SERVIÇO PÚBLICO

A gripe A H1N1 é um grave problema de saúde pública. Tudo parece ter começado no México como uma gripe, com rebate respiratório mais ou menos intenso, em suinicultores.
A propagação é rápida e, em poucos dias afecta centenas de pessoas. Noticiam-se as primeiras mortes no México.
A gripe não conhece as fronteiras. Onde os vigilantes yankees travam os emigrantes ilegais mexicanos a gripe, em poucos dias, galgou, impunemente, a fronteira e, os EUA, tornaram-se o segundo País com maior número de casos de infecção pelo "novo" vírus.
Depois chegou ao Canadá e, de seguida, à Europa estando, neste momento, registados mais de 2000 pessoas infectadas em todo o Mundo.
Esta a breve história da gripe A H1N1.
Esta a breve história da gripe A H1N1.
Perante este quadro, as organizações de vigilância epidemiológica internacionais (CDC, ECDC, etc) e a OMS, entram em campo e, face aos dados colhidos, é lançado o estado de alerta 5 (imediatamente abaixo da pandemia).
Entram em campo as instituições de Saúde nacionais em estreita colaboração com os organismos internacionais e o novo surto gripal passa a ser rigorosamente monitorizado.
Portugal, só mais tardiamente é atingido, por sinal com um caso de baixa virulência, sem consequência diferentes das vulgares gripes sazonais que regularmente/anualmente nos visitam.
Mas o relevante, melhor, o inovador, em todo este processo é a atitude comportamental das instituições sanitárias públicas.
Para além de medidas de prevenção e de activação dos necessários planos de contingência em 4 Hospitais geograficamente distribuídos pelo País, onde estavam instalados equipamentos adequados, os portugueses passam a ser diariamente informados da evolução da situação nacional e mundial, em conferências de imprensa diárias, orientadas pela própria Ministra da Saúde – Drª. Ana Jorge.
A prestação da ministra tem sido irrepreensível. Uma voz calma, rigorosa e fundamentada. Uma postura de responsabilidade e de dignidade em relação ao cargo que exerce, tem permitido aos portugueses contornar situações de desespero ou de pânico e evitar atitudes excessivas (andar na rua de máscara, etc.).
Estes resultados obtêm-se pela prática de uma comunicação informativa regular (praticamente diária), verdadeira e idónea. Houve uma insistente preocupação de bem informar e de transmitir a par da real dimensão e gravidade da situação uma noção de segurança, isto é, que o País estava sob controlo e, permanentemente, se actualizavam os dados, junto dos organismos internacionais.
Um membro do Governo empenhado em prestar um serviço público.
Um membro do Governo empenhado em prestar um serviço público.
E a fazê-lo de modo discreto, credível e conseguido.
Pena é que, este exemplo, não seja seguido por outros membros do Governo.
Por exemplo, eu, como muitos cidadãos, leigos na matéria, gostariamos de ser informados periodicamente (de 15 em 15 dias ou de mês a mês, p. exº.) – pelo Ministro das Finanças, Ministro da Economia, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, etc. - em conferências de imprensa rápidas, límpidas e objectivas (como são as da Drª. Ana Jorge) da evolução da crise financeira, económica e social que o País atravessa, bem como da situação mundial.
Pena é que, este exemplo, não seja seguido por outros membros do Governo.
Por exemplo, eu, como muitos cidadãos, leigos na matéria, gostariamos de ser informados periodicamente (de 15 em 15 dias ou de mês a mês, p. exº.) – pelo Ministro das Finanças, Ministro da Economia, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, etc. - em conferências de imprensa rápidas, límpidas e objectivas (como são as da Drª. Ana Jorge) da evolução da crise financeira, económica e social que o País atravessa, bem como da situação mundial.
Infelizmente, tal não tem sucedido, o que tem perturbado o índice de confiança dos portugueses.
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