Polónia - o princípio do fim do pesadelo

Depois de se terem tornado o pesadelo da Europa parece que o eleitorado polaco, farto da devoção e do ridículo dos gémeos homozigóticos, começou por despedir o Governo e aguarda por outras eleições para se ver livre do presidente.

A Europa fica um pouco mais arejada e a medida higiénica da Polónia tornará o espaço europeu mais respirável.

Certamente que agora já haveria unanimidade para condenar a pena de morte a 27 sem interferência das sacristias.

Espera-se que a chantagem feita nos dois últimos anos pelos anacrónicos manos contra os polacos que ocuparam funções no regime comunista sofram uma folga. A sanha persecutória contra os homossexuais passará a ser apenas uma horrível recordação da crueldade e do anacronismo de dois Torquemadas que conquistaram o poder na Polónia.

Comentários

Camarelli disse…
Esta consegue de facto ser boa notícia apesar de ter ganho um político da direita ao estilo do CDS-PP.

Mas não sou tão optimista, Carlos. Não creio que os polacos estejam fartos da devoção, mas reconheço que está para breve o fim as perseguições políticas e de índole sexual. De qualquer modo, os democratas cristãos vencedores dizem-se conservadores no plano social e liberais no plano económico. Isto é, vão continuar a vergar-se à vontade do Vaticano e acabar por privatizar o que resta das empresas estatais, incluindo o sector da saúde, pelo que li. Isto claro, se o mesmo partido vencer também o parlamento.
Anónimo disse…
Ainda muito se irá falar destas Eleições Polacas, porque os "manos", certamente e pelo que se conhece deles, não ficar muito tempo quietos aceitando o veredicto polaco.
Contudo, espero sinceramente que este País, atinja a estabilidade, e caminhe rumo à evolução.
Anónimo disse…
Manuel Forte:

Foi só o mano primeiro-ministro que foi corrido. Por enquanto.

*********

Matarbustos:

Tem razão no que afirma mas penso que houve uma melhoria extraordinária.
ana disse…
Acho que agora é mesmo caso para dizer:
Graças a Deus!
Anónimo disse…
Amigo Esperança, falta a outra metade da "raiz"; também vai ...
Anónimo disse…
Enfim, o povo polaco assim o quis...
Mas trata-se de uma enorme perda na luta pela dignidade e pelos mais elevados, intocáveis e absolutos valores da Civilização.
A luta sem tréguas levada a cabo pelos dois irmãos, por exemplo, na defesa da Vida e na condenação da mariquice contranatura, era meritória e de apoiar.
Enfim, em democracia (seja lá isso o que for...) ganha quem tem mais votos, e não os melhores.
Anónimo disse…
O comentário anterior é meu.

Mais acrescento que, para além da minha tristeza, manifesto a minha grande preocupação com o rumo da Europa.

Em primeiro lugar, foi calada a voz do Sr. Primeiro-Ministro polaco.

Em segundo lugar, não há no Tratado Europeu uma referência à inequívoca e inultrapassável raíz cristã da Europa.

Em terceiro lugar, sob a capa do tal "laicismo", estamos a perder o norte no nosso caminho.

A "agenda" aí está:

- Aborto;
- Eutanásia;
- Casamentos e adopções de criancinhas por aberrações que, em vez de apoiadas nas suas pretensões, decveriam, isso sim, ser tratadas clinicamente;
- Perseguição e censura à Santa Madre Igreja;
- Etc.

Enfim, acima de tudo, o retrocesso, o jogar para o lixo dos valores primordiais da nossa civilização, a cultura de morte e a promoção de estilos de vida e "opções" aberrantes.
Anónimo disse…
Na Polónia todos os políticos são gémeos.
Anónimo disse…
O título está errado, deveria ser mais o fim do princípio do pesadelo.
A Polónia quer hoje ocupar a sua posição "natural" na Europa, tal como a Espanha. Basta lembrar a luta que a Espanha fez na UE para hoje ter uma posição de destaque, e mesmo assim, ainda hoje esperneia sempre que vê os seus direitos beliscados, o mesmo se passará com a Polónia.
Claro que a Espanha era um país "simpático" para a Alemanha e França, era o contra poder do Sul à Itália e logo a sua luta foi sempre apoiada pelos países do eixo Paris-Bona (berlim).
A Polónia será um contra poder à Alemanha, simpático aos olhos de Italianos e Ingleses, mas não para a Alemanha. A luta Polaca para ter a mesma posição que a Espanha no contexto Europeu, tendo a desvantagem de o Polaco não ser falado em meio mundo, será mais dura, com mais posições de exigência e bloqueio. Pensar que os gémeos eram a causa da posição polaca é pensar pequenino, a Polónia dará os mesmos problemas à contrução Europeia como até agora, talvez com um markting mais agradável, talvez...
Anónimo disse…
O grande vencedor é Donald Tusk, e o que se propõe ele fazer:
- introdução de flat tax: 15% para o IRS, IRC e IVA;
- privatização do sector económico ainda na mão do Estado;
- privatização do sector da saúde;
- forte descentralização orçamental em favor das autarquias e governos locais;
- eleições directas dos presidentes de câmara e governadores regionais;
- reforma do sistema de educação com igualdade de direitos entre universidades publicas e privadas;
- incremento do ensino de economia nas escolas secundárias;
- reforma da lei laboral, reduzindo o poder dos sindicatos;
- independência do banco nacional face ao poder político;
- alteração do sistema eleitoral para eleição nominal ao invés de sistema proporcional;
- redução do nº de deputados para metade e retirada da imunidade parlamentar;
(Fonte: Wikipedia)

Viva!!!!?

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