Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
Qualquer organização, com capacidade financeira, sente-se no direito de apresentar um plano, um projecto, uma proposta ao Governo sobre obras PÚBLICAS (desde que movimentam muitos milhões de €'s).
Ora, se as obras são públicas, deverá ser o governo saído de eleições, liberto de condicionalismos vários (sempre sectoriais) a decidir.
Tudo o resto cheira a tentativa de "puxar a brasa à sua sardinha"...
O que não será assim tão porreiro, pá!
Há poucos anos, um concurso de fornecimento de helicópteros para as Forças Armadas, apareceu repentinamente despachado para execução.
Depois de anos à espera na Lei de Programação Militar.
Perante a completa surpresa das chefias militares.
Estavamos a meses de uma campanha eleitoral de âmbito nacional.
PS: de uma coversa, há dias, numa sala de oficiais.
Coitados, também?