o SER humano, é fundamentalismo.
Um Terrorista poderá até não ser adepto de nenhum culto religioso, basta não respeitar a "diderença" do seu semelhante.