Vergonhoso branqueamento do passsado
Em primeiro lugar devo dizer que nunca me é indiferente a situação de um compatriota e que a minha solidariedade se manifesta com todos, especialmente se as vicissitudes da vida os colocam em situações difíceis, como é, por exemplo, o caso dos emigrantes na Venezuela.É nestes termos, e só nestes, que me solidarizo com Alpoim Calvão, acusado de roubo de uma estátua e a contas com a polícia da Guiné. Um homem com o seu passado só podia acabar no negócio da sucata.
O Correio da Manhã, a propósito deste incidente, que cabe à embaixada portuguesa acompanhar, promove uma campanha de reabilitação do herói, que nunca foi julgado, do assassino frustrado que violou a soberania de um país estrangeiro e do marginal que atentou contra a democracia ao serviço do MDLP. É preciso topete.
Alpoim Calvão é um homem de coragem, como o são os delinquentes suicidas do Islão ou o foram os beatos cruzados da Idade Média, mas não se lhe conhece uma causa que o honre, um feito que o enobreça, uma atitude que o dignifique.
Foi na guerra colonial um carrasco do povo da Guiné que legitimamente aspirava à independência, pretendeu matar Amílcar Cabral, assassinar o presidente Sekou Touré e substituir o governo por um outro, fantoche, ao serviço do fascismo salazarista, para o que não hesitou em invadir a Guiné- Conacri.
O que fez ao serviço do ELP e do MDLP está por julgar porque as cumplicidades dos traidores à democracia nunca foram investigadas.
O louvor entusiástico do Correio da Manhã ao velho salazarista trai a democracia, insulta os povos que lutaram pela independência, absolve a ditadura fascista e envergonha os democratas.
Comentários
Xadrez com o bicho, que lá é que é o lugar dele.
Os meus sinceros parabéns à Polícia guineense!
25 de Abril, sempre!
Tal não aconteceu. Particularidades e displicências (selectivas) da jovem democracia protuguesa...
Mas a história actual - o caso do roubo da estátua - quase parece um título de livro policial. Daqueles que muitos de nós lemos em alguma fase da vida. Na verdade, vivia na Guiné-Bissau, mantinha aí negócios, provavelmente, à custa de algumas cumplicidades dos "velhos tempos".
Por alguma razão, que não foi revelada nem está esclarecida, essa "cumplicidade(s)" caíu, ou, como sucede muito em Africa, o cúmplice (ou os cumplices) tornaram-se, por motivos locais, num ápice, "persona non grata".
Isto, em África, "arrasta" os amigos, familiares, companheiros, colegas ...
É assim que acabam muitos filmes (ou muitos romances policiais) sobre Africa.
Enfim, viveu:
"...Naquele engano de alma ledo e cego.
Que a fortuna não deixa durar muito..."
Como antigo combatente a minha admiração, não fugiu para França como muitos burgueses.
Quanto ao julgamento, teve o mesmo tratamento que as FP25.
Homem de uma honestidade e verticalidade a toda a prova, senhor de uma inteligência e capacidade de comando acima da média, foi um Grande Português que nunca traíu a sua amada Pátria.
Cobardemente perseguido no pós 25 do A, encontrou em África, onde foi herói, um refúgio onde criou riqueza, deu emprego e solidificou amizades.
Vergo-me perante tão ilustre e imaculada figura, e só posso duvidar, sériamente, das notícias que vêm a público sobre esse alegado crime.
Não posso acreditar, pois trata-se de um Homem de rijo carácter e irrepreensível conduta.
Espero que o Estado Português cuide e acompanhe este caso, e não deixe que as teias da inveja tirem a liberdade a este herói, a este exemplo de coragem, a um dos nossos maiores entre os maiores.
Esperança, obrigado por dirigires a nossa atenção para estes temas.
25 de Abril SEMPRE!
Democratas-5, fascistas-2.
Fascismo nunca mais!
No dia em que esses "democratas" pudessem mostrar o seu ideário seria tarde para reflectir sobre a generosidade de quem fez o 25 de Abril.
Creio que não é favor.
O Grande Homem que aqui tentam enxovalhar mais não fez do que cumprir, com coragem e brio militar, o que se lhe exigia: defender o solo pátrio.
Não fugiu alegremente, não se perdeu em tertúlias parisienses nem conspirou contra a Nação.
Enfrentou o inimigo e deu à Pátria os melhores anos da sua vida.
Obviamente que a história do "roubo" está mal contada e deve ser um grande cambalacho para o tramar.
Mas os verdadeiros portugueses não esquecem os seus maiores, e ele estará sempre nos nossos corações.
Democrata
Aqueles que não fugiram, são agora maltratados, por outro governo que se diz socialista...no desemprego e na reforma.
Yenho vergonha do meu país.
Na hora de servir o país, distinguem-se os homens dos ratos.
Defendi e defendo que, qualquer um que cometa um delito, deve cumprir pena efectivamente onde o cometeu, e debaixo da Legislação Penal do País onde se encontrar.
Já alguns comentários que aí estão... se eu não visse, não acreditava!
A guerra da Guiné foi uma causa nacional? É-o ainda hoje?
O planalto de Mueda é, ou foi alguma vez, solo pátrio português?
Quem vem aqui hoje dizer isso DEVIA TER O NOME INSCRITO NA PAREDE DO FORTE DO BOM SUCESSO, e estar enterrado há 40 anos, morto coerentemente ao serviço da Pátria.
Há um milhão de portugueses que estiveram na guerra, e que são credores de admiração e respeito gerais. Muitos deles até precisam de apoio médico que estes "patriotas" lhes negam. Mas são os que lutaram PARA DAR AOS POLÍTICOS DE ENTÃO O TEMPO DE RESOLVER O PROBLEMA DO IMPÉRIO, que acabou por ser um mito de paranóicos e ladrões.
Esses é que foram heróis, e patriotas, e ao mesmo tempo gente.
Já estes centuriões alucinados, estes calvões valentões, estes rambos alienados, nunca foram heróis de coisa nenhuma. FORAM CÚMPLICES E COMPARSAS DUM PODER DEMENTE E ANTI-PATRIÓTICO, que traiu e defraudou a Pátria.
Acabam todos a roubar estátuas, porque têm a marginalidade na cabeça.
A mania das estátuas já não é de hoje, pelos vistos!