Mensagens populares deste blogue
O Sr. Duarte Pio e o opúsculo
Por
Carlos Esperança
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Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Coimbra - Igreja de Santa Cruz, 11-04-2017
Por
Carlos Esperança
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Antes das 11 horas da manhã, uma numerosa comitiva de polícias, militares da GNR, e alguns outros do Exército, tomaram posições em frente à Igreja de Santa Cruz. Bem ataviados esperavam a hora de deixarem a posição de pé e mergulharem de joelhos no interior do templo do mosteiro beneditino cuja reconstrução e redecoração por D. Manuel lhe deu uma incomparável beleza. Não era a beleza arquitetónica que os movia, era a organização preparada de um golpe de fé definido pelo calendário litúrgico da Igreja católica e decidido pelas hierarquias policiais e castrenses. Não foi uma homenagem a Marte que já foi o deus da guerra, foi um ato pio ao deus católico que também aprecia a exibição de uniformes e a devoção policial. No salazarismo, durante a guerra colonial, quando as pátrias dos outros eram também nossas, não havia batalhão que não levasse padre. Podia lá morrer-se sem um último sacramento!? Éramos o país onde os alimentos podiam chegar estragados, mas a alma teria de seguir lim...

Comentários
E o orçamento não se discute?????
Será por causa disto:
...Fui reformado em Março de 2006 com pensão mensal de 988 euros. Mas, como a esse valor foi aplidada taxa de 3% de IRS, passei a receber apenas cerca de 955€ por mês. O pior foi que no final do ano de 2006 a minha pensão não foi actualizada, porque - segundo me disseram - as pensões não são actualizadas no 1º ano, mas isso não impediu que o IRS passase de 3 para 5%, o que fez baixar a pensão para 935€ por mês. Agora estou a aguardar o desenvolvimento das coisas, porque se esta lógica não for invertida e se a minha esperança de vida for longa, vai haver uma altura que posso vir a ficar sem pensão e, quiçá, a pagar ainda qualquer coisa ao Estado, para quem descontei ao longo de 40 anos....
Dom Out 14, 05:03:00 PM
Comentário inapropriado ao post anterior.
"...e tenha muito cuidado que eles hoje andam por todo o lado...o Socrates deve andar a precisar a dinheiro"
Pois é, investe-se na contratação de mais pessoal para mostrar ao País que se está a combater a insegurança mas depois "treinam" estas perolas para andarem a sugar vencimentos e subsidios de risco ao erario publico.
Selecção criteriosa de candidatos precisa-se, porque ser agente da autoridade requer brio, educação e espirito de missão.
A resposta á simples pergunta "porque quer exercer esta profissão" feita no âmbito de um processo de selecção de candidatos, poderia por si só eliminar muitos candidatos. Mas será que isso interessa alguém?
As coisas não são assim tão simples; o assunto já foi discutido nos jornais, e veio um psicólogo ao serviço da GNR explicar que faziam testes psicotécnicos aos candidatos, e uma das perguntas era justamente "porque quer ser da GNR?" E quem dissesse que era porque gostava era liminarmente excluído! Realmente, só um indivíduo pouco normal é que pode gostar de ser da GNR!
Temos de convir que há outras profissões em que se devia adoptar o mesmo método...
Não fala?
"Há pessoas
que nunca se interrogam
sobre o que se avista
do alto de uma montanha ...".
Poque não tentamos "subir", e ... ver.