A guerra intestina do PSD

Marques Mendes tem feito o suficiente para merecer perder. Fala alto quando não deve e exagera para mostrar a Filipe Meneses que também sabe gritar.

Acusar o Governo de apoiar a invasão do campo de milho transgénico ou regozijar-se com o veto infeliz do PR ao «regime da responsabilidade extracontratual civil do Estado», votado por si e pelo PSD, é irresponsabilidade e desorientação.

A sua vitória arrasta o cavaquismo, o barrosismo e o inefável Alberto João Jardim para a ribalta dentro do PSD. Mas não é provável que aconteça.

Pelo contrário, a vitória de Filipe Meneses é a ressurreição do santanismo, a vitória do populismo e o regresso à instabilidade dentro do PSD, uma delícia para a comunicação social e um desespero para o PSD urbano da Quinta da Marinha e da linha de Cascais.

Com o autarca de Gaia o PSD é muito mais divertido. E como as cabeças pensantes não abundam no universo de apoiantes já se perfila o ideólogo de serviço – Ângelo Correia.

Não estão em causa programas ou ideias, apenas, a elaboração das listas de deputados à próxima legislatura e para o Parlamento Europeu.

Seja qual for o Luís que ganhe a liderança do PSD é de um interregno que se trata, até virem à tona os peixes de águas profundas, inquietos com as águas revoltas que o autarca de Gaia resolveu agitar antes do tempo.

Comentários

Anónimo disse…
Uma guerra intestina grossa, feita por pessoas que dia revelam não ter perfil, para aquilo que pretendem. Sinceramente, não esperava que a política portuguesa esteja a descer a patamares ... muito baixos, o que não é nada bom.
lídia martins disse…
Ó Manuel Norberto, disse alguém que a política portuguesa só ainda não bateu no fundo porque o fundo está em permanente afundamento...
e eu que cheguei a acreditar que o Marques Mendes até tinha algum nível...
Anónimo disse…
Só acredita no "Pai Natal", quem quer ...

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