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A FRASE
Por
Carlos Esperança
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A descolonização trágica e a colonização virtuosa
Por
Carlos Esperança
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Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Todavia, por vezes mistura países e culturas. Nem tudo o que aqui está vem do islão. Nem só nos países islâmicos há esta violência. Sinceramente cheira-me a propaganda de guerra americana e israelita, porque tudo exacerba e reduz a um nome: islão.
Há 60 anos havia filmes terríveis sobre outros povos: sobre os judeus, depois sobre os alemães, sobre os japoneses.
Podemos pegar num pedaço da realidade e caricaturá-lo.
Mas nada do que eu disse apaga a vergonha das decapitações, dos apedrejamentos, dos casamentos forçados, da humilhação nas ruas.
Estou solidário com esta luta. Mas acho que este filme pode ser contra-producente.
É boa a reflexão e melhor o espírito crítico. O espírito misógino não é uma tara exclusiva do Islão.
O judeu agradece diariamente a Deus por ter nascido homem e não mulher.
No cristianismo sabemos bem o desprezo e a negação de direitos que, através da história, sofreu a mulher.
A denúncia do Islão é, a meu ver, legítima mas válida para as três religiões do livro.
Nas aldeias da minha infância ainda havia crimes de honra onde a fé católica e a miséria eram exuberantes.
Será que não têm descernimento mental para perceber que o mesmo se passa em portugal, quando uma mulher GRÁVIDA (isso a vocês não vos diz nada, só as querem abortar) tem que dar à luz na ambulância numa estrada qualquer deste país... Não será também uma forma violenta de opressão da mulher ???????
Não costumo responder às opiniões dos leitores que pouco ou nada têm a ver com o post.
No entanto, pelo carácter reaccionário, insensibilidade perante a violência e aproveitamento político, aqui deixo algumas ideias:
1 - Não sei qual é o mapa correcto hospitalar para maternidades mas sei do que precisa uma maternidade para funcionar com segurança;
2 - Lembro-me das muitas dezenas de «maternidades» fechadas por Leonor Beleza e sei que houve melhorias grandes na baixa de mortalidade materna e neo-natal;
3 - O número e localização das actuais maternidades foram da competência de técnicos de altíssima categoria e de políticos de saúde do gabarito de, v.g., Albino Aroso;
4 - A falta de sensibilidade para o drama que a tradição e os preconceitos religiosos provocam diz muito sobre quem compara o nascimento de uma criança fora da maternidade com a crueldade a que algumas mulheres estão expostas em certas latitudes.
5 - Nestas alturas o anonimato é excelente para não se ser reconhecido na suprema insensibilidade.
Sempre houve partos em ambulâncias (basta lembrar o exemplo do Bombeiro de Odemira que já fez mais de uma centena, e não os fez apenas durante o Governo do Eng.º Sócrates...).
Isto só se tornou "caso" porque a comunicação social (o chamado, e bem, "jornalismo de sarjeta") lhe pegou com unhas e dentes, numa saga populista, alarmista e demagógica.
Tenham mas é tino...
E na sociedade social democrata como será a vivência da mulher?
Vocês fazem-me lembrar aqueles tipos que defendem com unhas e dentes a TMN, outros a Vodafone e ainda outros a OPTIMUS! São tão palermas que não vêm que as operadoras lhes levam o dinheiro todo, mas não! o que interessa é defender o que nós temos, ou seja, a nossa rede é a melhor do mundo! estamos tão cegos que não conseguimos ver o que está mesmo na frente dos nossos olhos!
Isso mesmo, continuem...força !
Não deve ter reparado que quem comparou o drama da opressão das mulheres com as redes de telemóveis não foi um socialista, foi talvez um correligionário seu.
vejam o filme e pensem durante uns segundos...