Notas soltas - Janeiro/2007
União Europeia – A adesão da Bulgária e da Roménia alarga para 27 o número de membros. A integração política, social, militar e diplomática dos vários países é essencial para afirmar a influência europeia, quando o império americano ameaça ruir.
Malta – É o único país da U.E. onde o divórcio é proibido. Tal como no Portugal de Salazar e Caetano, a religião condena cônjuges, com casamento frustrado, à prisão conjugal perpétua ou a uniões de facto com forte reprovação social.
Pena de morte – A União Europeia repudia, há muito, este tipo de crueldade, um marco civilizacional que alarga o fosso que a separa dos EUA e torna mais intoleráveis as posições do actual presidente americano.
ONU – A sucessão de Kofi Annan pelo sul-coreano Ban Ki-moon começou mal, com o novo secretário-geral a considerar o enforcamento de Saddam um assunto interno do Iraque, contrariando a tradicional oposição frontal da ONU à pena capital.
Polónia – O arcebispo D. Stanislaw Wielgus renunciou ao cargo de primaz de Varsóvia, 48 horas depois de tomar posse, por se ter tornado público o passado de espião da Polícia secreta comunista. A colaboração, do lado errado, custou-lhe o patriarcado.
Voos da CIA – A oposição do PS/PSD/CDS à investigação – um frete aos EUA – é um ultraje ao espírito humanista e à defesa dos direitos humanos. Luís Amado e José Lello, condenando Ana Gomes, tornaram-se cúmplices de Durão Barroso.
EUA – O envio de mais 21.500 militares para o Iraque é uma fuga em frente que dificultará, ainda mais, a retirada. É a tentativa de fugir à vergonha de ser ele, Bush, a ordenar a evacuação que deixará para o próximo presidente.
Casa Pia – Três procuradores do Ministério Público cometeram erros grosseiros na investigação da prova que conduziu à prisão de Paulo Pedroso (DN de 12-01). E não se julga quem destruiu a direcção do PS, por incompetência ou má fé?
Madeira – Alberto João Jardim, considerou uma grosseria jurídica o acórdão sobre a constitucionalidade da Lei das Finanças Regionais. Cometeu mais uma grosseria cuja impunidade desacredita o Estado de direito e corrói a democracia.
Paulo Macedo – A encomenda da missa de Acção de Graças pela direcção-geral das Contribuições e Impostos é uma violação grosseira da laicidade do Estado e da lei da liberdade religiosa, fruto do exaltado proselitismo de um membro do Opus Dei.
CDS – Nuno Melo confunde os seus interesses com a representação parlamentar do partido e vê na ambição pessoal a expressão das necessidades do CDS. Demitiu-se da liderança parlamentar, obrigado, por deslealdade à Direcção, vileza e falta de ética.
Fidel de Castro – Chegou ao fim um dos ícones do séc. XX, o mito que deu vida à utopia, enfrentou os EUA e deu a Cuba níveis invejáveis de saúde e instrução. Deixou apodrecer o regime sem perceber que a ausência de liberdade matou o sonho.
Referendo – A comparação da IVG ao terrorismo, assassínio, infanticídio e pena de morte, alimentou a violência verbal e desacreditou o clero em assuntos de natureza sexual e reprodutiva, matérias onde tem reduzida experiência.
Salazar – A Espanha demoliu todas as estátuas de Franco, mas o presidente da Câmara de Santa Comba Dão pretende criar o museu Salazar e erigir-lhe uma estátua. É o regresso manso do fascismo pela mão de um edil irresponsável.
Iraque – Vive-se já em guerra civil, com o país à beira da desagregação, banhos de sangue diários e a emergência perigosa do Irão como potência hegemónica na região. Os cúmplices da trágica invasão criaram uma conjuntura dramática.
Quioto – Bush recusou assinar o protocolo cujo cumprimento atenuará o aquecimento global, mas o seu desprestígio levou-o a prometer, no Congresso, o apoio a energias limpas e à redução do consumo de gasolina.
Câmara de Lisboa – A construção civil corrói o tecido moral dos municípios e vai reduzindo a sua credibilidade a ruínas. Carmona Rodrigues está a sentir abalos telúricos com epicentro na empresa Bragaparques.
Al Qaeda – O número dois, Al-Zawahiri, ridicularizou os planos de Bush para o Iraque mas não é só o insensato presidente que está em causa, a civilização, a liberdade e a democracia estão ameaçadas por fanáticos religiosos e terroristas.
Hillary Clinton – A possibilidade de uma mulher culta, inteligente e determinada se tornar Presidente dos EUA é também a oportunidade de maior sintonia com a União Europeia e de um combate eficaz ao terrorismo, sem violação dos direitos humanos.
Holocausto – A Assembleia-geral da ONU aprovou por unanimidade uma resolução condenando, sem reservas, qualquer negação do Holocausto. Foi uma severa advertência ao neofascismo e ao nazismo que despontam.
Malta – É o único país da U.E. onde o divórcio é proibido. Tal como no Portugal de Salazar e Caetano, a religião condena cônjuges, com casamento frustrado, à prisão conjugal perpétua ou a uniões de facto com forte reprovação social.
Pena de morte – A União Europeia repudia, há muito, este tipo de crueldade, um marco civilizacional que alarga o fosso que a separa dos EUA e torna mais intoleráveis as posições do actual presidente americano.
ONU – A sucessão de Kofi Annan pelo sul-coreano Ban Ki-moon começou mal, com o novo secretário-geral a considerar o enforcamento de Saddam um assunto interno do Iraque, contrariando a tradicional oposição frontal da ONU à pena capital.
Polónia – O arcebispo D. Stanislaw Wielgus renunciou ao cargo de primaz de Varsóvia, 48 horas depois de tomar posse, por se ter tornado público o passado de espião da Polícia secreta comunista. A colaboração, do lado errado, custou-lhe o patriarcado.
Voos da CIA – A oposição do PS/PSD/CDS à investigação – um frete aos EUA – é um ultraje ao espírito humanista e à defesa dos direitos humanos. Luís Amado e José Lello, condenando Ana Gomes, tornaram-se cúmplices de Durão Barroso.
EUA – O envio de mais 21.500 militares para o Iraque é uma fuga em frente que dificultará, ainda mais, a retirada. É a tentativa de fugir à vergonha de ser ele, Bush, a ordenar a evacuação que deixará para o próximo presidente.
Casa Pia – Três procuradores do Ministério Público cometeram erros grosseiros na investigação da prova que conduziu à prisão de Paulo Pedroso (DN de 12-01). E não se julga quem destruiu a direcção do PS, por incompetência ou má fé?
Madeira – Alberto João Jardim, considerou uma grosseria jurídica o acórdão sobre a constitucionalidade da Lei das Finanças Regionais. Cometeu mais uma grosseria cuja impunidade desacredita o Estado de direito e corrói a democracia.
Paulo Macedo – A encomenda da missa de Acção de Graças pela direcção-geral das Contribuições e Impostos é uma violação grosseira da laicidade do Estado e da lei da liberdade religiosa, fruto do exaltado proselitismo de um membro do Opus Dei.
CDS – Nuno Melo confunde os seus interesses com a representação parlamentar do partido e vê na ambição pessoal a expressão das necessidades do CDS. Demitiu-se da liderança parlamentar, obrigado, por deslealdade à Direcção, vileza e falta de ética.
Fidel de Castro – Chegou ao fim um dos ícones do séc. XX, o mito que deu vida à utopia, enfrentou os EUA e deu a Cuba níveis invejáveis de saúde e instrução. Deixou apodrecer o regime sem perceber que a ausência de liberdade matou o sonho.
Referendo – A comparação da IVG ao terrorismo, assassínio, infanticídio e pena de morte, alimentou a violência verbal e desacreditou o clero em assuntos de natureza sexual e reprodutiva, matérias onde tem reduzida experiência.
Salazar – A Espanha demoliu todas as estátuas de Franco, mas o presidente da Câmara de Santa Comba Dão pretende criar o museu Salazar e erigir-lhe uma estátua. É o regresso manso do fascismo pela mão de um edil irresponsável.
Iraque – Vive-se já em guerra civil, com o país à beira da desagregação, banhos de sangue diários e a emergência perigosa do Irão como potência hegemónica na região. Os cúmplices da trágica invasão criaram uma conjuntura dramática.
Quioto – Bush recusou assinar o protocolo cujo cumprimento atenuará o aquecimento global, mas o seu desprestígio levou-o a prometer, no Congresso, o apoio a energias limpas e à redução do consumo de gasolina.
Câmara de Lisboa – A construção civil corrói o tecido moral dos municípios e vai reduzindo a sua credibilidade a ruínas. Carmona Rodrigues está a sentir abalos telúricos com epicentro na empresa Bragaparques.
Al Qaeda – O número dois, Al-Zawahiri, ridicularizou os planos de Bush para o Iraque mas não é só o insensato presidente que está em causa, a civilização, a liberdade e a democracia estão ameaçadas por fanáticos religiosos e terroristas.
Hillary Clinton – A possibilidade de uma mulher culta, inteligente e determinada se tornar Presidente dos EUA é também a oportunidade de maior sintonia com a União Europeia e de um combate eficaz ao terrorismo, sem violação dos direitos humanos.
Holocausto – A Assembleia-geral da ONU aprovou por unanimidade uma resolução condenando, sem reservas, qualquer negação do Holocausto. Foi uma severa advertência ao neofascismo e ao nazismo que despontam.
Comentários
- os voos da CIA e o "negacionismo" do governo português;
- os imbróglios das investigações do processo "Casa Pia";
- A Reg. Aut. da Madeira, AAJ e a elegia da demagogia;
- Paulo Macedo e as suas manobras político-religiosas;
- O "harakiri" de um partido político (CDS/PP);
- o nível da discussão que o movimento pelo "Não" imprimiu às discussões sobre referendo;
- o "museu" Salazar ou o achincalhamento da memória histórica
- o "lamaçal" onde se atolou a Câmara de Lisboa...
O "estado da Nação".
Ou, se quisermos, um elucidativo "retrato da Nação".
Venha o próximo mês!
Não coloco no Ponte Europa a Nota Solta relativa ao Monumento. É a única que omito do texto que envio para o «Praça Alta».
Mas aqui vai para satisfazer a sua curiosidade:
Monumento ao 25 de Abril em Almeida – No ano em curso realizar-se-á o sonho ou terminará o pesadelo. Tudo tem um fim. Contamos que seja feliz.
Engraçado, como mediaticamente o processo da Casa Pia era tão vísivel durante o consulado de Pedro e Paulo.
Giro, ver como o porcesso do apito dourado foi reanimado e alguns processos reabertos na governação Socrática.
Hilariante, como o processo da Casa Pia foi esquecido e alguns arguidos foram ilibados durante a liderança Socrática.
Até parece que vivemos na antiguidade clássica.
"Atento"
Sobre as bocas do ministro Pinho, nem uma palavra...este governo, merece um ministro assim.