Al Gore - Prémio Nobel da Paz


Comentário - Um acto de justiça para quem luta pela defesa do ambiente para que a humanidade possa sobreviver.

Comentários

Anónimo disse…
Como escreve - e bem - o Daniel Oliveira: "desta vez a Florida não conseguiu impedir".
Anónimo disse…
Que grande treta!!!
O que é que esse senhor fez quando foi vice-presidente dos EUA? Nothing at all!!!!
Anónimo disse…
O que fez?

Democratizou a Internet, para papalvos como você virem aqui criticar gratuitamente um homem bom e honesto, que ganhou as eleições presidenciais nos EUA e foi "encostado" por uma cambada de neo-cons bafientos e cultores da guerra.

Chega?
Anónimo disse…
Não, não chega.
Em 1.º lugar seja bem educado, que ninguém insultou ninguém.
Em 2.º lugar o que é isso de "democratizar a internet"? Uso habitualmente a internet há mais de dez anos e não foi, seguramente, por influência do Sr. Al.
A pegunta que fiz tinha a ver com a actual cruzada do Sr. Al, nomeadamente e concretizando: o que fez em relação a Quioto?
Esclareça a minha ignorância, mas se lhe for possível, sem insultos, ou é pedir muito?
Passe muito bem!
Anónimo disse…
Se usa habitualmente a internet há mais de dez anos e sabe fazer contas, veja lá 2007-10 = 1997, quem era vice-presidente dos EUA?
e-pá! disse…
É um prémio muito importante, em primeiro lugar. para os EUA e, consequentemente, para na globalidade para o Mundo.

Esperemos que seja capaz de despertar na opinião pública yankee e na administração norte-americana uma maior sensibilidade para os problemas ecológicos, já que se trata de um dos maiores poluidores do Mundo.

Para Al Gore, no aspecto pessoal, este prémio reforça a sua autoridade e confere-lhe prestígio na sua dinâmica campanha pela defesa do ambiente.

Pode parecer pouco mas será muito se conseguirmos "surfar a onda".
Anónimo disse…
O laureado do prémio Nobel da Paz de 2007, Al Gore, foi o Vice-Presidente dos USA, que nas acções de guerra contra 8 países - Jugoslávia, Iraque, Somália, Haiti, Bósnia, Afeganistão, Sudão e Colômbia -, violou as seguintes 9 Leis da Comunidade Internacional:

Convenções de Hague
Pacto de Paris
Carta das Nações Unidas
Carta da Organização dos Estados Americanos
Tratado do Atlântico Norte
Convenções de Geneva
Princípios de Nuremberg
Acta Final da Conferência de Helsinquia
Protocolo Adicional das Convenções de Geneva de 1949

As Convenções de Hague (IV,1907): "É especialmente proibido o uso de veneno ou de armas com veneno; (b) Matar ou ferir traiçoeiramente ... (e) Usar armas, projécteis ou materiais calculados para causar sofrimento desnecessário..." (Artigo 23). "Atacar ou bombardear, por qualquer meio, cidades, vilas, aldeias ou edifícios sem defesa é proibido." (Artigo 25).
Houve dezenas de milhares de raids aéreos contra a Jugoslávia e o Iraque. Usaram munições radioactivas nos bombardeamentos contra a Jugoslávia, pondo em perigo civis e tropas, usaram bombas de fragmentação cujo único propósito é matar e ferir. Contra a Jugoslávia usaram ainda gás tóxico, minas de superfície, bombas com urânio, napalm, e outras armas químicas.

O Pacto de Paris (1928): Tornou ilegal as guerras agressivas e o seu desencadeamento um crime individual crime. Líderes nazis foram condenados à morte pelo tribunal de Nuremberg por terem violado.
As guerras de Clinton/Gore, foram todas agressivas, ataques não provocados contra povos estrangeiros.

Carta das Nações Unidas (1945): O primeiro propósito da ONU é "salvar gerações futuras do flagelo da guerra" (Preâmbulo). E de acordo com isso, "Todos os membros devem resolver as suas disputas internacionais por meios pacíficos" e "restringirem-se nas suas relações internacionais da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado ..." (Artigo 2).
Clinton/Gore atacaram e embargaram repetidas vezes o Iraque porque o seu presidente não fazia o que queriam. Apresentaram um ultimato à Jugoslávia exigindo que a NATO ocupasse todo o país. Quando, como se esperava o ultimato foi rejeitado, devastaram o país, matando milhares de habitantes e ocupando a província do Kosovo. .

Carta da Organização dos Estados Americanos (OAS,1948): "Nenhum Estado ou grupo de Estados tem o direito de intervir, directa ou indirectamente, por qualquer razão nos assuntos internos ou externos de qualquer outro Estado [Artigo 15].... O território de um Estado é inviolável; Não pode ser objecto, mesmo temporariamente de ocupação militar ou de qualquer outra medida de força tomada por outro Estado, directa ou indirectamente, sobre qualquer razão [Artigo 17]."
Para mudar o governo de Haiti, Clinton/Gore ameaçaram com a guerra e enviaram tropas que ocuparam o país.

Tratado do Atlântico Norte (1949): "As partem comprometem-se, conforme decretado pela Carta da ONU, a resolver quaisquer disputas internacionais em que possam envolver-se por meios pacíficos ... e em evitarem nas suas relações internacionais da ameaça ou do uso da força em qualquer maneira inconsistente com os propósitos da ONU." A força é apenas contemplada quando uma nação membro é atacada."
Ao violarem a Carta da ONU, Clinton/Gore violaram também o Tratado do Atlântico Norte. Converteram a NATO de uma organização defensiva numa organização ofensiva e juntaram-se para atacar, destruir e conquistar um pequeno país.

Convenções de Geneva (1949): "Hospitais civis ... não podem em qualquer circunstâncias ser objecto de ataque mas devem ser sempre respeitados e protegidos pelas partes em conflito."
Hospitais, incluindo maternidades, foram atacados na campanha de terror de Clinton/Gore-NATO contra o povo Jugoslavo.

Princípios de Nuremberg (Adoptados pela Assembleia Geral da ONU,1950): O facto de uma pessoa que cometa um crime sob a lei internacional actuar como chefe de Estado ou como funcionário do governo que cumpre ordens "não o isenta de responsabilidade sob a lei internacional." Crimes contra a paz incluem "Planeamento, preparação, iniciação ou desencadeamento duma guerra de agressão ou de uma guerra em violação de tratados internacionais, acordos ou garantias." Os crimes de guerra incluem "homicídio, destruição indiscriminada de cidades, aldeias ou vilas, ou devastação não justificada por necessidade militar." A cumplicidade no cometimento de um crime contra a paz ou num crime de guerra é ela própria um crime.
Todos os crimes enumerados contra a paz e todos os crimes de guerra foram cometidos por Clinton/Gore, subordinados e cúmplices da NATO.

Acta Final da Conferência de Helsínquia (ou Conferência de Segurança e Cooperação na Europa,1975): É afirmado o respeito pela igualdade da soberania, a inviolabilidade das fronteiras, a resolução pacífica das disputas, a não-intervenção nos assuntos internacionais e o evitar a ameaça ou o uso da força.
Todas estas provisões foram violadas nos actos de agressão de Clinton/Gore.

Protocolo Adicional das Convenções de Geneva de 1949 (1977): Exigindo a protecção dos civis de operações militares, proíbe (1) ataques a civis; ameaças ou execução de violência destinada a espalhar terror entre a população, e (2) lançamento de ataques indiscriminados que prejudiquem civis ou alvos civis bem como alvos militares. As violações "devem ser consideradas como crimes de guerra" (Artigos 51 e 85).
Durante 2 meses e meio na Primavera de 1999, ataques indiscriminados de mísseis e incursões de bombardeiros atingiram civis e alvos civis na Jugoslávia. Muitos milhares de civis Iraquianos foram mortos em bombardeamentos ordenados por Clinton/Gore.
e-pá! disse…
Margarida:

Parece-me uma delegada da PGR...a elaborar quesitos.

Porque, apesar de todos os problemas que existiram, deixe-me dizer sem qualquer rebuço que - não sendo um americanófilo, nem um admirador da american way of life -a administração Clinton/Gore foi das melhores que a América teve nos século XX.

Para o Mundo, não terá sido tão limpida e tão razoável como seria desejável, principalmente para os critérios e padrões éticos europeus, mas essa era (e será) a postura a esperar da política internacional dos EUA. Para os polítios americanos o Direito Internacional, ou não existe, ou quando existe deverá servir os seus interesses (políticos, económicos, etc.)

Há um facto que não posso deixar de mencionar: apesar das sanções aplicadas ao Iraque no seguimento da "Guerra do Golfo" que mereceram a concordância da Casa Branca, estou plenamente convicto se Al Gore fosse presidente dos EUA - em vez de G. W. Bush - não teria havido a famigerada "guerra do Iraque".

O Mundo estaria melhor e haveria mais tempo e mais recursos para dedicar ao ambiente. Essa será a "PAZ" que, em meu entender, Al Gore, insensívelmente, transporta aos ombros.
Anónimo disse…
"Se usa habitualmente a internet há mais de dez anos e sabe fazer contas, veja lá 2007-10 = 1997, quem era vice-presidente dos EUA?"

Não se enerve, que isso faz-lhe mal e, sem mais remoques, responda às perguntas que foram feitas...

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