Espaço dos leitores

Cézanne

Comentários

Anónimo disse…
Com nota negativa, o PÚBLICO de terça-feira inseria o seguinte comentário:

O primeiro ministro (Gordon Brown) que recusa sentar-se à mesma mesa que Mugabe em Lisboa, por causa dos direitos humanos, recebe em Londres o rei saudita Abdullah, apesar dos atropelos aos direitos humanos, em particular os das mulheres, que a monarquia absoluta de Riad pratica quotidianamente. Temas que não constam da agenda dos encontros em Londres.

O que me leva a tecer as seguintes considerações:

1 - Os políticos tentam esconder a sua hipocrisia por detrás do biombo do enganador pragmatismo. Abdullah tem petróleo, logo respeitabilidade, e Mugabe, um perigoso esquizofrénico, apenas tem um povo esfomeado. Ambos nutrem o mesmo mesquinho desprezo pelos direitos humanos.

2 - A monarquia saudita, que governa um dos países mais ricos do mundo, e é a guardiã dos dois lugares sagrados mais importantes do Islão (Meca e Medina), pratica quotidianamente atropelos aos direitos humanos das mulheres, contrariando assim aquela espúria tese, aparentemente ingénua e apaziguadora de uma má consciência, de que a violência sobre as mulheres muçulmanas não se enquadra no ideário do Islão e que, naqueles países muçulmanos onde ela é brutal e mais evidente, resulta apenas e exclusivamente de contextos locais, social e culturalmente enraizados nas respectivas sociedades.
Anónimo disse…
Não quero com este texto desmerecer a sua denúncia mas onde estão Os Direitos das Mulheres Portuguêsas? Quase meio milhar de mulheres do Algarve, entre portuguesas e imigrantes, apresentou queixa de violência doméstica, no 1.º semestre deste ano, nos diversos gabinetes que a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) tem na região. Prevê-se que, até final do ano, este número se aproxime do milhar. Um ligeiro aumento em relação a 2006.
São as primeiras a serem vítimas do desemprego,etc,etc.
Também connosco resulta apenas e exclusivamente de contextos locais, social e culturalmente enraizados na nossa sociedade!!!??
Anónimo disse…
Perante a realidade quotidiana Portuguesa:
"Há Países em que as circunstâncias - e os próprios criadores como elementos do meio - não deixam que os espíritos se realizem plenamente nas especialidades a que mais se inclinavam; ..." ("Valor da Oposição" - Considerações e outros Textos - Prof. Agostinho da Silva)
Anónimo disse…
Anónimo Qua Out 31, 01:30:00 AM:

Tem, no meu ponto de vista, toda a razão. O seu comentário tem o mérito da denúncia e é um apelo à reflexão sobre a sociedade que temos e o país que somos.

É a vigilância de todos nós, a consciência cívica e a cultura que podem modificar este estado de coisas que nos envergonha.

Obrigado pelo seu contributo.
Anónimo disse…
mas que porra e os nossos direitods humanos: ao trabalho,a educaçao enfim em ter uma vida digana?????


no entanto pergunta-se quanto se gastou em subvenções vitalicias com os Sr politicos????

mas será que só para os trabalhadores é que as leis retroagem????

e que me diz o carrissimo sobre isto????
Anónimo disse…
Não resisto, leiam e vejam o que um "socialista" é capaz de fazer.


LUSA ATENAS

Quando chegar às comadres....
O PS cá do "burgo" está ao "rubro". O vereador, ou será senador, Luís Vilar é arguído num processo algo complicado. Complicado parece-me um termo "sossegado", para um processo que implicava um jogo de cintura de grande velocidade.
Consulto o Correio da Manhã on-line e fico estupefacto com os contornos do processo, a que segunda notícia, o próprio jornal teve acesso. O processo dos Jardins do Mondego estava tão bem "arquitectado" que a coisa não tinha nada para correr mal. Senão vejamos...o que conta a noticia do Correio da Manhã.
QUE NÃO FALASSE
António Cordeiro, vereador do PS, diz que quando soube que Emídio Neves tinha construído um prédio com mais um andar afirmou que iria questionar o executivo social-democrata. Mas recorda-se que nessa altura Vilar pediu-lhe que não o fizesse, embora não lhe tivesse revelado o motivo.
O motivo esse não foi a vontade de ver o Marcel e o Brum marcarem muitos golos com o emblema da Briosa ao peito. Não, não foi! É que o tal Emidio Mendes é o mesmo que possibilitou a vinda desses jogadores para a Académica. Obviamente que na altura o Director Municipal de Urbanismo que também era (e ainda é) presidente da Académica..."agradeceu".
Mas o motivo esse também vem bem explicado na noticia. Leiam com atenção.
"O empresário Emídio Mendes conseguiu construir um lote de prédios com um andar a mais do que o previsto, nos Jardins do Mondego, em Coimbra. A investigação feita pela PJ encontrou também estranhas ligações daquele empreiteiro a Luís Vilar. Primeiro foi financiador confesso da campanha do PS em dez mil euros – sem ter recebido recibo – depois entregou uma quantia não determinada ao vereador para que reformasse as letras que havia feito para emprestar a Vítor Baptista.Está tudo nas escutas telefónicas e as explicações dadas pelos envolvidos não batem certo. Emídio Mendes confessa efectivamente ter dado dez mil euros a Vilar, mas ao PS só chegou metade. O recibo, no entanto, não foi passado em nome do empreiteiro, mas sim do autarca, que passou por benemérito". Um benemérito!!!
Mas há mais. Loja do Cidadão. Mais propriamente parque de estacionamento da Loja do Cidadão. Mais um negócio...feliz. Conta o Correio da Manhã: "Duas versões para uma história que assenta no depósito de 50 mil euros, em dois cheques, na conta do vereador e líder da concelhia do PS Luís Vilar. O Ministério Público assegura que se tratou de um caso de corrupção (e acusou Domingos Névoa, da Bragaparque, e o autarca socialista do crime de corrupção na forma passiva e activa), enquanto os envolvidos garantem que foi apenas um empréstimo. Luís Vilar precisava de dinheiro para um negócio, que depois acabou por não concretizar, e pediu ao amigo empresário que lho adiantasse. Domingos Névoa teria-o dado ao “amigo” vereador e António Vilar devolveu-lho, passadas algumas semanas, mas em dinheiro e sem hipótese de o comprovar". Só que, vejam bem "O procurador público que assina a acusação diz exactamente o contrário. Na altura em que os cheques entraram na conta do autarca, (Março de 2002), ainda estava em discussão a construção de um parque de estacionamento construído pela empresa, em Coimbra. A Bragaparques adquirira um terreno em hasta pública e conseguira, em clara violação do regulamento camarário, adquirir um segundo lote para um parque de dimensões anormais". E ainda..."Luís Vilar também não conseguiu explicar às autoridades por que é que pediu o dinheiro emprestado ao empresário. Afinal, os extractos das suas contas nos três meses anteriores e posteriores mostram saldos de 110 mil euros. Nesse mesmo período de tempo, Luís Vilar também fez aplicações financeiras de 550 mil euros, numa altura em que, segundo o próprio, precisava que Domingos Névoa lhe emprestasse os 50 mil euros". Há homem com dinheiro!!!!
A noticia refere ainda que "Vereador sem pelouro, o autarca auferia apenas cerca de 1000 euros por mês, da reforma do Sindicato dos Bancários". Agora é que não percebo nada!!!!
Isto é o que é público. No PS tudo calado e sossegado. Ainda. Vai chegar a hora...em que se zangam as comadres...e aí vai se saber outras verdades. O PS em Coimbra não percebeu o que a população lhe disse na altura da primeira vitória do Encarnação. Ficaram os mesmos. Continuaram os de sempre! Percebia-se que havia razões que a própria razão (des)conhecia.
P.S. - Todo o cidadão é inocente...até ser condenado!

In, blog "LUSA ATENAS".
Anónimo disse…
Dirigente do PS acusado de financiamento ilegal e corrupção
21-Out-2007
Depois do processo da máfia dos bingos, o Partido Socialista está a braços com mais um caso de corrupção e financiamento ilegal. Luís Vilar, líder do PS/Coimbra e membro da Comissão Nacional do Partido pela mão de José Sócrates, torna-se na primeira pessoa acusada de crime de financiamento ilícito de partidos. Luís Vilar, que diz ter a solidariedade do PS, foi também acusado de crimes de tráfico de influências, abuso de poder e corrupção passiva para acto ilícito. Esta última acusação envolve também Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, que "emprestou" 50 mil euros a Luís Vilar em troca de favores.
Luís Vilar - líder da concelhia do PS de Coimbra e membro da Comissão Nacional do partido - foi acusado pelo Ministério Público (MP) da prática dos crimes de corrupção passiva para acto ilícito, tráfico de influências, abuso de poder e de financiamento partidário ilícito.

Segundo a acusação, Luís Vilar solicitou e recebeu 10 mil euros em numerário do promotor imobiliário Emídio Mendes, destinados à campanha do PS nas eleições autárquicas de 2005. Vilar é acusado pelo MP de «ocultar a proveniência» do donativo. Além de não ter passado o correspondente recibo ao empresário, omitiu o financiamento ao mandatário financeiro do partido na campanha e utilizou 5.000 desses 10.000 euros para fazer um donativo pessoal para as contas da candidatura do PS à câmara de Coimbra, então encabeçada por Vítor Baptista.

Luís Vilar é assim a primeira pessoa no país a ser acusada de crime de financiamento ilegal de partidos, ao abrigo da nova lei que passou a criminalizar este tipo de ilícito.

Mas este não é o único crime de que é acusado o dirigente do Partido Socialista. Na origem da acusação de corrupção feita pelo Ministério Público estão os 50 mil euros que o sócio-gerente da Bragaparques, Domingos Névoa, emprestou a Luís Vilar, que deu como contrapartida o voto favorável à construção de um parque de estacionamento na Baixa da cidade, numa zona conhecida por ‘Bota Abaixo'. Naturalmente, Domingos Névoa está também acusado neste caso.

Na acusação feita pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra é admitido que uma parte do empréstimo tenha sido liquidada mas o apuramento feito pela investigação sobre a quantidade de dinheiro devolvida não passa dos 10 mil euros. A Bragaparques tem diversos negócios imobiliários em Coimbra e é conhecida a amizade entre Domingos Névoa e Luís Vilar.

Luís Vilar, que considera as acusações de que é alvo "completamente ridículas", insistindo que "a montanha vai parir um rato" já obteve a solidariedade do Partido Socialista, através do presidente da Federação de Coimbra do PS, Vítor Baptista. «O Luís Vilar reafirma a sua tranquilidade e diz-se de consciência tranquila. Não vai suspender o mandato, já o suspendeu durante um ano para permitir a investigação, se o fizer agora perde o mandato», disse à Lusa Vítor Baptista

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