Só à força...


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Nota: A linguagem truculenta do bastonário não o dignificou.

Comentários

CA disse…
Afinal a "despenalização" era o reconhecimento de um direito a fazer o aborto?
e-pá! disse…
Caro ca:
Obviamente. Por vontade livre da mulher até à 10ª semana. Ou não era assim?

Mas regressando ao assunto:

A posição do Bastonário faz lembrar o video do Gato Fedorento acerca de Marcelo na questão da IVG, transmitidos no Youtube.

- O aborto é, para os médicos, deontolgicamente, uma falta grave.

- Certo!

- O que sucede a um médico que praticar um aborto dentro dos limites da Lei?

- Nada!

O Dr. Pedro Nunes não deveria confundir posições individuais, de grupo, com direitos colectivos.

Os Códigos são conteúdos (escritos ou falados) que contêm instruções.
Delineam uma linha de acção ou de conduta que definem procedimentos e a um conjunto de critérios de execução e estabelecem sanções.
O Codigo Deontológico da OM, no que se refere à presente legislação sobre a IVG, já não é nada do que aí está escrito.

O Dr. Pedro Nunes poderá ter uma posição de princípio, pessoal. Nesse caso, deve manifestar-se nessa qualidade singular onde quiser ou lhe aprouver.
Não deve nem pode é envolver com as "suas" posições um organismo associativo e representativo dum grupo sócio-profissional, por mais importante cargo que aí desempenhe.

Mais uma vez reafirmo o meu entender que esta questão traduz, antes de tudo, uma indisfarçável dificuldade em digerir os resultados do referendo do que propriamente uma "resistência" à Lei.

Os médicos são os primeiros interessados em resolver esta questiúncula. Em breve o farão.
A força do bom senso, basta!
Anónimo disse…
Pelo que penso, e se tenha por correcto, é de que os Estatutos da Ordem dos Médicos não se podem sobrepor a um resultado de um sufrágio da República Portuguesa, nmesmo que o mesmo tenha sido contrário à consciência de uma minoria.
Pede-se em nome da Saúde Pública, que, a respeitável Ordem dos Médicos, respeite o resultado do Referendo à Interrupção Voluntária da Gravidez, e faça (penso eu) reuniões magnas por cada Distrito Potuguês para debate e informação, ou até um respeitável documento, dirigido à hierarquia Regional ou Distrital, fazendo apelo ao zelo e consciência nem que seja relembrando o juramento de Hipócrates, para a classe média e baixa Portuguesa não fique mais uma vez confusa, porque nós sabemos a classe média/alta esteve está sempre bem informada.
ana disse…
O problema é que eles não gostam de os fazer nos hospitais. Preferem a privacidade dos consultórios.
Anónimo disse…
"Só à Força !"

Como nos outros tempos !!!

Volta Salazar estás perdoado !!!!!

uiiiii

ahahahaha
Anónimo disse…
A PGR obriga?!? A PGR limitou-se a proferir um parecer sobre a questão.
Os Srs. jornalistas/jornaleiros gostam de títulos bombásticos...
Anónimo disse…
Cara Amiga ana (está com letra pequena porque também o seu comentário o está),é pura hipocrisia dos Clínicos que se recusam ao acto da Interrupção Voluntário da Gravidez, baseando-se na "Objecção de Consciência"(!!!), e depois cumprido o horário do Serviço Público vão para as Clínicas ganahar do "bom"; mais, sabe-se por interpostas pessoas que, em muitos Hospitais Públicos, antes do resultado do Referendo à I.V.G., certamente que em muitos desses Hospitais já a I.V.G. era praticada.
Lamento profundamente que pessoas que T~em obrigação de saber porque estudaram para serem Médicos e Enfermeiros, a maioria deels em Estabeleecimentos de Ensino Público em Portugal, não desejem ajudar o semelhante quando ele precisa, e quando sempre descontou, e assim de alguma forma "sustentou" o Ensno Público (que é o modelo que eu defendo), preferencialmente.

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