Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
O que é relevante nesta sondagem é a descida de 5 pontos do PS, onde nada de novo ocorreu e apesar do êxito da presidencia europeia.
Inexorável desgaste interno?
O que ainda surpreende é como o PS não desce mais, nomeadamente se considerarmos a sua politica na área da saúde, que é um autêntico insulto à maioria da população que nele votou.
Por exemplo na pergunta da marketes LFM vs MM, quem é melhor para líder do PSD 20% das pessoas ficam no não sabe/não responde (as outras opções são igual/melhor/pior).
Ou seja, podemos sempre contar cm 20% dos que respondem a sondagens para desligar o telfone na cara do entrevistador.
Isto muda os números, se descontarmos este efeito daqueles que se alheiam das sondagens (e são usualmente 20%), temos que só 23% não sabem, ou seja em 80%, 53% sabem que LFM é o líder, e 5/8 são 65% das pessoas que se interessam e 2/8, 25% não sabem.
Desta forma os números mudam, não é?
Ou seja, perante os novos dados desta sondagem o Esperança só tem uma coisa a dizer: repetir (mil vezes, se for preciso) o que já tinha dito noutro post. Ao repetir que o Menezes não é reconhecido, evita falar daquilo que é realmente novidade: o facto de Sócrates começar a ser reconhecido (pelo que é, e não pelo que a propaganda faz parecer ser).
A manipulação e o marketing estão a começar a falhar... Mas aguardemos... Pode ser que depois dos funcionários públicos, privilegiados, dos sindicalistas e dos comunistas, o Sócrates consiga descobrir um outro grupo qualquer «minoritário» e não «representativo» que possa ser apontado como um mal da sociedade. Mas se calhar já só restam os militantes do PS. Coitado do Esperança...
O comentário apagado repetiu-o, talvez por lapso, no «Espaço dos leitores», onde está muito bem.
Repetir comentários é produzir lixo. Tenho a certeza de que é capaz de melhor.
Lá se vai o tacho tão prometido !!!